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8.3.08

Chais Beaucairois mudou de nome

O grupo do departamento do Gard, Languedoc, mudou sua denominação comercial para Montcigale, marca do seu vinho rosé mais vendido. Filial de Marie Brizard o grupo do Sul da França comercializa sob esta marca 2 milhões de garrafas em diferentes denominações de origem. No Brasil estão presentes com vinhos de primeiro preço como o Petit Sommelier no Pão de Açúcar.

2.3.08

Arte e vinho na sua mesa


Lembra do barril de chopp pequenino de 5 litros que podemos comprar em supermercados? Bem o Château Puech-Haut está lançando em maio deste ano, na França,o Bag em Barril. Situado perto de Montpellier, em Saint-Drézéry, tendo 180 ha de vinhedo, Puech-haut inova lançando um bag in box que fica dentro de um barril de metal decorado com pintura de artistas famosos. O investimento é de 3 milhões de euros. As pinturas originais podem ser vistas no próprio château.
O barril pode ser de um ou dois vinhos diferentes. Nos supermercados os barris serão de vinhos regionais, Vin de Pays, e nas lojas especializadas AOC Languedoc, a nova grande denominação de origem do Sul da França.

25.2.08

Coquetel politicamente correto

saida opera comedie
Depois de três horas de comes e bebes no Opera Comedie (ver texto abaixo) os comensais eram brindados na saída do evento com um bafômetro descartável. Solução politicamente correta para lembrar que quem bebe não dirige e quem dirige não bebe. Ainda mais na França onde os policiais ficam à espreita na saída de bares, restaurantes e grandes eventos para controlar o consumo excessivo.

22.2.08

Eventos criativos marcam Vinisud

coquetel opera comedie vinisudNa foto acima uma panorâmica do evento na Opera Comedie, na foto da direita Edith Rebouças, rogerio Rebouças, Marcelo Neffa e Maíra Silva da Dufry, Luciana e Paulo De Marchi da Uniagro.

Dois eventos muito interessantes marcaram a Vinexpo o grande coquetel de confraternização de Sud de France e a Noite da Bulle de Sieur d'Arques. O primeiro foi na Opera Comedie e o segundo na badalada boate Havana Night, ambos em Montpellier. Todos os compradores foram convidados, especialmente aqueles trazidos à França pelos organizadores.

Sud de France, presidida por François Fourrier e tendo como diretor do setor vinho Robert Amalric, realizou um grande coquetel-jantar na Opera Comedie no centro de Montpellier. O local normalmente palco de óperas e peças teatrais recebeu 800 convidados sendo eles compradores, produtores, jornalistas e autoridades locais. O buffet impecável servia foie-gras, ostras de Bouzigues, canapés, mini-cones recheados, doces e muito mais. No prato principal pato ou "biche" (carne de veado) com aligot, purê de batatas com queijo. Os vinhos formavam um grande "panaché" dos melhores tops dos diversos produtores do Languedoc Roussillon presentes à Vinisud. Percebi alguns que já são conhecidos dos brasileiros como Cuvéee Mythique, Étang de Colombes e Crémant Grand Cuvée 1531 Rosé.

Para animar o coquetel uma decoração de Casino foi criada e fichas de jogo foram distribuídas. Mesas de roleta e bacará animavam os corredores próximos à entrada da platéia. Tudo à brinca, mas com muita animação. Claudio Moreira da Barrinhas e Maíra Silva da Dufry quebraram a banca. Pena que não era à vera.


Ao chegar à boate éramos recebidos por diversas recepcionistas que trajavam camiseta e mini-saia negra com o número 1, rosa choque estampado bem grande na frente, fazendo alusão à Bulle Nº1, que no Brasil é vendida nas lojas duty free dos aeroportos. Máquinas de bolhas de sabão distribuídas por toda a boate decoravam o salão com bolhinhas que voavam sobre nossas cabeças. Um casal de dançarinos com longas pernas de pau animava a pista. A rainha da Bulle Nº1 foi apresentada na sacada da boate, acima da pista, pouco antes da meia-noite. Mas foi às 12 badaladas que as recepcionistas deram um show à parte indo para alguns pontos altos da pista e para uma mini-pista na parte superior do bar e começaram a dançar em trajes ousados (foto acima). A pista se incendiou e nem o brut servido a rodo e bem gelado, como manda o figurino, conseguiu apagá-lo. Apenas às 5 da manhã o fogo virou cinza.
Um sucesso.

5.9.07

Marketing do vinho: parceria pode ser a solução




Assinatura na França de um acordo entre a poderosa Federação de Empresas de Comércio e Distribuição, FCD, e o principal sindicato agrícola francês FNSEA resultou no lançamento de um sítio dedicado a promover os vinhos nos supermercados e redes de distribuição. A união destes dois gigantes franceses oferece um leque de experiências que deram certo e que podem ser usadas com eficácia tanto por franquiados como por redes. Um espaço para envio de outros casos de sucesso permite uma interação entre os membros.
Fruto de um diálogo e de análises conjuntas a parceria gera uma interação entre produtores e distribuidores. A presença dos produtores nos pontos de venda e outras ações aumentam as vendas. Nos Feirões do Vinho, que respondem por 15% a 20% das vendas na França, estas ações podem fazer a diferença e criar um recall de marcas e denominações de origem. Cada ator deve enriquecer o sítio com suas experiências. Uma boa idéia para o mercado brasileiro e para fazer conhecer os vinhos do Sul da França no Brasil.

23.3.07

Polêmica: Dusser-Gerber, a miopia de marketing e o Sul da França autêntico


Patrick Dusser-Gerber, jornalista especializado em vinhos e autor do Guia Dusser-Gerber de vinhos da França, publica, hoje, uma longa análise no jornal online AgoraVox. Atenho-me apenas ao Sul da França.
Dusser-Gerber começa perguntando: "Languedoc o vinho do futuro?". Lembra-me bem a frase: “Brasil o país do futuro." Diz que no Languedoc o produtor vive tentando se encontrar e testa diversas opções, vinho de mesa, vinho de qualidade, vinhos varietais,...Critica os governos que se confundem há 40 anos, com boa dose de razão, em busca de uma solução. Acreditando que o importante seja a busca de nichos duvida mesmo da eficácia da marca Sul da França.
O Sul da França engloba duas grandes regiões o Languedoc e o Roussillon, o que a coloca como o maior vinhedo do mundo! Como pode querer trabalhar focado em nicho? Seria uma miopia de marketing.
A busca por facilitar a compreensão por parte do consumidor, ajudando-o a identificar de onde vem o vinho que toma é por si só louvável. Quando se diz Sul da França identifica-se o país e uma situação geográfica. Os que são iniciados vão continuar e identificar a apelação e o território. Depois o corte.
Neste imenso vinhedo tem espaço pra tudo. Inclusive pro vinho regional, Vin de Pays (VDP). Como o mercado oscila o produtor precavido não quer colocar todos os seus ovos numa só cesta, isto é, num só tipo de vinho. Se o AOC é mais valorizado o volume produzido é menor. O VDP é menos remunerado por litro, mas permite ter um rendimento maior. A questão é de legislação, um AOC Corbières tem limite de rendimento de 45 hl/ha e um VDP 80 hl/ha. Nem todas as parcelas de terra são classificadas em AOC. Enfim, são muitos os fatores. Quem vende em cisterna sofre mais. Quem vende em garrafa investe mais, tem mais qualidade, ganha mais e arrisca mais seu capital.
Numa coisa eu concordo com Dusser-Gerber, os melhores vinhos são os que guardam sua autenticidade, a tipicidade da região e seu caráter. Mas isto não quer dizer que todos que escolheram este caminho vendem bem. Vender é outra conversa. Dentre uma rápida lista de bons vinhos que cita pinço o muito bom Étang de Colombes, de Lézignan-Corbières, importado pelo Club Taste-Vin. Autêntico e típico Corbières. Mas o mesmo produtor faz, em vinhedo vizinho, o Château Saint James, vinho moderno, paladar internacional e igualmente bom. Este trazido pela Expand. Seria esta uma escolha de Sofia? Eu prefiro os autênticos, são inconfundíveis. Leia a entrevista integral no link http://www.agoravox.fr/article.php3?id_article=21115

21.3.07

Marca Sul da França já pode ser usada nos supermercados franceses

Foi autorizado pela direção da Viniflor a utilização da marca Sul da França, Sud France, para indicar nos GMS (grandes e médios supermercados)os vinhos provenientes do Languedoc-Roussillon. A citação permite unificar numa só bandeira todos os vinhos AOC ou VDP da região. Trata-se de uma vitória para os produtores que passam a ter uma ferramenta de marketing muito útil na hora do cliente fazer sua escolha. Com quase meio milhar de apelações controladas e outro tanto de vinhos regionais a confusão na mente do cliente na hora de saber de onde veio o vinho francês é tremenda. Pelo menos para o viticultor do sul da França é um problema a menos. Resta ver se as vendas vão aumentar, mas que vai facilitar vai.