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30.12.09

Balanço e perspectivas de final de ano

Na ilustração o mapa do vinhedo orgânico (bio) da França.

O ano de 2009 acaba e deixa para trás muitas lembranças ruins para o mundo do vinho. A continuação da crise com consequente queda dos preços na produção, diminuição da quantidade de propriedades vitícolas, menor superfície plantada e diminuição da renda do agricultor. Desta vez mesmo os Grand Cru de Bordeaux e a Champagne, dois ícones do triunfo da viticultura francesa, sentiram o baque. Resultado foi queda do consumo e preços em baixa.
Apesar da crise e sem sermos muito otimistas alguns momentos de 2009 nos deram sinais bastante positivos.
As vendas dos dois maiores leilões de vinhos da França Hospices de Beaune, Borgonha, e Toques et clochers, Limoux, foram bem superiores a 2008, o que é um bom sinal para o ano que se aproxima. O interesse pelo vinho na França e no mundo não diminuiu como pudemos ver em Vinexpo e de forma ainda mais forte no recente Wine Futur Rioja, na Espanha. As inscrições para Vinisud em fevereiro, em Montpellier, estão de vento em popa e há muito os hotéis estão lotados.
O crescimento da viticultura sustentada (raisonée) e orgânica seguem firmes e são uma tendência dominante. Uma terra mais limpa se avizinha.
Como sempre os que foram mais criativos, perseverantes e ousados conseguiram driblar a crise, conquistar novos mercados e por que não dizer crescer.

As vendas natalinas estão firmes. No Brasil seguem bastante aquecidas graças a um câmbio correto. O ano que chega tem tudo para ser maravilhoso. Feliz “millésime” 2010 para você.

24.12.09

Feliz Natal


A todo os leitores do Blog desejo um Feliz Natal e espero que a colheita de 2010 seja repleta de alegrias e felicidades. Saúde e Santé para todos.
Em 2010 o Blog promete fazer muito mais. Aguardem as novidades.
Rogerio

9.12.09

Entrevista com Philippe Faure-Brac e Olivier Poussier


Na foto do topo Philippe Faure-Brac durante degustação de Toques et Clochers e na outra Olivier Poussier descerra a palca da carreira de vinhas que leva seu nome em Limoux, no Château de Flandry.

Durante o XX leilão de vinhos de Toques e Clochers em Limoux, Sul da França, em abril, entrevistei os dois maiores sommeliers franceses: Olivier Poussier, melhor sommelier do mundo em 2000, e Philippe Faure-Brac, conhecido como Monsieur Rio por ter sido campeão no mundial de sommellerie do Rio de Janeiro em 1992. Poussier presta consultoria para grandes marcas como Champagne Jacquesson, grupo Accord, Vin du Monde, que traz vinhos da Miolo, e Lenôtre. Faure-Brac, proprietário do Bistrot do Sommelier em Paris, foi o sommelier da Air France até 2005, é diretor do Instituto Nacional das Denominações de Origem, INAO, tem sete livros publicados, além de ser sócio de um vinhedo no Gard, Sul da França. Por estarmos no evento mais importante do Languedoc Roussillon, o maior vinhedo do mundo, o assunto foi o vinho do Sul da França, que tem aumentado sua presença no Brasil e no mundo.
Rogerio Rebouças - Qual sua opinião sobre a evolução do vinhedo do Languedoc Roussillon?

Olivier Poussier – Ela é no geral positiva. Se olharmos bem, há trinta anos os vinhos daqui eram majoritariamente produzidos por cooperativas que o faziam num estilo clássico sulista, na expressão da fruta, carnudos e ricos. Onde faltava um pouco de delicadeza. Há vinte anos começaram a fazer vinhos mais civilizados com envelhecimento em barricas, vinhos com mais extração, mais ricos e mais densos, mas ainda pouco apetitosos. Podemos perceber que nos últimos 10 anos o Languedoc busca fazer vinhos com aromas e sabores típicos do Languedoc , do Mediterrâneo, buscam extrair texturas que são mais em mais equilibradas, vinhos maduros sem ter alto teor de álcool . E como? Trabalhando sob a massa foliar e sobre a maturidade da uva. As pessoas do Sul da França começam a compreender que fazer um vinho concentrado e elegante não é necessariamente fazer um vinho com 15,5 graus, mas um vinho com bom teor de álcool, suculento na expressão de sua fruta. Eu creio que a evolução dos dez últimos anos mostra que vários produtores mudaram completamente de filosofia. Eles fazem vinhos bem maduros, com menos concentração, menos madeira e muito mais digestíveis em termos de equilíbrio. Essa é a evolução positiva do Languedoc.

Philippe Faure-Brac – Deve-se dizer que em vinte anos houve uma grande evolução, terminou-se um período em que se fazia, principalmente, vinho de consumo corrente, onde a quantidade de vinho de mesa (vin de table) ou vinho regional (vin de pays) era muito importante. Hoje temos vinhos regionais que fizeram um grande progresso com novas castas, novas técnicas e abordagens da leitura do terroir e, sobretudo, das denominações de origem, sejam as antigas que evoluíram bem, sejam as novas que se criaram, como aqui em Limoux. O nível de qualidade não parou de aumentar nos últimos 20 anos.

Rogerio Rebouças -Como você vê os vinhos da Cooperativa Aimery/Sieur d’Arques e de Limoux em relação aos demais vinhos do Languedoc?

Olivier Poussier - O que me interessa sobre tudo nos vinhos de Sieur d’Arques e nos vinhos da denominação Limoux ,onde esta se situa, é que Sieur d’Arques/Aimery valorizou todos os vinhos de Limoux com Toques e Clochers. O chardonnay é uma uva que é muita conhecida no mundo, é uma casta internacional, isto é, ela é muito caricaturada. Existem países que fazem bem e outros que a vulgarizam fazendo com ela as mais fracas das suas expressões. Em Limoux, se olharmos bem em relação ao resto do Sul da França, onde se faz vinhos muito comuns, varietais, que exprimem o lado amanteigado, untuoso, mas muito simples em termos de expressão. Em Limoux o que é interessante é que se ganha em expressão mineral. O chardonnay precisa de precisão, de equilíbrio. Em Limoux o território que prefiro é o do Haute Vallée , com altitudes de 300 a 400 metros, onde temos imediatamente tensão e mineralidade e sobretudo equilíbrio da acidez com o álcool, que faz com que tenhamos vinhos que são muito franceses no equilíbrio. Normalmente no Mediterrâneo a chardonnay sofre com o calor e vai dar um vinho generoso e untuoso, mas vai faltar um pouco de delicadeza. Limoux demonstra bem que para fazer um grande branco no Sul da França ele tem de estar sub-exposto ao sol ou em altitude para compensar o calor.
Philippe Faure-Brac - Eu conheço bem os vinhos de Limoux, pois estive aqui há vinte anos no I Leilão de Toques e Clochers. Pude ver de perto o progresso da qualidade, uma melhor definição dos terroirs – hoje são quatro Haute Valée, o Autan, o Oceânico – e a motivação dos produtores para fazer algo de bom. Podemos ter uma denominação onde 2 ou 3 produtores trabalham bem, mas a grande força de Limoux é que eles conseguiram se unir neste esforço qualitativo, que existe há vinte anos, para fazer crescer o conjunto da denominação. Acho que pra os XX anos esta é uma bela recompensa.

Rogerio Rebouças - No Brasil temos muitos vinhos do Chile e da Argentina. Você acredita que os vinhos do Sul da França podem ter um lugar de destaque no mercado brasileiro?
Olivier Poussier - Claro, certamente. Acabei de fazer uma reportagem sobre a Argentina, para a Revue de Vin de France, onde fiquei agradavelmente surpreso com alguns territórios históricos de Mendonza, onde se consegue fazer com a Malbec vinhos maduros e com frescor, o que não é uma coisa fácil de encontrar em toda a Argentina. Os vinhos do Languedoc têm o seu lugar com certeza, estamos falando de um universo de vinhos sulistas, com sol, generosos, por que o Languedoc não penetraria no mercado brasileiro? Sim, ele penetrará.

Philippe Faure-Brac – Eu acho que tem lugar para os vinhos do Languedoc em muitos mercados do mundo. Eu penso que em países da América Latina, como o Brasil, isso é interessante, pois temos história e o Brasil é muito sensível a este argumento, sem falar da qualidade do vinho que é evidente. O consumidor maduro brasileiro busca este tipo de qualidade, e acho que há também a novidade do Languedoc Roussillon. Este não é um vinhedo antigo, claro que há a história Antiga, mas o que quero dizer é sobre a modernidade. O novo é o Languedoc Roussillon, isso é extremamente importante. Porque o Brasil é um país que tem um olhar sobre o futuro, é a novidade que se encaixa nesta perspectiva. É um vinho de boa relação qualidade preço, com grande volume de produção, eu creio que existe um lugar importante para o vinho do Languedoc, notadamente no Brasil.

Rogerio Rebouças – Para o leitor que pretende se iniciar no mundo do vinho o Sul da França é uma boa porta de entrada?

Philippe Faure-Brac – Sim, pois há uma grande variedade de castas, uma grande diversidade de gostos, um amplo espectro de preços. É um bom caminho para aprender sobre vinhos. Mas se ele quer realmente aprender deve vir me ver no Bistrot du Sommelier, 97 boulevard Haussman, em Paris. (risos)

17.9.09

Club Sud de France - lançamento mundial no Rio de Janeiro dia 10/10

Chef Roland Villard, Embaixador dos vinhos e gastronomia do Sul da França receberá seus "cônsules" na beira da piscina do Sofitel Rio para um vind'honneur.

A Região Languedoc Roussillon está criando o Club Sud de France em todo o mundo e o primeiro, como sempre, será no Brasil. Um time de primeira grandeza que vai ajudar a falar do Languedoc Roussillon. Serão os melhores sommeliers, chefs, restaurateurs, importadores, jornalistas e enófilos comprometidos com a França e o Languedoc Roussillon em particular. O grupo é seleto, 50 pessoas no Brasil farão parte desta elite. Em breve teremos 50 na França, no Japão, na China, no México, nos EUA... Um Club do qual participarão craques como Olivier Poussier, Philippe Faur- Brac, Pierre Troisgros e muitos outros que estão sendo selecionados.
Vamos criar um cartão personalizado dos membros, uma newsletter mundial com versão em português e com notícias sobre os vinhos do Sul da França no Brasil, desconto em lojas e importadores. O site do Clube divulgará a lista mundial em breve.
Mas para falar a turma tem de se encontrar e estar sabendo de tudo.
O primeiro encontro será dia 10 de outubro no Sofitel Rio às 11 horas na pérgula da piscina onde faremos um vin d’honneur com grandes vinhos, queijos e frios. Roland Villard, chef do Le Pré Catelan e nosso embaixador estará recebendo vocês com todas as honras. Haverá a entrega de material do Club como um “cuteau de sommelier” e outros gadgets
Gostaria de saber de sua disponibilidade pra comparecer a este primeiro encontro e assim pedir ao Presidente da Região Languedoc Roussillon que encaminhe um convite formal.
Claro que é de graça e em breve inúmeras vantagens e prêmios serão oferecidos aos membros.

9.9.09

Morreu Saul Galvão. O Blog está triste.


Brasil, São Paulo e os leitores do Estadão perderam uma grande referência do mundo do vinho. Era o maior "prescripteur" (receitador como dizem os franceses) de vinhos da paulicéia. Morreu de câncer aos 67 anos. Adeus craque.

8.9.09

Degustação e Wine Games na SBAV São Paulo


Um dos prêmios para os participantes do Wine Games é este kit de amostra de vinhos do Languedoc Roussillon com tinto, rosé, branco e doce natural.

Em São Paulo em conjunto com a SBAV haverá palestra seguida de Wine Games e degustação na sede da entidade na capital no dia 7 de outubro. Uma palestra sobre os vinhos do Languedoc abre a programação às 15 horas, em seguida os jogos de teste de conhecimentos sobre os vinhos do Languedoc Roussillon com direito a brindes para quem responder corretamente às perguntas. Das 17 às 20 horas degustação de vinhos com as mais recentes importações de Decanter, Barrinhas, Winery, Reloco e Vitis Vinífera. Outras estão confirmando presença nos próximos dias. Haverá também queijos, embutidos, frutas, patês e pães para companhar a degustação. Reserve seu lugar com a SBAV - entrada franca.
SBAV-SP - Alameda Gabriel Monteiro da Silva 2586 - São Paulo Tel: 3814-7905
O corte do Grand Opéra é o clássico de um AOC Corbièeres- Grenache, Carignan, Mourvèdre e Syrah.

No Rio de Janeiro o primeiro restaurante a aderir ao Festival e apresentar seu menu do Languedoc foi o Enotria Bistrô do Casa Shopping que vai preparar um peito de pato grelhado com saboroso molho de vinho tinto Grand Opéra e um delicado purê de maçã. O prato está custando 49 reais e o vinho que se harmoniza é o AOC Corbières Grand Opéra, o vinho dos grandes tenores. Enotria Bistrô Casashopping – Av. Ayrton Senna, 2.150 – lojas 104 e 105 – Bloco G – Barra Tel: (21) 2429-8101/ 2442-2117

7.9.09

II Concurso ABS/Sud de France de Vinhos do Sul da França


No Rio, Sud de France em conjunto com a ABS realizará dia 5 de outubro, às 19 horas, uma degustação de vinhos do Languedoc Roussillon nos salões do hotel Sofitel, em Copacabana. Palco também da entrega dos prêmios do II Concurso ABS/Sud de France dos Vinhos da região vendidos no Brasil. Durante a degustação além dos vinhos que disputaram o concurso haverá vinhos da Barrinhas, Winery, Reloco, Vitis Vinífera e Decanter. Outras importadoras devem confirmar participação nos próximos dias. No salão também teremos drinks à base de vinhos e água Perrier que é do Languedoc, bufê de queijos e estação de massas quentes com molhos ao sabor do Languedoc Roussillon especialmente preparadas pelo chef Roland Villard, Embaixador do Sul da França no Brasil.
O II Concurso vai conferir medalhas de ouro, prata e bronze aos vinhos, classificando-os conforme sua qualidade. Os importadores receberão etiquetas para colar nas garrafas com a assinatura dos dois parceiros. A seleção começa pela manhã na sala vermelha do Le Pré Catelan e a grande final acontece à tarde. O júri é formado por especialistas da ABS e jornalistas especializados.
Os convites estão à venda na ABS Rio. Sócios 40 reais e convidados 60 reais. Apenas 100 convites disponíveis. Os convidados receberão uma taça ISO personalizada da Sieurd'Arques/Aimery, qualidade Cambé, para a degustação.

24.8.09

Começou a colheita 2008 no Languedoc


No Languedoc Roussillon a colheita já começou, como sempre é a primeira da França. Nesta segunda em Limoux a cave de Aimery - Sieur d'Arques começa a sua colheita de AOC chardonnay para os espumantes e do Pinot Noir AOC nos territórios mais quentes, Autan e Mediterranéan, situados entre 100 e 200 metros de altitude. Este ano a colheita começa uma semana antes do que em 2008. Em seguida será a vez dos territórios mais frios o Oceânico (Océanique) situado entre 200 e 300 metros de altitude e o Alto Vale (Haute Vallée) acima de 400 metros.
Do ponto de vista qualitativo as uvas estão sãs e com bom equilíbrio açúcar - acidez afirma o diretor técnico de Aimery, Guilhem Marty. "Nós temos todas as razões para estarmos otimistas, pois o tempo seco e quente das últimas semanas vai nos proporcionar uva em perfeito estado sanitário. O stress hídrico vai atrasar algumas parcelas, mas aqui em Limoux o solo é argilo calcáreo que retém a umidade. Outro fator importante em relação àos outras denominações do Languedoc é de estamos numa região que sofre menos com o calor devido à altitude e a influência oceânica. Teremos uma colheita menor em uvas brancas e maior em tintas do que no ano anterior".
As colheitas dos vinhos AOC de Limoux são feitas em caixas onde os cachos são depositados delicadamente para evitar que os bagos sejam amassados, para evitar a oxidação ou início de fermentação e garantir uma vinificação de alta qualidade. O volume este ano deve ser o mesmo do ano anterior com 150 mil hectolitros, prevê Marty diretor de Sieur d'Arques.

14.8.09

Touradas no Sul da França







Nas fotos os diversos momentos da tourada. A chegada do público, as arquibancadas lotadas, a chegada dos toureiros ou como se diz por aqui matadores, a picada do touro e o toureiro em ação.


Na arena da Feria de Béziers o público lota as arquibancadas e camarotes. Este espetáculo é tradicional no Sul da França como também na Espanha e México. Mas o evento não se limita ao touro e ao toureiro. Há toda uma produção em volta da arena. Bares e restaurantes especialmente montados para o evento criam um ambiente convivial. Champagne, crémant de Limoux, vinhos, cervejas e tapas, muitos tapas (tira-gosto).
A multidão bem vestida para uma tarde ensolarada recebe um lenço branco ao entrar na arena. Tudo numa tourada tem um significado. As vaias, os aplausos os lenços e suas cores, a qualidade dos touros, sua nobreza e bravura. É um espetáculo lindo, brutal e cruel. O touro, que desconhece as regras do jogo, e que sequer quer jogar, é provocado e obrigado a participar. Sua morte é quase inevitável, sobretudo para os mansos. Um touro que seja muito bravo e nobre, que jogue muito bem pode ser agraciado com o indulto por parte do presidente da tourada com a aprovação do público, do toureiro e do seu proprietário, neste caso passará a ser um reprodutor. Os toureiros são observados por sua técnica e arrojo. Os melhores são chamados de ”figuras” o equivalente a uma estrela no cinema. Seu cachê para uma grande tourada, como a desta tarde em Béziers, pode chegar a 100 mil euros! Os ingressos custam entre 40 e 70 euros e a capacidade da arena era de 15 mil pessoas.
Depois do espetáculo os bares e restaurantes se enchem e a festa continua. Um pequeno desfile de escola de samba francesa, surge no restaurante Le Mustache para animar o público de um dos restaurantes. O serviço dos vinhos estava perfeito tudo na temperatura certa pasesar da multidão. Olé.

29.7.09

17ª Millésime Bio


A 17ª edição de Millésime Bio será realizada de 25 a 27 de Janeiro de 2010 em Montpellier, Sul da França. A maior feira mundial de vinhos orgânicos contará com 354 expositores da França, África do Sul, Alemanha, Inglaterra, Itália, Portugal, Espanha, Polônia e Romênia.
Em 2009 os visitantes compradores de mais de 700 empresas de 32 países participaram e descobriram novos vinhos orgânicos. Houve aumento de 27% de expositores e 50% de compradores. 2010 promete ser um sucesso venha você também.

28.7.09

Até onde vai o sucesso dos Malbec? Os profissionais argentinos se perguntam.

40% dos vinhos exportados pela Argentina são da casta Malbec. Este ano as exportações de Malbec creceram de 23% em volume e de 21% em valor. Seus três primeiros mercados são EUA ( 50%), Canadá (10%) e Inglaterra (5%). Se a tendência vai cointinuar não se sabe. As opiniões são variadas mas todos apontam para um aumento no entanto, este pode ser mais lento nos próximos anos. Motivo?
A casta não é considerada pelos experts como capaz de dar grandes vinhos como a cabernet, a merlot,...
A maior parte das garrafas são vendidas a menos de 18US$ nos EUA. Nesta faixa de preço os compradores não são fiéis.
A imagem da Argentina não é suficientemente qualitativa nem variada. Alguns dizem que é um produtor de vinhos de baixo preço.
O Malbec é um vinho da moda, mas ainda não é um clássico.
Na França, em Cahors, onde ela nasceu, o bag da Malbec é maior e segundo Alain Gayda, ex-presidente da União de Enólogos da França, seria o principal motivo de uma qualidade superior da uva na Argentina, que menor e mais concentrada. Já começaram a chegar na França mudas da variedade Argentina. Esta uva também é conhecida como cot no sul da França.
(Rogerio com Vitisphere)

17.7.09

Eduardo Viotti entrevistado da Revue du Vin de France


La Revue du Vin de France selecionou 13 estrelas da degustação mundial para comentar a presença do vinhno francês no mercado internacional. Apenas craques: Jancis Robinson, Robert Parker, Simon Tam, Joel Payne, ... e o escolhido para falar em nome dos especialistas brasileiros foi Eduardo Viotti, da Vinho Magazine.

A matéria traça um perfil do vinho francês segundo cada degustador. Viotti fala da boa imagem do vinho francês no Brasil, mas mostra sua perda de mercado face aos vinhos de Chile, Argentina e Portugal. Os vinhos bons e baratos da França quase não chegam ao Brasil, afirma Viotti.

Interessante notar que a matéria de capa da RVF é um painel dos 100 melhores vinhos tintos do Languedoc e por coincidência um painel sobre os vinhos do Languedoc é tema da atual edição de Vinho Magazine, sintonizada.

Os vinhos do Languedoc são o que a França pode de melhor oferecer em custo/qualidade ao Brasil e ao mundo. Vinhos entre vinte e trinta reais podem ter pontuação entre 7,5 e 8,5 sobre um total de 10 pontos. Trazendo frutas, frescor, castas diferentes, elegância e convivialidade. Melhor Impossível.

1.7.09

Calor no Languedoc


Uma frente quente se instalou no Languedoc e a temperatura chega a atingir 38ºC, fácil. A garotada faz igual nos subúrbios do Rio e se refresca como pode. O fogo é outra presença constante no verão ontem foi em Caune-Minervois que um bosque de pinheiros ardeu. Mas as vinhas seguem bem pois suas raízes são profundas e buscam água até mesmo abaixo dos 50 metros. Como as chuvas na primavera e inverno foram generosas e o tempo está seco, o que diminuiu os ataques de mildio e oídio, até agora tudo vai bem com a safra 2009. Ou melhor com seu vinho de 2010.

20.6.09

Brasil é o segundo maior consumidor de vinho da América Latina

Um recente estudo sobre o consumo de vinho no Brasil publicado pelo IWSR (International Wine and Spirit Record) coloca o Brasil como o segundo país consumidor da América Latina, logo depois da Argentina. O consumo atual é de 326 milhões de litros e o IBRAVIN (Instituto Brasileiro do Vinho) prevê um crescimento de 13% até 2011 elevando o total para 369 milhões de litros. O consumidor brasileiro está buscando vinhos de melhor qualidade, o que tem feito aumentar a importação. Isto fez com que no período de 2002 a 2007 ocorresse um aumento de 220% no volume e de 300% em valor dos vinhos importados. Esta tendência também beneficiou o produtor brasileiro de vinhos finos.

A crise mundial afetou as exportações e alguns importadores, mas parece que tudo volta a entrar num ritmo normal. A Vinexpo que começa dia 21 em Bordeaux e reúne a nata dos produtores mundiais e com enorme presença dos produtores do Languedoc Roussillon, terá um expressivo número de importadores brasileiros presentes. Destaque para Casa Flora, Casa do Porto, Zona Sul, Cantu, Fasano e Santa Luzia. Afinal, o consumidor brasileiro começa a se voltar para a qualidade e a diversidade. Neste quesito o Velho Mundo ganha de goleada.

28.5.09

Brasileiro aprova o Vin de Pays. Vendas aumentam.

Os Vin de Pays do Languedoc Roussillon, maior vinhedo do mundo, responsável por 33% de todo o vinho francês, de 20% dos seus AOC e de 70% de seus Vin de Pays. Este é notadamente de varietais ou de duas castas, aumentam seus espaços nas gôndolas e prateleiras brasileiras. Num cenário global em que a França em 2008 aumentou suas vendas em valor e diminuiu ligeiramente em volume os vin de Pays vão na contra-mão, cresceram.

Vinhos fáceis de beber e de se entender. O nome das uvas vem escrito no rótulo, o que facilita a vida do consumidor brasileiro habituado a comprar vinho de casta, o varietal.

Um crescimento de 4% em volume dos Vin de Pays do Sul da França quando o conjunto francês recuou de 27379hl para 24662 hl em 2008. Os VDP (não confundir com vin de table) atingiram 5578 hl.

Lembro que Vin de Pays não é classificação exclusiva de vinhos baratos. Mas de Daumas Gassac e Cuvée Mythique são vinhos antológicos e ambos vin de pays, o primeiro do departamento do Hérault e outro d’Oc, a classificação mais alta e rígida dos Vin de Pays. Ambos já receberam excelentes notas de Parker, Jancis Robinson, Guide Hachette,...

Claro, Vin de pays, normalmente é um vinho do dia a dia. Como são bons os vinhos do dia a dia, como são conviviais, como são companheiros de grandes momentos entre amigos.

Se estes vinhos cresceram é por que chegaram nos últimos anos ao Brasil vinhos de qualidade, adaptados ao paladar brasileiro, sem renunciar a sua autenticidade. Hoje nos oferecem prazeres diferentes dos que estávamos habituados, notadamente os de Chile e Argentina.

Ouse. Deguste um vin de pays de excelente qualidade ou simplesmente inicie-se no mundo dos vinhos por esta bela porta de entrada que são os vinhos do Languedoc Roussillon. Descubra novas uvas, novos sabores e o estilo Mediterrâneo de beber vinho.

Aproveito para pinçar um comentário do craque Philippe Faure-Brac sobre os vinhos do Languedoc Roussillon: -“O novo é o Languedoc Roussillon, isso é extremamente importante. Porque o Brasil é um país que tem um olhar sobre o futuro, é a novidade que se encaixa nesta perspectiva. É um vinho de boa relação qualidade preço, com grande volume de produção... há uma grande variedade de castas, uma grande diversidade de gostos, um amplo espectro de preços. É um bom caminho para aprender sobre vinhos”.