Mostrando postagens com marcador exportação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador exportação. Mostrar todas as postagens

20.6.09

Brasil é o segundo maior consumidor de vinho da América Latina

Um recente estudo sobre o consumo de vinho no Brasil publicado pelo IWSR (International Wine and Spirit Record) coloca o Brasil como o segundo país consumidor da América Latina, logo depois da Argentina. O consumo atual é de 326 milhões de litros e o IBRAVIN (Instituto Brasileiro do Vinho) prevê um crescimento de 13% até 2011 elevando o total para 369 milhões de litros. O consumidor brasileiro está buscando vinhos de melhor qualidade, o que tem feito aumentar a importação. Isto fez com que no período de 2002 a 2007 ocorresse um aumento de 220% no volume e de 300% em valor dos vinhos importados. Esta tendência também beneficiou o produtor brasileiro de vinhos finos.

A crise mundial afetou as exportações e alguns importadores, mas parece que tudo volta a entrar num ritmo normal. A Vinexpo que começa dia 21 em Bordeaux e reúne a nata dos produtores mundiais e com enorme presença dos produtores do Languedoc Roussillon, terá um expressivo número de importadores brasileiros presentes. Destaque para Casa Flora, Casa do Porto, Zona Sul, Cantu, Fasano e Santa Luzia. Afinal, o consumidor brasileiro começa a se voltar para a qualidade e a diversidade. Neste quesito o Velho Mundo ganha de goleada.

10.9.08

Sul da França aumenta exportações de vinhos AOC para o Brasil - I


Bernard Devic, Diretor Geral, do Vignerons de La Mediterranée é um dos que mais exporta vinhos AOC para o Brasil.




Esta materinha é em "homenagem" ao foca da Veja, Thomaz Favaro, que escreveu algumas besteiras sobre os vinhos do Languedoc Roussillon.



Se a França aumentou nos últimos anos sua exportação de vinhos para o Brasil o Sul da França, Languedoc Roussillon, foi o principal responsável por esta melhora no que concerne aos vinhos tranqüilos, isto é, não efervescentes. A França quinta exportadora de vinhos para o Brasil com 4,8% do mercado, teve em 2006 um crescimento espetacular de 53% e em 2007 o aumento em volume contentou-se com 6%. Mas o que se constata nos números é uma evolução qualitativa, pois se em 2006 o preço médio dos vinhos era de US$ 3,07 e em 2007 subiu para US$ 4,03 e continua a subir em 2008. Estas informações não levam em conta o champagne e espumantes, apenas vinhos. Os dados são da Uvibra.
Checando os dados do lado da Receita francesa, temos que em 2007 o volume de vinhos de denominação de origem (AOC) do Languedoc Roussillon, de maior valor agregado, e teoricamente de maior qualidade, tiveram um crescimento de volume de 112,25% e de valor de 86,63%. Enquanto que os vinhos de mesa tiveram queda de 26,91% de volume e de 18,77% em volume.
Estes resultados são reflexos do trabalho dos importadores, produtores e de Sud de France que desde 2006 voltou a colocar o Brasil na sua lista de prioridades. Participa da Feira Expovinis, em São Paulo, criou e implementa o Festival de Sabores do Sul da França, que está em sua segunda edição e que alia gastronomia, vinho e cultura. E outras ações promocionais pontuais ao longo do ano estão previstas.
O Vin de Pays d’Oc é um segmento de qualidade de vinhos varietais de uma ou duas castas e representa 61% da produção regional enquanto que os vinhos de mesa, ordinários, são apenas 17%.
Este segmento tem encontrado um crescimento expressivo, pois o consumidor brasileiro tem facilidade de se identificar com os vinhos de castas (chardonnay, syrah, pinot noir, merlot,...) o que levou estes vinhos a estarem presentes em grandes supermercados por meio de importação direta como o Zona Sul, do Rio, Pão de Açúcar, o Super Nosso, de Belo Horizonte e o ABC de Divinópolis, em Minas Gerais. O Languedoc Roussillon, é o maior vinhedo da França e responde por 34% de toda a produção francesa e por 20% de seus vinhos de denominação de origem. Hoje são pelo menos 25 os importadores brasileiros que trazem vinhos da região.

2.6.08

A França e o mercado mundial do vinho


Participação no mercado mundial de exportações



A velha Europa lidera a produção mundial de vinho. França em primeiro com 51,7 milhões de hl, seguida da Itália com 49,6 e Espanha com 38,2. Na sequência EUA (19,7), Argentina (15,5), Áustralia (14,3), África do Sul (10,1) e Alemanha (8,9). China em 11º e Brasil em 12º (belo salto).
O que se vê nas estatísticas é que o rendimento médio do Novo Mundo é de 94,7 hl/ha em 2006 contra 53,9 hl/ha na Europa. Isto quer dizer que, na média, o vinho europeu tende a ser muito melhor que os do Novo Mundo. O europeu é, portanto mais caro, com menos artifícios químicos, mais verdadeiro. Vale lembrar que na França a pequena propriedade domina, o que é terrível para o marketing. Falta de verba, política de conquista de mercado desorganizada, escassez de marcas mundiais,... Para ilustrar basta ver que das dez maiores propriedades vinícolas do mundo apenas uma é européia (Codorniu- ES).
Talvez o consumidor do Novo Mundo prefira um vinho pasteurizado, onde todos os vinhos sejam iguais. Conceito que em marketing é muito mais fácil de trabalhar. O vinho moderno e de fácil consumo são para os debutantes. Quem evolui muda rapidamente seu perfil de consumo.
As mudanças que ocorrem na legislação francesa visam atender, em parte, este novo consumidor que tem dificuldade (muito compreensível) de saber qual das centenas de AOC ou Vin de Pays (VDP) ele deve escolher na prateleira. A mudança na legislação é para brigar sim, com o Novo Mundo, por este consumidor, mas não na faixa super premium. Chips (copeaux) só para Vin de Pays (varietais e regionais) na França. Se a legislação dos VDP e VDT (vinho de mesa) foi flexibilizada esta ocorreu para atender uma demanda de mercado na faixa inferior do segmento. Afinal, o custo da uva na Africa do Sul é de apenas 0,16€ por kilo de uva e na França 0,37€ por kg!
O que acontece no novo mundo é que lá há mais liberdade para se fazer o vinho do que no Velho Mundo. Foi isto o que o agricultor europeu pediu para poder disputar o mercado de primeiro preço em condições iguais.
Veja bem os líderes de exportação por volume são Itália(21,4%), Espanha (19,8%), França (17,6%) e Austrália (8,9%). Em valor a ordem é França (35,5%), Itáia (18,1%), Austrália (9,6%) e Espanha (8,2%). Se a França cresce pouco em volume nas exportações por outro lado vê subir seu preço médio por garrafa. Sinal de que o consumidor busca a qualidade quando compra um vinho francês. Olha a referência mundial se exprimindo.
No Sul da França, o Comitê Interprofissional do Vinho do Languedoc (CIVL) está construindo uma nova hierarquização dos vinhos do Languedoc, tendo na base da pirâmide a nova denominação de origem Languedoc. Seguido das demais denominações como Corbières, Fitou, Minervois... Acima destes os Cru Boutenac (Corbières) , Cru Berlou (Saint Chinian) e Cru La Livinière (Minervois). Aos quais devem se juntar La Clape e Pic Saint Loup, hoje ainda Coteaux du Languedoc.
A França reconquistou o mercado Inglês em volume com 23% do total seguido da Austrália que recuou para 19% e a Itália segue na cola desta com 15%.
Então tudo é maravilha na França e no Velho Mundo? Nada disto o esforço pela qualidade e conquista de mercado é duro e o viticultor tem sofrido. Quem trabalha mal a uva e o comércio perdeu muito mercado. Quem produz bem e sabe vender está bem melhor. Não são anos fáceis. Mas o esforço tem sido bem recompensado. Mas muito ainda precisa ser feito e revisto.
Só para terminar por hoje, só por hoje, a França exporta em Euros, moeda valorizada frente ao dólar americano. Os EUA são o 3º maior país consumidor.
Desculpem mas para quem gosta de bom vinho a França é a grande referência mundial seguida de Itália, Portugal, Alemanha (brancos) e Espanha.
Fonte: Viniflhor 2007

8.1.08

Aumenta a exportação mundial de vinhos franceses - Parte I

Ações promocionais ajudaram a estimular as vendas.

Segundo os dados dos primeiros 10 meses de 2007 as exportações francesas de vinhos e destilados no mundo estão batendo um novo recorde e atingem a marca de 9 bilhões de euros, segundo Philippe Castejá Presidente da Federação de Vinhos e Destilados. Puxado por champagnes e cognacs, mas também com uma significativa alta de 8% dos vinhos tranqüilos, mais 67 milhões de garrafas. No Brasil os vinhos e espumantes franceses estão ligeiramente superiores aos de 2006 (dados de janeiro à outubro) que foi um ano de alta espetacular dos vinhos franceses no Brasil.
Este despertar dos vinhos do Hexágono no Brasil tem razões locais que se conjugam com um despertar mundial da vitivinicultura francesa. Deitado em berço esplêndido nos últimos anos o produtor francês acordou no meio de um pesadelo. Lei Évin, que restringiu a publicidade do álcool, maior rigor policial e redução da quantidade de álcool que um motorista pode consumir e dirigir (0,5 g de álcool por litro de sangue), queda do consumo para “apenas” 55 litros por habitante, menos 7 litros do que há dez anos. Chegada dos concorrentes do Novo Mundo com modernas técnicas de marketing, mais capital e métodos heterodoxos de vinificação até então tabu na França. Resultado: crise no setor.
Hoje apesar da crise não ter acabado, afinal 2/3 do vinho francês é consumido internamente, há uma clara luz no fim do túnel. O marketing tornou-se um assunto da moda no meio vitícola. Ações promocionais são realizadas em todo o planeta. Os resultados começam a ser colhidos. No Brasil acontece o mesmo, Provence e Sul da França na frente. Outras regiões já começam a ensaiar seus primeiros passos. Em conseqüência temos novos rótulos nas prateleiras, bons preços, diversidade de castas e denominações. Ganha o consumidor que foge da mesmice, descobre novidades do velho mundo e compra melhor. Continua amanhã.