
Sieur d’Arques-Aimery
Limoux é a mais antiga apelação controlada do Languedoc, seu decreto foi publicado em 1938. Hoje a Cooperativa de Sieur d’Arques-Aimery, em Limoux, é um exemplo de que não são apenas os Chateaux e Domaines que fazem grandes vinhos. Uma prova deste reconhecimento é joint-venture desenvolvida com a baronia Philippine de Rothschild, em Saint-Polycarpe, onde produzem excelentes tintos AOC Limoux.
Sieur d’Arques tem na linha Toques e Clochers seu ponto alto. Os AOC Limoux brancos, 100% chardonnay e com no mínimo 12 meses em barricas, são resultado de uma seleção extremamente rigorosa tanto das parcelas e seus viticultores quanto dos territórios da apelação. Limoux foi dividida em quatro terrirórios geo-climaticamente diferentes. Haute Valée (alto vale), na montanha, a mais de 300 metros de altitude, com índice pluviométrico em torno de 750 mm, com primavera tardia e outono fresco. O solo é argilo-calcáreo mais ou menos pedregoso. A maturidade da Chardonnay é tardia. O território Mediterranean (Mediterrâneo), situa-se entre 100 e 200 metros, tem precipitações de 650 mm, é muito exposto aos ventos do mediterrâneo, o chamado marin. Sua geologia é de aluvião recobrindo um marna argilo-calcáreo. Océanique (Oceânico) tem altitude de 200 a 300 metros, chuvas que atingem 780 mm e uma maturidade tardia. O solo é de arenito pedregoso do período luteciano. Estas diferenças vão dar 4 vinhos bem distintos todos pontuados em torno de 90 pontos. A cor é de um amarelo ouro para todos, sendo o oceânico um pouco mais claro. Todos muito complexos cada um se harmonizando melhor com um prato diferente ou mesmo no aperitivo como o Océanique. O campeão de popularidade é o Haute Valée que combina maravilhas com frutos do mar e peixes, mas também pode ser servido em aperitivo. Bem encorpado, tem um final largo na boca onde se percebe maçã, pêra e especiarias, com um ligeiro toque de defumado. É por isto que após degustar os 4 territórios Michel Lorain disse ” ...e eu achava que um bom chardonnay só podia ser feito na Bourgonha e não é que eu me enganei!”
Segundo Alain Gayda, diretor geral e enólogo, com uma presença marcante de chardonnay, a grande uva de Limoux, é no Crémant de Limoux Toques et Clochers, ainda não disponível no Brasil, que toda a experiência e tradição beneditina se exprimirá. Selecionada como melhor opção de compra pelo famoso Guia Hachette e com pontuação superior a 90, este crémant colhido manualmente passa pelo menos 12 meses em barris de carvalho antes de entrar numa garrafa. Toques et Clochers tem bolhas delicadas e é muito aromático onde ressaltam o pêssego, a avelã e notas de manteiga. Melhor que muitos brut de Champagne e custando menos da metade do preço provocou a troca em muitas cartas de vinhos de grandes restaurantes franceses. Outro destaque entre os espumantes de Sieur d’Arques é a Cuvée 1531 de Aimery, importada pelo supermercado carioca Zona Sul, recomendada no Guia Hachette de vinhos 2007 e medalha de ouro no Concurso Geral Agrícola de Paris. A Blanquette de Limoux Cuvée Imperiale, importada pela Nunes Martins, sob o selo Aimery, é um entrada de linha para restaurantes e empórios, com uma ótima relação custo benefício que honra a tradição desta excelente cooperativa e de suas "branquinhas".



