29.6.10
SBT no Languedoc
Durante o mês de abril o SBT fez uma série de reportagens sobre o Languedoc Roussillon. A viagem ao Sul da França aconteceu com o apoio de Sud de France e permitiu mostrar, pela primeira vez na TV brasileira, o leilão de Toques et Clochers, em Limoux. A reportagem filma as paisagens que inspiraram Matisse em Colliure, a milenar cidade medieval de Carcassonne e muito mais. São quatro vídeos, este é o primeiro.
24.8.09
Começou a colheita 2008 no Languedoc
Do ponto de vista qualitativo as uvas estão sãs e com bom equilíbrio açúcar - acidez afirma o diretor técnico de Aimery, Guilhem Marty. "Nós temos todas as razões para estarmos otimistas, pois o tempo seco e quente das últimas semanas vai nos proporcionar uva em perfeito estado sanitário. O stress hídrico vai atrasar algumas parcelas, mas aqui em Limoux o solo é argilo calcáreo que retém a umidade. Outro fator importante em relação àos outras denominações do Languedoc é de estamos numa região que sofre menos com o calor devido à altitude e a influência oceânica. Teremos uma colheita menor em uvas brancas e maior em tintas do que no ano anterior".
As colheitas dos vinhos AOC de Limoux são feitas em caixas onde os cachos são depositados delicadamente para evitar que os bagos sejam amassados, para evitar a oxidação ou início de fermentação e garantir uma vinificação de alta qualidade. O volume este ano deve ser o mesmo do ano anterior com 150 mil hectolitros, prevê Marty diretor de Sieur d'Arques.
3.6.09
Degustação de vinhos do Sul da França é sucesso em Salvador
Foi muito boa a receptividade do público baiano aos vinhos do Languedoc Roussillon, em Salvador, no evento da Adega Tio Sam, que se realizou no Trapiche Adelaide dias 1 e é de junho. Profissionais e amadores ficaram encantados com o espumante da Aimery e com seus varietais tranquilos. O Corbières Les Deux Rives teve amplo sucesso. Os vinhos tinham preço que oscilavam entre 29 a 54 reais para o consumidor. O destaque francês ficou por conta do Pinot Noir Vicomte de Coussergue. Uma agradável surpresa para os enófilos que esperavam um preço mais salgado. Os vinhos foram degustados em avant première e chegam ao Brasil em final de julho.
24.4.09
A elegância do vinho
Outro dia entrevistei Olivier Poussier, melhor sommelier do mundo em 2000. Ele comentava, nas entrelinhas, o estilo do vinho francês que prima pelo equilíbrio da acidez com o álcool, delicadeza, precisão, em resumo, elegância. Palavras marcantes.
Em Limoux, no Languedoc, Poussier encontrou nos vinhos do terroir de Haute Valée toda a característica de um grande chardonnay francês. Onde tensão e expressão mineral se mostram plenamente. E não uma caricatura desta uva como existem tantas pelo mundo a fora.
Poussier é também o consultor de Lenôtre e Air France e foi voando que vi sua mais recente carta da business class. Desta vez o chardonnay da carta não era o de Limoux, mas o Saint-Véran do Château de Fuissé 2006, de JJ Vincent. Este borgonha é um retrato fiel de sua preferência. Frescor, fruta, mineralidade, untuosidade, equilíbrio, tudo de forma muito precisa.
Quando escolheu o tinto de Pessac- Léognan do Château Brown 2004 de Y. Mau, a mesma filosofia se transportou para Bordeaux. Este tinha um nariz expressivo e generoso, na boca redondo, aveludado, macio.e longo. Elegante.
21.4.09
Grandes Vinhos de Limoux pertinho de você

Um destes é o enólogo Alain Gayda, ex-presidente da União de Enólogos da França de (1998 a 2003) e diretor geral das Cave de Sieur d'Arques - Aimery, tida como a melhor cooperativa da França. Em 1980 ele chega como enólogo e começa a classificar as 3400 parcelas da denominação Limoux. Este enorme esforço permitiu, após alguns anos, dividir a denominação em quatro territórios: Autan, Oceânico, Alto Vale e Mediterrâneo. Cada um com características de clima, pedologia, topografia, inclinação e exposição ao sol bem definidas que são facilmente percebidas na boca.
Limoux é conhecida por seus espumantes e por seus vinhos brancos de uvas chardonnay que, necessariamente, segundo decreto da denominação, tem de ser vinificado e envelhecido em barris de carvalho. Destes 4 terroirs podemos encontrar nas lojas duty free dos aeroportos brasileiros o Toques et Clochers Autan, que recebeu medalha de ouro no I Concurso ABS de Vinhos Sud de France. Mas também o do terroir Mediterrâneo do Clocher La Gardie, vendido apenas no leilão de Toques et Clochers, arrematado em 2008 por Armando Martini da Casa do Vinho de Belo Horizonte. Um top, vinho para mais de 90 pontos. A versão blend, nas duas cores, dos 4 territórios chama-se Terroir de Vignes et de Trufes também vendida pela Casa do Vinho. http://www.casadovinho.com.br.
6.4.09
Nos bastidores do XX leilão de Toques et Clochers
Ontem entrevistei Olivier Poussier e Philippe Faure-Brac dois craques da sommelerie mundial e francesa em particular. Poussier foi campeão do mundo em 2000 e conhece bem os vinhos brasileiros, Faure-Brac sagrou-se campeão no Rio em 92 e hoje também produz vinhos no Sul da França, é um Rhône, do departamento do Gard. Este esbanja simpatia e fala com simplicidade já Poussier mais tímido, se exprime com uma técnica impressionante e recheada de poesia. Em breve no Blog.
Na foto Olivier Poussier inaugura sua fileira de vinhas no château de Flandry mais uma homenagem de Sieur d’Arques aos grandes sommeliers.
8.2.09
Forum Internacional de Negócios de Montpellier


Estiveram em Montpellier participando do FIA, Forum Internacional de Negócios de Montpellier o craque da sommelerie brasileira Dionísio Chaves representando a A&M Corporation do Brasil, Hamilton Almeida gerente de compras da rede de supermercados Super Nosso, de Belo Horizonte e o sommelier Alexandre Kuhas da importadora Celebrity de Curitiba . O evento é uma inciativa de Sud de France, promotora e fomentadora de exportação dos produtos regionais do Languedoc Roussillon,
Sua fórmula é muito eficiente e original convida uma centena de importadores de diversos continentes pagando transporte aéreo, local, hospedagem e alimentação e os coloca frente a frente com os produtores da Região. No primeiro dia uma grande degustação. Centenas de vinhos são colocados em mesas (foto) e o potencial comprador circula livremente e vai degustando e anotando o que interessa. Nas mesas Corbières, Coteaux du Languedoc, Minervois, Malepére, Limoux,... E mesmo Costières de Nîmes e Côtes du Rhône, todos do departamento do Gard, que fica no Languedoc. Estes apesar de estarem ligados ao sindicato do Rhône são administrativamente um produto da Região Languedoc Roussillon. Complicado não é?
Depois o comprador passa as informações para Sud de France que informa o produtor do interesse. Se produtor está de acordo é agendado um encontro de 45 minutos. Durante dois dias, num espaço tipo Rio Centro, ocorrem os encontros e as degustações. Na mesa comprador e produtor se apresentam e voltam a degustar os vinhos. A porta está aberta para futuro envio de amostras e negociação de preços. O produtor paga 100€ por encontro e outro tanto por garrafa colocada na degustação. O que por si só é uma seleção.
O resultado é que os encontros só ocorrem quando os dois querem. Eu busquei importadores mexicanos e fiz o pedido no sentido inverso. Pouco usual, mas deu certo.
O programa é assim: no primeiro dia degustação, no segundo e terceiro visita aos vinhedos, castelos e pontos turísticos, como forma do importador se ambientar, conhecer mais o Languedoc Roussillon. No quarto e quinto dia os encontros comerciais. Na última noite um jantar de gala na abadia medieval de Valmagne, oferecido pelo CIVL, Comitê Interprofissional dos Vinhos do Languedoc, encerrava o evento.
Um sucesso.
Esquerda-Os representantes brasileiros Alexandre Kuhas, Dionísio Chaves e Hamilton Almeida na abadia de Valmagne. Abaixo-Dionisio Chaves conversa com o diretor executivo do CIVL, Axel de Woillemont.
19.11.08
A safra de 2009
Enquanto o balanço oficial não sai e o vinho não está pronto a imprensa começa a especular. Foi o caso de Le Figaro e Le Monde, não sem razão, afirmaram que Bordeaux e Borgonha tiveram dificuldades, pouca uva e safra de qualidade incerta. Alsácia e Champagne com bons volumes. Aqui eu digo: no Languedoc a falta de constância é a regra. Em regiões onde choveu pouco, a maior parte, a colheita foi pequena. Bons vinhos, mas pouco vinho. Exceção é Limoux onde a colheita foi abundante e de muito boa qualidade. Alain Gayda, diretor geral de Aimery Sieur d’Arques e ex-presidente a União de Enólogos da França está muito feliz com a millésime 08. Alain estará na festa do Zona Sul no dia 26 de novembro onde vai falar sobre seus vinhos, o Languedoc e a safra 2008.
30.6.08
Harmonização: vinho e esporte

Aqui tá, fazendo um calor, deu pane no ventilador,... (Chico e Francis)
Mas de noite ainda está fresquinho. Tenho aberto umas Brahmas, mini-saia, antes de tomar um rosé, às vezes com gelo ou beber um vinho tinto de corpo leve, gamay ou pinot noir, lá de Mâcon (Borgonha).
Falando em corpo de vinho podemos dizer que um Fitou é vinho para amantes do rugby, encopardíssimo, estruturadíssimo passível mesmo de ser mascado. Pros amantes do futebol defensivo sugiro um Minervois, potente, tânico e persistente. Para os que gostam do esquema 4-3-3 um Corbières, macio, envolvente e sinuoso. Para os apaixonados pelo vôlei sugiro um Coteaux du Languedoc La Clape, elegante e longo, mas se for vôlei de praia recomendo uma Blanquette de Limoux, viva e refrescante. Para os amantes do tênis, em quadra de saibro, do jogo de fundo de quadra, recomendo um Saint Chinian Berlou, complexo, belo corpo e potente. Para quadras rápidas um rosé sangrado dos Corbières, cor mais pra vermelho, rápido e atraente.
E para quem gosta de pelada apague a luz. Nada disto degustação às cegas.

