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20.6.07

InterSud lança na Vinexpo seu plano estratégico decenal



Bernard Devic, presidente de InterSud lançou ontem em Bordeaux seu ambicioso plano de crescimento para os próximos 10 anos. A meta é de dobrar de volume nos próximos dez anos. Para atingir este objetivo 10 milhões de euros serão utilizados apenas em 2007. A associação entre o estilo de vida do Mediterrâneo e dos vinhos do Sul da França está na base da estratégia deste crescimento. Na França a meta é de passar de 1,5 para 2,7 milhões de hl.
InterSud reúne todas as denominações de origem e vinhos regionais do Languedoc-Roussillon. Nos seis países chaves EUA, Inglaterra, Canadá, Japão, Holanda e Alemanha a previsão decenal é de pular de 950 milhões para 2,5 bilhões de euros.
Amanhã as metas para o Brasil.

11.6.07

Languedoc-Roussillon - o maior vinhedo do Mundo - Parte III


O clima é uma dádiva que permite ao Languedoc-Roussillon ser o maior vinhedo do mundo. O mais longo verão da França, a baixa pluviosidade do Mediterrâneo, que muitas vezes beira o stress hídrico e os ventos formam um conjunto de fatores que favorecem enormemente o cultivo da vinha. Berço de castas autóctones como a cinsault, clairette, piquepoul, auban e syrah. O longo verão permite que certas uvas se desenvolvam e atinjam sua maturidade ótima como a syrah, grenache, carignan, mourvèdre, todas de origem espanhola. Dizem os antigos que a mourvèdre precisa ver o mar para atingir sua plenitude. Não é a toa que Bandol, do outro lado do Rhône, fez sua fama.
Os ventos do norte Tramontana, Cers ou Mistral, como preferir, tem importante atuação no combate a proliferação de fungos, pois sua força diminui a higrometria tornando as condições de desenvolvimento do mildio e do oidio mais difíceis. Estas são juntamente com a Inflavescência dourada as grandes doenças que atacam o vinhedo do Mediterrâneo. O que faz com que os tratamentos daqui sejam até dez vezes menores que no norte da França. Quase um vinho bio. Os ventos marinhos aliviam a falta d'água no verão diminuindo o stress hídrico, notadamente nos vinhedos mais próximos do mar como no Coteaux du Languedoc, Côtes de Roussillon Villages, Pic Poul de Pinet, Banyuls e nas porções marítimas do Fitou e Corbières.
Como nada no mundo é perfeito o vento do leste tem um papel desastroso para a região. Quando atinge com força o Sul da França, o que ocorre em intervalos longos, catástrofes climáticas provocam grandes estragos como foram as grandes inundações de 1999. Cidades alagadas, milhares de casas inundadas, mortes, prejuízos e mesmo pontes romanas do Fitou, que estavam intactas e em uso há mais de dois mil anos foram destruídas.
Continua.

23.5.07

ABS aprofunda conhecimentos sobre o Languedoc com Marc Dubernet















Legenda das fotos: 1 - Presidente da ABS, Euclides Penedo, coloca o pin da Associação na lapela de Dubernet. 2 - Ricardo Rodrigues (à esq.) mostra os 35 vinhos que foram degustados. 3 - Roberto Rodrigues, Euclides penedo Borges e Sra., Maria Ângela Auler durante a degustação. 4 - Ligia Peçanha, Ana Gazolla, Dantas, Maria Ângela, Ana e Euclides (à esq.)



O enólogo chefe de Vignerons de la Mediterranée, Marc Dubernet, foi o palestrante sobre o tema Languedoc-Roussillon, Sul da França, para a diretoria da ABS-Rio. Dubernet fez uma aprofundada apresentação das diversas denominações explicando sua história, características geológicas, climáticas e o corte de uvas utilizado em cada uma. A cada apresentação degustavam-se vinhos da denominação como forma de compreender a influência de cada componente no terroir e o papel de cada casta no equilíbrio do vinho.
Apesar de ser o maior vinhedo do mundo em volume e em área plantada o Languedoc não é muito conhecido. O motivo é que no pós-guerra a região se transformou em um grande vinhedo industrial sendo as uvas cultivadas nas planícies e as castas de alto rendimento como aramom e carignan dominantes. Foi um período rico para a região que prosperou e viu suas cidades florescerem com belas "maison de maître". Nos anos 60 inicia-se a queda do consumo de vinho e nos 70 inicia-se um processo de busca pela qualidade com a susbtituição total da aramom e da carignan que se encontrava na zona plana. Castas melhoradoras foram implantadas como a syrah, que é de origem do Languedoc e não do Rhône, merlot, cabernet e chardonay. As uvas típicas do mediterrâneo formam a base dos vinhos de corte do Sul da França: carignan, mourvèdre, syrah, cinsault, grenache, bouboulenc, roussanne, marsanne e viognier.
A degustação mostrou que o esforço dos viticultores não foi em vão, as notas socilaram entre 78 (vinho abaixo de 1,50 €) e 92 pontos ( vinho abaixo de 8€).

5.4.07

Rápidas do Sul da França:


VII concurso Muscat du Monde - Será realizado entre 20 e 21 de julho em Frontignan la Peyrade, Sul da França, deverá ter como país padrinho o Brasil. No Concurso anterior o Brasil conquistou duas medalhas de ouro com espumantes e duas de prata com vinhos tranqüilos.

Jean Jean - O grupo vinícola com sede no departamento do Hérault, Sul da França, realizou um lucro líquido de 2,3 milhões de Euros e faturou 150,6 milhões de Euros em 2006. Jean Jean é um dos dez maiores da França no setor e possui diversos vinhos à venda no Brasil. O grupo adquiriu recentemente marcas e vinhedos de Bordeaux (veja matéria de 16/3).

III Salão do Gosto e dos Sabores de Origem - O Salon du Gout et des Saveurs d'Origine acontece de 13 a 16 de abril no Parque de Exposições de Montpellier, Sul da França. O salão é um grande evento regional que valoriza o paladar e debate o futuro das apelações de origem Coteaux du Languedoc, Faugères et St Chinian. Boa oportunidade para descobrir novos queijos, azeites, salaminhos e claro ótimos vinhos.

29.3.07

A ascensão dos Grands Crus do Languedoc e do Roussillon


O livro Les Grands Crus du Languedoc e du Roussillon, de Michel Smith e Olivier Poussier conta a saga dos viticultores e seus vinhedos desde a época Romana até nossos dias. Abrange vinhedos de Nîmes a Colliure. Conta episódios marcantes da história dos viticultores como a revolta de 1907, mas faz também uma seleção criteriosa de 160 propriedades que os autores classificam de Grand Cru.
Apaixonados passeiam um pouco por cada uma das apelações do Sul da França e também por seus vinhos regionais. Obra imperdível para quem quer conhecer mais sobre esta região que encantou Roma e Tito Lívio com seus vinhos.
Michel Smith é jornalista especialista em vinhos e colabora com Revue du Vin de France, Cuisine et Vins de France, Saveurs e Balades Gourmandes. Olivier Poussier foi eleito o melhor sommelier do mundo em 2000. Leve fé quando eles analisam os vinhos do Sul da França, pois são rigorosos e imparciais. Les Grands Crus du Languedoc e du Roussillon, de Michel Smith e Olivier Possier, edições Renault, 2006, 45€ ou menos pela internet.