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26.7.08

Policia prende membro do CRAV com explosivos no Sul da França


Jerôme Soulère fabricava explosivos para o CRAV

Jerôme Soulère, viticultor, ex-Secretário Geral dos Jovens Agricultores do Aude, departamento do Languedoc Roussillon, e membro do Conselho Federal do Partido Socialista foi detido e deve ser indiciado pelo Procurador Geral da Republica, Francis Battut, por detenção, fabricação de explosivos, destruição e tentativa de destruição com explosivos.
Soulère confessou ser membro do Comitê Regional de Ação Viticola, CRAV, e de ter participado do atentado de 14 de julho de 2006 em Montréal, próximo a Carcassonne, Sul da França, momentos antes que os ciclistas do Tour de France passassem pela cidade.
A descoberta foi por acaso. Jerôme Soulère desmaiou ao manipular o enxofre para fabricação dos artefatos explosivos. Seu vizinho o viu no chão e chamou os bombeiros, o que deu inicio às investigações. Revistando seu galpão foram encontrados os explosivos.

22.7.08

CRAV faz ultimato à Sarkozy


Direção regional do ministério da Agricultura em Montpellier após atentado em 2005

Na última quarta-feira o CRAV (Comitê Regional de Ação Vitícola) lançou um ultimato ao presidente francês Nicolas Sarkozy e chamou os viticultores a “passarem à ação” caso o presidente não se posicione a favor do interesse vitícola. O ultimato foi feito durante uma entrevista clandestina em lugar incerto do interior do Languedoc e transmitido na noite seguinte pelo canal estatal France 3 Sul, de âmbito regional. Os viticultores portavam capuzes que escondiam seus rostos.
“Nós pedimos ao Senhor Presidente da República que mantenha suas promessas eleitorais, por que se por algum motivo o senhor Sarkozy não defender os interesses vitícolas,... se em um mês nada mudar, se o preço do vinho não começar a subir,... ele arcará com a responsabilidade de tudo que acontecer”, declarou um dos supostos líderes do CRAV.
As ameaças continuaram durante a entrevista e desta vez eram contra a “máfia” dos negociantes e as grandes redes de supermercados que “fazem sangrar” a viticultura. Fiquem atentos, pois todos os atores do setor serão alvos. Para isto chamaremos todo o povo produtor à radicalizar a ação em todas as suas formas de reivindicação”, afirmou o encapuzado.
O CRAV denuncia a crise vitícola na região Languedoc Roussillon, já realizou numerosos atos violentos, como em 2005 quando explodiu a direção regional do ministério da Agricultura em Montpellier. Em abril jogou artefatos incendiários em grandes supermercados de Béziers, Sul da França.
Os viticultores estão com grandes problemas de caixa e têm dificuldade para pagar empréstimos, materiais agrícolas e mesmo para viver. O CRAV reivindica também um “ano branco”, isto é, que as dívidas dos produtores sejam postergadas por um ano. O ministério da Agricultura deu um auxílio de caixa aos produtores em 2006 e há um incentivo a retirada de pés de vinha com compensação financeira.
Mas o problema é bem mais complexo como já abordamos diversas vezes aqui no Blog.
Leia : http://vinhosulfranca.blogspot.com/2007/07/qual-o-real-problema-do-vinho-na-europa.html

25.6.08

Hoje tem comício em Montpellier

Boris Calmette, presidente da Federação Regional das Cooperativas é presença certa no comício.

Os viticultores franceses e notadamente os do sul da França voltam a realizar, hoje, em Montpellier, um protesto para chamar a atenção do governo para ajudá-los a superar as dificuldades que enfrentam. Há três semanas as manifestações foram em Nîmes e em Carcassonne, com 15 mil pessoas presentes em cada cidade. O aumento do diesel e dos produtos fitossanitários aliado a uma queda do preço dos vinhos nos anos anteriores deixou o caixa dos viticultores, sobre tudo nas cooperativas, no vermelho.

30.9.07

Proposta da Reforma do Vinho causa polêmica na Comissão Européia.

Dois pontos polêmicos na reforma, o fim do direito de plantação, em 2014, e interdição da capitalização.
O primeiro é comprado pelo produtor antes da plantação, isto é, não é apenas a terra nua que é adquirida, mas o direito de plantação de vitis vinifera para produção de vinho. Hoje quando se vende um vinhedo este pressupõe a existência do direito que pode ser para vinho de denominação de origem controlada, regional ou de mesa. O fim do direito abriria caminho para uma volta à industrialização do vinho e uma eventual melhor concorrência com os vinho do Novo Mundo. Os pequenos produtores, cooperados ou não, larga maioria na França, estão furiosos.
A adição de açúcar ao mosto, capitalização, não é usada no Sul da França, nem nos demais países do Sul da Europa como Itália e Espanha. Mas na Alemanha e países do norte ela é essencial e largamente praticada devido às condições climáticas e de maturação da uva. A divisão é nítida.
A Comissão se dispõe a flexibilizar algumas regras da reforma, mas não quer mexer na essência. Combater o subsídio. Muita água ainda vai rolar por de baixo da ponte.