17.5.08

Por dentro do I curso de enologia


Catherine Olés e Marie Valette profesoras do CFPPA de Narbonne


Os preparativos para a chegada da primeira turma de brasileiros a cursar a formação Enologia Aplicação Profissional no Sul da França, tem me tomado muito tempo. Mas o programa ficou legal, as aulas estão traduzidas, as visitas técnicas estão todas agendadas e toda a logística organizada e definida. Não é pouco.
Desde a escolha dos restaurantes com critérios de tipicidade, preço, localização e carta de vinhos até dos proprietários dos vinhedos e técnicos que irão transmitir seus conhecimentos tudo foi planejado. Os vinhedos visitados são em condução sustentada e orgânica, ou como se diz por aqui, "biô". As vinícolas visitadas são de diferentes denominações de origem e dentro destas em diferentes terroirs, formas de vinificar e cortar os vinhos. Corbières terroirs Fontfroide, Lagrasse e Sigean (de um total de onze) Minervois, Coteaux de Languedoc La Clape, Fitou, Côtes du Roussillon, Banyuls, Limoux terroir Autan e Haute Valée. Assim veremos produtores de vinhos, espumantes e fortificados. Além de um encontro com a direção da Câmara de Agricultura que oferece o suporte técnico aos agricultores, o Comitê Interprofissional do Vinho do Languedoc (CIVL) e uma visita às instalações de pesquisa do INRA em Gruissan (veja artigo sobre o vinho de 10º abaixo).
A participação de três professores diferentes Catherine Olés, bióloga formada em Bordeaux, Marie Valette, enóloga e produtora e Bertrand Folet comercialização do vinho e ex-produtor, para que se tenha uma diversidade maior no aprendizado. Tudo planejado meticulosamente para que se tenha uma boa formação teórica e prática. Que nossos alunos não apenas aprendam a vinificar, mas que conheçam em profundidade o Languedoc Roussillon, seus terroirs, sua cultura e os personagens que dão vida a estes vinhos maravilhosos.
Falando em cultura a Septimanie, o atual Languedoc Roussillon, a mais romana das províncias do Império, era mesmo uma civilização diferente que foi conquistada pelo Rei de França na cruzada Albigense. Aqui, ainda se fala “oucitan” um "patois" mais latino que o francês.

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