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28.4.08

Roussanne e Marsanne: brancas do Sul da França na Expovinis



Estas duas castas meridionais são tradicionalmente cultivadas no vale norte do Rhône (Hermitage), mas também no Languedoc onde fazem parte das principais uvas autorizadas para os diversos AOCs brancos da região.
A roussanne é bem adaptada aos locais de grande exposição ao sol, solo pobre, argilo-calcáreo e pedregoso. Oferece um vinho de grande qualidade, potente e aromático, de acidez equilibrada e apto ao envelhecimento. Uva nobre. Normalmente é associada à marsanne que também tem suas origens no norte do Rhône, utilizada também para vinhos espumantes. De precocidade (amadurecimento) média, também gosta de solos pobres, pouco férteis e pedregosos. Fique sabendo que no Languedoc essas condições são dominantes.
Roussanne é muito sensível a algumas doenças como a podridão cinza e por este motivo tem visto sua produção declinar. Apesar de possuir uma grande complexidade aromática e se destacar como produtora de um vinho de guarda. Os aromas mais constantes e marcantes são os de damasco, café verde, mel, do lado floral vamos ter raiz de Iris, Narciso, espinheiro-alvar e madressilva.
Já a marsanne nos dá um vinho pouco ou medianamente ácido, elegante e de aromas mais discretos, porém superiores aos da grenache branca. Onde se destacam damascos, amêndoas, nozes secas, litchis fresco, a cera de abelha, pêssegos brancos, maça cozida, especiarias, alcaçuz e as notas florais são as da acácia. Esta duas uvas estão presentes nos cortes dos AOC Corbières, Coteaux du Languedoc, Saint Chinian, Faugères, Minervois...
Descubra na Expovinis, no stand da Reloco, o Cuvée Mythique branco com 40% de Marsanne e 20% de Roussanne aos quais se juntam a Viognier, 20%, e a grenache branca.

6.12.07

A origem do aroma floral nas castas aromáticas

A degustação de vinhos brancos aromáticos teve como conseqüência a definição de suas características enquanto aromas florais. A questão da tradução da especificidade de cada cepa em termos de análise sensorial útil ao degustador e em termos bioquímicos compreensível para os cientistas levou a estudos que se iniciaram no Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica, INRA, em 1980.
Foi então determinado que aromas florais típicos de certos vinhos como o gewurztraminer é em parte devido a forte presença, 0,2mg/l, de um monotepernol chamado geraniol enquanto que o muscat, um dos vinhos ícones do Sul da França, contém 0,3 a 0,5mg/l da mesma substância e 0,4 a 0,5 de outro monotepernol o linalol.
A questão é que apenas algumas castas sintetizam em quantidades apreciáveis estes compostos de carbono. O fazem graças a uma enzima da família da terpena sintetizadora.
Entender a origem dos aromas nos leva a bioquímica ou se preferirem à química dos carbonos. É por causa da capacidade de síntese desta enzima, que vai ser encontrada em doses muito maiores no manjericão, que a muscat e a gewurztraminer são as castas mais aromáticas. Amanhã falamos das leveduras e seu papel na definição dos compostos aromáticos.
Baseado na pesquisa realizada por Francis Karst e Marc Fischer Université Louis Pasteur/INRA.