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4.6.08

A densidade de cultivo no Languedoc. O caso Baron'Arques.

Na foto vinhedo em alta densidade da casta merlot em Baron 'Arques.

Durante o curso de enologia vimos que a forma de condução característica do Languedoc, no que tange a densidade do cultivo, gira em torno de 2500 pés/ha a 4500 pés/há. Há uma média nos AOC de 3500 pés/ha e nos Cru de 4000 pés/ha. Mas quando fomos ao Domaine de Baron' Arques, em Limoux, fruto de uma joint venture entre a Baronesa Philippine de Rothschild (Mouton Rothschild, braço inglês da família) e da badalada cooperativa Sieur d'Arques, vimos uma técnica de cultivo típica dos grandes Bordeaux. A plantação em alta densidade da casta merlot com 8000 pés/ha.
Situada na parte menos alta da propriedade e num tabuleiro, a técnica deu bons resultados devido ao clima de Limoux, mais frio e úmido que a média do Languedoc. Já nas encostas e com mais altitude a opção foi por uma densidade de 3500 pés. Duas opções técnicas que mostram a diversidade do terroir de Limoux. Local excepcional para as castas merlot, pinot noir e chardonnay.
A união da experiência e tecnologia de Sieur d'Arques no Languedoc e a tradição e expertise "bordelaise" da baronesa nos ofereceram uma degustação de excelente nível. Destaque para o 2OO5. Aguardamos com ansiedade 2006 e 2007, anos que prometem.

13.9.07

Baron Rothschild + Sieur d'Arques = Baron d'Arques


A Sieur d'Arques/Aimery é uma cooperativa muito conceituada enquanto produtora de espumantes - Blanquette e Crémant de Limoux - e produz os melhores chardonnay da França, após Borgonha, claro. Mas lhe faltava uma referência em tintos. Afinal, Limoux é a denominação mais afastada do litoral no departamento do Aude, conhecido pelos seus Corbières, Minervois, La Clape, Fitou...é essencialmente um país de "brancos". Para se posicionar melhor nos tintos realizou uma “joint venture” com a baronesa Philippine de Rothschild que se instalou em Limoux em 1998 e precisava de um parceiro que conhecesse profundamente o "terroir". Foi aí que nasceu o Domaine de Baron d'Arques o melhor tinto de Limoux, 3 estrelas no Guide Hachette 07 e melhor compra da denominação. Vendido na Bolsa ainda não é importado, que eu saiba.
Hoje Sieur d'Arques tem na sua linha Tocques et Clochers alguns vinhos tintos excelentes, super premium, como o Mediterranéen, o Pinot Noir e o Merlot-Grenache da linha Clochers. Este encantou Ligia Peçanha da ABS-Rio, na recente visita desta associação à Limoux. Todos muito bem pontuados. O estrelado Mediterranéen nasce no subterritório Mediterrâneo, por isto o nome. Este é o lado mais quente, mais próximo a Carcassonne que dos Pirineus, apresenta uma colheita mais precoce pelas influências do mar.
Dica: a Casa Nunes Martins (21- 21074700) ainda possui em seu estoque alguns Haut Clochers de 2002 ou 2003, primos do Baron d'Arques, que devem estar muito bons, pois estão guardados numa adega climatizada. Os preços não pagam uma nova importação, creio que na faixa dos 40 reais. É uma pechincha. Vale descobrir. Quem procura algo mais jovem e ainda mais barato sugiro o Pinot Noir da Aimery à venda no Zona Sul, relação qualidade preço imbatível, tal qual seu chardonnay, como nos provou o Célio Alzer numa degustação da ABS-Rio. Outra opção também muito boa é o "primo" Aigle, um premium da Aimery, também à venda no Zona Sul, todos estes girando em torno de 20 reais. Todos do Sul da França, Languedoc Roussillon.