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14.10.09

Festival Sud de France na TV


Bela reportagem do SBT sobre o Festival Sud de France no Rio de Janeiro.

3.10.09

Wine Games - Começou o Festival Sud de France


Os jogos e palestras aconteceram no Fogo de Chão de BH com a ABS e na sede da SBAV MG, na foto de baixo os palestrantes e na do alto os alunos.

O Festival Sud de France começou nesta sexta feira. Vinhos em promoção, degustações, menus harmonizados, concurso para ir à França e palestras. Em Belo Horizonte 2 palestras tiveram como destaque os "wine games", animadas brincadeiras que levam ao aperfeiçoamento dos conhecimentos sobre vinhos. Os jogos são realizados durante a palestra e o enófilo tem pequenos desafios com os olhos vendados. Ao acertar a resposta o particpante ganha um brinde do Sul da França. Os palestrantes de BH foram o enólogo Laurent Mingaud da Aimery Sieur d'Arques e Rogerio Rebouças, consultor e jornalista. No Rio e em São Paulo também participará o enólogo Alain Gayda, ex-presidente da União de Enólogos da França. Venha participar na ABS Rio dia 6 às 15 horas ou na SBAV São Paulo dia 7 às 17 horas.
Os endereços:
ABS Rio - Praia do Flamengo, 66 Bloco B Sala 311 - Flamengo
Telefone (21)2285-0497
SBAV São Paulo - Alameda Gabriel Monteiro da Silva 2586 - São Paulo Tel: 3814-7905

14.8.09

Touradas no Sul da França







Nas fotos os diversos momentos da tourada. A chegada do público, as arquibancadas lotadas, a chegada dos toureiros ou como se diz por aqui matadores, a picada do touro e o toureiro em ação.


Na arena da Feria de Béziers o público lota as arquibancadas e camarotes. Este espetáculo é tradicional no Sul da França como também na Espanha e México. Mas o evento não se limita ao touro e ao toureiro. Há toda uma produção em volta da arena. Bares e restaurantes especialmente montados para o evento criam um ambiente convivial. Champagne, crémant de Limoux, vinhos, cervejas e tapas, muitos tapas (tira-gosto).
A multidão bem vestida para uma tarde ensolarada recebe um lenço branco ao entrar na arena. Tudo numa tourada tem um significado. As vaias, os aplausos os lenços e suas cores, a qualidade dos touros, sua nobreza e bravura. É um espetáculo lindo, brutal e cruel. O touro, que desconhece as regras do jogo, e que sequer quer jogar, é provocado e obrigado a participar. Sua morte é quase inevitável, sobretudo para os mansos. Um touro que seja muito bravo e nobre, que jogue muito bem pode ser agraciado com o indulto por parte do presidente da tourada com a aprovação do público, do toureiro e do seu proprietário, neste caso passará a ser um reprodutor. Os toureiros são observados por sua técnica e arrojo. Os melhores são chamados de ”figuras” o equivalente a uma estrela no cinema. Seu cachê para uma grande tourada, como a desta tarde em Béziers, pode chegar a 100 mil euros! Os ingressos custam entre 40 e 70 euros e a capacidade da arena era de 15 mil pessoas.
Depois do espetáculo os bares e restaurantes se enchem e a festa continua. Um pequeno desfile de escola de samba francesa, surge no restaurante Le Mustache para animar o público de um dos restaurantes. O serviço dos vinhos estava perfeito tudo na temperatura certa pasesar da multidão. Olé.

3.6.09

Degustação de vinhos do Sul da França é sucesso em Salvador


Laurent Mingaud enólogo de Aimery e este blogueiro no Trapiche Adelaide em Salvador.

Foi muito boa a receptividade do público baiano aos vinhos do Languedoc Roussillon, em Salvador, no evento da Adega Tio Sam, que se realizou no Trapiche Adelaide dias 1 e é de junho. Profissionais e amadores ficaram encantados com o espumante da Aimery e com seus varietais tranquilos. O Corbières Les Deux Rives teve amplo sucesso. Os vinhos tinham preço que oscilavam entre 29 a 54 reais para o consumidor. O destaque francês ficou por conta do Pinot Noir Vicomte de Coussergue. Uma agradável surpresa para os enófilos que esperavam um preço mais salgado. Os vinhos foram degustados em avant première e chegam ao Brasil em final de julho.

5.2.09

Vinho e impostos no Brasil

Realmente o governo busca sempre atrapalhar nossas vidas. Tem horas em que temos vontade de dar um grito anarquista “- Se hay gobierno soy contra”. O vinho brasileiro precisa é que o consumidor tenha facilidade de tomar vinho. Se ele vai tomar vinho originário de uvas de mesa, argentino, francês ou brasileiro é irrelevante. Ele tem é de preferir o vinho à cerveja, ao whisky e à cachaça.
É assim que vamos ampliar o mercado e todos vão ganhar. Vinho mais barato, de mais qualidade e de fácil compreensão vão fazer com que o consumidor opte pelo vinho com mais frequência.
Chega de barreiras que dificultam a escolha do vinho por quem não é iniciado. Vinho é alimento para o dia a dia que deve ser recomendado pelos médicos, com moderação. Afinal, sem moderação mesmo água mata, afogado.
O selo é um enorme passo para trás. A isenção do IPI ou porque não ousar e pedir a inclusão do vinho nacional na cesta básica? Lula não disse que queria que o consumo brasileiro subisse para 5 litros?
Muitos produtores defendem medidas protecionistas. Acho errado. Acredito que a igualdade de condições é o mais justo. Que o imposto de importação seja baixo e que estimule a competitividade. Que o Brasil não seja uma reserva de mercado para o Chile ou Argentina e para ninguém. Que a qualidade do vinho nacional mostre sua força. Como faz o espumante brasileiro.
Você bem se lembra que juntos fizemos uma degustação-promoção de espumantes nacionais de uva moscatel em Frontignan, Sul da França, na ocasião do Muscat du Mundo, e que o público francês adorou as amostras que você trouxe.
Acho que o exemplo a seguir é do espumante brasileiro que tem preço muito bom e qualidade idem. Vejo o espumante brasileiro ganhar mercado, medalhas e prêmios. Que tintos e brancos sigam o exemplo.
Eu que represento um produtor francês de espumante fico feliz quando o brasileiro prestigia o espumante nacional. Quando este opta por um espumante ele está ampliando o mercado para todos, seja produtor de crémant, blanquette, prosecco, champagne ou cavas. O consumo de espumantes no Brasil aumentou e minhas vendas também. Se o vinho brasileiro seguisse o mesmo exemplo e oferecesse bons produtos a bons preços o viticultor brasileiro venderia mais e eu também. Nos EUA quando caem as vendas de champagne, historicamente está provado, caem também as vendas do meu Crémant de Limoux e dos espumantes californianos. Eu quero que o consumidor beba bons produtos, que pague o justo preço e fique satisfeito com o que comprou.
Juntos devemos todos, especialmente os iniciados, desmistificar o vinho. Vinho é bebida fácil, é bebida para o dia a dia e as refeições. Vinho é alimento e faz bem à saúde. Ninguém precisa de diploma para beber vinho. Que o rótulo seja de fácil compreensão, que o vinho dê prazer e que seja agradável e ao alcance do bolso. Cumprida esta tarefa os grandes vinhos, nacionais e importados, todos terão maior aceitação.

Por um vinho democrático.
Pelo vinho na cesta básica.
Por menos impostos para todos.

Rogerio Rebouças

20.12.08

Casal Sarkozy recebe no MAM com Crémant de Limoux


Carla Bruni Sarkozy chegam ao Brasil em visita oficial.


A recepção que Nicolas Sarkozy e Carla Bruni-Sarkozy oferecem à comunidade francesa no Brasil será no MAM. Local emblemático, pois muito perto da Ilha de Villegagnon, França Antártica, tentativa francesa de conquista do Brasil na época colonial. Na época os “huguenotes”, protestantes, chamavam nosso Pão de Açúcar de "pote de manteiga" devido a sua forma. Pelo visto o nome não pegou.

Na ocasião será servido o brut Crémant de Limoux Grand Cuvée 1531 da Aimery, vendido apenas no empório carioca Zona Sul. Ano passado este espumante do Languedoc foi eleito pela revista Stern, na Alemanha, o sexto melhor do mundo, perdendo apenas para algumas poucas e excepcionais champagnes. A seleção foi do chef Roland Villard responsável pelo cocktail presidencial. Afinal, Roland como Embaixador do Sul da França no Brasil não poderia fazer melhor escolha.

15.12.08

Como servir seu brut

Da esquerda para a direita a melhor taça para servir e apreciar seu brut: tulipa, flute e coupe.


Vão chegando as festas de final de ano e muitos se perguntam como servir o brut ? Brut é também outra maneira de chamar o vinho espumante ou efervescente. Aqui no Sul da França é Crémant ou Blanquette de Limoux e seu descendente mais famoso é o Champagne. Todos devem ser servidos bem gelados em torno de 6 a 8 graus. Quanto mais novo o seu brut mais gelado. Um brut safrado ou maduro pode ser servido entre 8 e 10 graus.

Para que sua garrafa seja servida na temperatura ideal coloque-a 15 a 20 minutos antes num balde com gelo e água, adicione um pouco de sal grosso, como fazem os profissionais, para que gele mais depressa. Se você não tiver balde coloque seu brut na parte inferior da geladeira 3 ou 4 horas antes dos convidados chegarem. Evite o congelador, mas em caso de urgência não deixe que passe de 45 minutos. Se congelar vai ficar muuuuito ruim.

Qual a taça ideal para o serviço? A melhor não é a antiga e charmosa “coupe” mas, pela ordem, a taça em forma de tulipa e a“flute” tradicional. Evite as taças de design esquisito que andam à venda. A “coupe” faz com que os aromas se dispersem muito rapidamente. A tulipa por sua forma mais fechada nas bordas retém por maior tempo os delicados aromas de seu espumante.

25.11.08

Laboratório italiano estuda a uva mauzac para Aimery-Sieur d'Arques



Os viticultores da Cooperativa de Aimery-Sieur d'Arques, situada em Limoux, Sul da França, iniciaram um estudo sobre a casta mauzac que é a base da emblemática Blanquette de Limoux, o primeiro brut do mundo. Os resultados ficarão prontos em dezembro e serão divulgados durante o salão Mundial de Tecnologia da Vinha e do Vinho de Bordeaux.

Sempre à frente do seu tempo Aimery-Sieur d'Arques vem inovando há anos. Primeiro foi a carta dos territórios de Limoux - a denominação passou a ser subdividida em 4 terroirs bastante distintos - seguida da seleção de parcelas e de um controle de maturidade cada vez mais sofisticado e preciso. Foram grandes os passos e para se manter sempre à frente encomendou um estudo científico sobre as diversas variedades, os clones, de mauzac existentes em Limoux.

Segundo Alain Gayda (que estará no Rio dia 26 e 27 de novembro a convite do supermercado carioca Zona Sul) o objetivo é estudar as diferenças genéticas das diversas mauzac para colocar em evidência a variedade que corresponde perfeitamente ao que desejamos de uma Blanquette método ancestral (o primeiro do mundo), a brut (método tradicional ou champenoise) e para o chamado vinho tranquilo. “Nós conhecíamos até o presente momento o efeito território, millésime, mas subestimávamos o efeito clone. Este passará ser para nós um novo critério de seleção.

Para realizar este estudo os técnicos da cooperativa observaram todas as parcelas de uvas mauzac das quatro variedades existentes sobre os 800 hectares da casta. Foram analisados rendimento, estado sanitário, maturidade e em seguida foram enviadas ao laboratório no norte de Veneza, o nome deste será divulgado apenas em dezembro. Com uma tecnologia ultramoderna de micro-vinificação e de pesquisa. "Em Bordeaux durante o salão degustaremos pela primeira vez os vinhos resultantes desta experiência", promete Gayda.