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29.6.10

SBT no Languedoc


Durante o mês de abril o SBT fez uma série de reportagens sobre o Languedoc Roussillon. A viagem ao Sul da França aconteceu com o apoio de Sud de France e permitiu mostrar, pela primeira vez na TV brasileira, o leilão de Toques et Clochers, em Limoux. A reportagem filma as paisagens que inspiraram Matisse em Colliure, a milenar cidade medieval de Carcassonne e muito mais. São quatro vídeos, este é o primeiro.

4.12.08

Flash: Entrevista sobre biodinâmica

Entrevista com Emmanuel Cazes do Domaine Cazes, biodinâmico no Roussillon, Sul da França. Seus vinhos são importados pela Expand. Ao seu lado Acari Amorim da Quinta das Neves que buscou conselhos de condução para sua propriedade em Santa Catarina. Cazes pratica a biodinâmica desde 1998. Gravada em maio 2008 mas super atual em função da matéria abaixo.
Cazes - "Para adotar a biodinâmica deve-se estar pronto para fazer muitos sacrifícios. E sobretudo desejar fazer a biodinâmica e querer fazer evoulir o vinhedo e o vinho."

13.11.08

Manuel Peyrondet eleito melhor sommelier da França em 2008

Numa final disputadíssima em que se confrontaram Antoine Petrus, melhor jovem sommelier de France 2007, do hotel Crillon de Paris, Pascaline Lepeltier, do “Rouge Tomate Group’, também de Paris e Hervé Schimitt do “Relais de la Poste” da cidade de La Wantzenau no Baixo Reno, que teve como vencedor Manuel Peyrondet , do parisiense Taillevent. A final aconteceu nesta segunda feira em Perpignan, Sul da França.

Manuel de 28 anos que foi eleito melhor jovem sommeleir em 2005 e que foi finalista em 2006 disse que naquela ocasião “faltou maturidade, isto é faltaram garrafas.” Este ano estava mais maduro, estudou muito os livros e degustou “in loco” diversas regiões produtoras.

A novidade foi que pela primeira vez tivemos uma mulher na final, Pascaline Lepeltier. Mas esta fica para amanhã.

26.8.08

Colheita da chardonnay em Pia começou

Começou ontem a colheita noturna das uvas chardonnay no Roussillon em Pia, conhecida por seu vinho da Meia-noite. Este ano a colheita começou mais tarde. A cidade fundada pelos romanos situa-se próxima do Mediterrâneo (foto) e tem seus vinhedos na sua região norte. A colheita noturna tem como principal objetivo evitar a fermentação provocada pelo calor e assim preservar frescor e aromas. A uva branca é sempre mais delicada que a tinta. A colheita noturna vai ocorrer em diversos locais do Languedoc Roussillon, como em Limoux, um país de brancos. A expectativas dos produtores de Pia é de uma colheita de qualidade, bem madura e de menor quantidade pois os bagos possuem menos água.

Reunião dos Produtores Independentes
Hoje em Lézignan-Corbières, Sul da França, reunião dos produtores independentes para troca de experiências e informações sobre a colheita de 2008 que se inicia. O encontro terá a presença de enólogos e de técnicos da Câmara de Agricultura do Aude será às 17 horas e 30 minutos no auditório Câmara de Comércio.

18.7.08

O Tour de France atravessa os vinhedos do Languedoc


Neste momento enquanto os produtores combatem o míldio e o oídio o Tour de France atravessa o Languedoc. Este ano temos um brasileiro, Murilo Fisher, participando desta que é a mais importante competição mundial de ciclismo, o que pouco acontece. Ontem, os ciclistas desceram e subiram as encostas dos Pirineus passando por Maury. Ah, Maury. Terra que nos encanta com seu vinho fortificado, primo do famoso Porto. Depois em Touchan a capital do Fitou de montanha, produz um vinho para amantes do Rugby. Encorpado, potente, característico, taninos bem presentes, vinho de guarda, que se harmoniza com perfeição com um javali. Vinho para homem ou para mulheres de personalidade.
Os atletas cruzam os altos Corbières passando pelos vinhedos do Château Latham e do Domaine Serres Mazard, dois ícones do terroir.
Descendo em direção a Narbonne o pelotão de ciclistas passa em frente da abadia de Fontfroide e do Château de Saint Julien de Septime, que produz o Deo Gratias, um Corbières tinto que tanto encantou o coleguinha Luciano Suassuna da Isto é. Os alunos da primeira turma do curso de enologia também tiveram a oportunidade de visitar a propriedade e aprender com o enólogo da adega.
Antes de chegar a Narbonne percorrem os vinhedos de Tour de Montredon, também terra dos Corbières, ainda no chamado território de Fontfroide. De lá chega ao Brasil o Tour de Montredon, um vinho para se beber entre amigos ensina o chef Roland Villard, que o adotou na sua adega particular. Quem o traz é a importadora Nunes Martins.
Hoje dormiram em Narbonne, quanta história nesta cidade. Berço dos vinhos franceses e cidade Romana por excelência. Após o almoço seguem hoje para Nîmes atravessando o departamento do Hérault. Tudo Sul da França como manda o editor. (continua amanhã)

9.10.07

Colheita pequena tira do mercado o AOC Grand Roussillon





Esta denominação de origem dedicada a vender os vinhos doces naturais do Aude e do Roussillon, de baixo preço, acabou. A pequena safra de 2007 apressou uma decisão que vinha amadurecendo, pois há quatro anos a colheita desta especialidade regional vinha diminuindo. A partir de 2008 apenas a denominação Muscat de Rivesaltes será vendida. Uma campanha publicitária irá reforçar a tradicional denominação do Sul da França.

7.8.07

Recorde de precocidade nas primeiras colheitas francesas em Rivesaltes



Os primeiros cachos de uvas francesas foram colhidos dia 2 de agosto nos vinhedos de Rivesaltes, no Roussillon, Sul da França. As primeiras parcelas colhidas do Domaine de Rombeau são da casta muscat petit grain. Seu teor de açúcar é equivalente a um potencial de 12º de álcool. Estas uvas darão origem a um muscat seco, que guarda o frutado típico da uva moscatel sem o doce característico do muscat doce natural, produto típico do "terroir" de Rivesaltes.
A precocidade se explica em razão de uma primavera bastante amena que permitiu uma floração antecipada, principalmente no planalto pedregoso de Rivesaltes, próximo de Perpignan. A colheita ocorre normalmente 100 dias após a floração. As boas chuvas no dia de Pentecostes, final de maio, reconstituíram o lençol freático e evitaram o stress hídrico provocado pelo forte calor e os ventos no começo do verão. O recorde anterior era do mesmo vinhedo e datava de 3 de agosto de 1999.
O muscat seco é um vinho fresco, com boa vivacidade e que se harmoniza perfeitamente com ostras. Outro produto típico do Sul da França, as mais famosas são as de Bouzigues, Gruissan e Leucate. Presença obrigatória nas mesas de Natal e Réveillon na França.

6.6.07

Resultados destacam Sul da França no Primeiro Concurso Syrah do Mundo


O primeiro Concurso Syrah do Mundo se deu no Château de Ampui, Vale do Rhône, realizado nos dias 31 de maio e 1º de junho e não encontrou nenhum vinho que merecesse a Grande Medalha de Ouro. 325 amostras de 17 países foram degustadas e 108 medalhas foram distribuídas sendo 34 de ouro, 64 de prata e 10 de bronze. O Sul da França se destacou com diversas medalhas e o Syrah do Château Camplazens, um VDP d'OC cultivado nas encostas de La Clape às margens do Mediterrâneo, que a Casa do Vinho importa para o Brasil e que já havíamos comentado aqui (veja vídeo de 5/5/07) ganhou uma de ouro. Uma simpática medalha de prata foi obtida pelo Lou Black syrah da Aimery/Sieur d'Arques, de Limoux, denominação famosa por seus brancos de uvas chardonnay. Ambos sem passar em madeira.
Também ganharam medalhas Corbières, Minervois, Coteaux do Languedoc, Côtes do Roussillon,... Foram muitas. Vá correndo contar todas em http://www.syrah-du-monde.com/wod/WebObjects/Result.woa/wa/res?mod=pays&c=FRANCE&y=2007&co=SdM&m=*&lang=FR

2.4.07

Um vinhedo, uma personagem, um vinho




CLOS DE PAULILLES, BANYULS
Clos de Paulilles, na Côte Vermeille, Roussillon, Sul da França, é o maior vinhedo das apelações Banyuls e Colliure, situado entre Port Vendres e Banyuls sur Mer, fronteira com a Espanha. É desta apelação que se produz um primo do Porto, menos conhecido mas igualmente delicioso, o vinho doce natural Banyuls. As vinhas estão implantadas em forma de escada (terrasses) que descem magnificamente até o mar Mediterrâneo. Um território de exceção tendo os Pirineus na extremidade oriental, o solo de xisto pouco fértil, a influência do mar, o clima seco e ensolarado, o rendimento muito baixo de menos de 20 hl/ha das vinhas de uma casta típica do Sul da França, a grenache escura. Colhidas muito maduras e à mão vão nos oferecer este belo vinho do Clos de Paulilles, o Banyuls Rimage. Alie-se a isto a presença de uma proprietária que encanta e recebe muito bem, Estelle Dauré.

ESTELLE DAURÉ
Para os amantes do enoturismo uma visita imperdível é o almoço no seu restaurante sem fogão, apenas uma grande churrasqueira. Fica pertinho do Clos de Paulilles no Château de Jau também da família Dauré, no vale de Agly, no Roussilon e conserva o mesmo cardápio com que Estelle recebeu Giscard d'Estaing há 28 anos. Isto virou história. O prefeito a informa que o Presidente da República almoçará no Château, mas lá não havia cozinha. E ela não sabe dizer não. Recorre a um chef amigo, este pergunta onde fica a cozinha, ela responde que não tem. O chef pergunta onde os trabalhadores comem e o que eles comem. Estelle responde que os empregados assam suas linguiças, presunto e carnes num braseiro. Até hoje lá está a churrasqueira com o mesmo cardápio de carnes, presuntos e lingüiças típicas, que se juntam a saladas, sobremesas e chocolates que se harmonizam muito bem com este Banyuls Rimage.

BANYULS RIMAGE
As uvas não desengaçadas fermentam a temperatura controlada até a mutage (transformação). Seguem-se cinco semanas, duas a mais do que a média, de maceração sob álcool ou transformação sobre grãos, tecnicamente chamada de sur chapeau, é revirado (remontage) diariamente para extrair o máximo de cores, aromas e taninos. O engarrafamento é feito pouco após para preservar os aromas de frutas vermelhas característicos deste tipo de Banyuls. Harmoniza-se com sobremesas à base de chocolate, morango, amora e framboesa ou com foie gras e queijos azuis como o Roquefort.