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18.7.08

O Tour de France atravessa os vinhedos do Languedoc


Neste momento enquanto os produtores combatem o míldio e o oídio o Tour de France atravessa o Languedoc. Este ano temos um brasileiro, Murilo Fisher, participando desta que é a mais importante competição mundial de ciclismo, o que pouco acontece. Ontem, os ciclistas desceram e subiram as encostas dos Pirineus passando por Maury. Ah, Maury. Terra que nos encanta com seu vinho fortificado, primo do famoso Porto. Depois em Touchan a capital do Fitou de montanha, produz um vinho para amantes do Rugby. Encorpado, potente, característico, taninos bem presentes, vinho de guarda, que se harmoniza com perfeição com um javali. Vinho para homem ou para mulheres de personalidade.
Os atletas cruzam os altos Corbières passando pelos vinhedos do Château Latham e do Domaine Serres Mazard, dois ícones do terroir.
Descendo em direção a Narbonne o pelotão de ciclistas passa em frente da abadia de Fontfroide e do Château de Saint Julien de Septime, que produz o Deo Gratias, um Corbières tinto que tanto encantou o coleguinha Luciano Suassuna da Isto é. Os alunos da primeira turma do curso de enologia também tiveram a oportunidade de visitar a propriedade e aprender com o enólogo da adega.
Antes de chegar a Narbonne percorrem os vinhedos de Tour de Montredon, também terra dos Corbières, ainda no chamado território de Fontfroide. De lá chega ao Brasil o Tour de Montredon, um vinho para se beber entre amigos ensina o chef Roland Villard, que o adotou na sua adega particular. Quem o traz é a importadora Nunes Martins.
Hoje dormiram em Narbonne, quanta história nesta cidade. Berço dos vinhos franceses e cidade Romana por excelência. Após o almoço seguem hoje para Nîmes atravessando o departamento do Hérault. Tudo Sul da França como manda o editor. (continua amanhã)

17.8.07

As Vinhas e a Franco-Maçonaria é lançamento que deve encantar "irmãos" e atrair a curiosidade de "profanos".




A Maçonaria, como se sabe, nasceu nas tabernas e desde os primeiros jantares ritualísticos os seus brindes marcam o ritmo dos "agapes". O vinho sempre teve um papel importante na Maçonaria e na sua sociabilidade. Desde a Antiguidade e nas "religiões de mistério" todos os movimentos religiosos e espirituais conferiram um caráter simbólico ao vinho. O que também é o caso da Maçonaria.

É por isso que Magali Aimé explora em seu Les Vignes e la Franc-Maçonnerie, este universo de simbolismo e história do vinho nesta sociedade discreta. O livro busca mostrar a íntima relação entre produtores maçons que levam para seu vinhedo toda a experiência adquirida nos templos maçônicos. Ainda não traduzido para o português.
No Sul da França Magali Aimé encontrou-se com Docteur Parcé do Domaine du Mas Blanc, em Banyuls-sur-mer e com Bernard Roubine do Les Vignerons de Maury, em Maury. Ambos buscam fazer com seus alicates de poda operativos e seus compassos especulativos, ano após ano, vinhos que se aproximem da perfeição.