15.1.09

Produção e consumo mundial crescem. França perde mercado.





A França produziu 485 milhões de caixas de vinho e a Itália produziu 552 milhões. É certo que no Languedoc, Bordeaux e Borgonha o produtor francês sofreu com a seca e obteve uma pequena colheita ao contrário dos seus vizinhos italianos. Junte-se a isto o prêmio da União Européia para a retidada de vinhas que atinge com força o Sul da França. Os franceses não vão reaver a liderança antes de 2012 segundo um estudo inglês realizado pela consultoria IWSR para os organizadores de VINEXPO. Mesmo prevendo um crescimento da produção francesa de 13% em 2009 até 2012 a produção deve diminuir e italianos seguirão na liderança.
A França não é mais o maior exportador em volume desde 2005 e em 2008 é a Espanha que assume a vice-liderança segundo a Federação de Exportadores de Vinhos e Espirituosos.
E mais: os italianos passaram a ser em 2007 os maiores consumidores de vinhos tranquilos do planeta ultrapassando os franceses. Mantidas as atuais taxas de crescimento os Estados Unidos devem assumir a liderança em 2011, novamente segundo o IWSR.
A queda do consumo do vinho na França é resultado da ação de fanáticos anti-álcool, avalia Robert Beynat, diretor geral de Vinexpo. "Eles se apoiaram notadamente com as recentes campanhas contra o consumo do álcool por mulheres grávidas. A queda deverá diminuir. Depois de encolher de cerca de 9% desde 2003 o consumo deve se retrair de 3% até 2012", conforme publicado no Le Figaro.

Mas não há por que se desesperar. A França ainda é a líder em exportação por faturamento com 6,7 bilhões de euros contra 4,4 bilhões da Itália. O crescimento de Espanha e Itália é sustentado por vinhos de mesa de baixo valor. A oferta de vinho francês é uma força para o futuro. Os consumidores ricos e exigentes irão privilegiar sempre os vinhos de maior qualidade, assegura o presidente de VINEXPO Xavier de Eizaguirre no Le Figaro.

No Brasil França cresce acima da média

No Brasil olhando os recentes números de 2008 segundo o consultor Adão Morelatto a França ocupa a quinta posição em volume, mas a primeira em vinhos tranquilos considerando se o preço médio do litro, que atingiu 6,78US$. A França aumentou suas exportações para o Brasil em 183,04% em 4 anos. Em 2008 obteve o maior crescimento ao lado da Itália, mesmo ficando ainda num distante 5º lugar com 4,54% em volume e 9,81% em valor.
Morelatto totaliza as exportações adicionando os espumantes e a classificação muda. Já que a França é líder em valor e assumiu este ano a liderança (aqui cito a UVIBRA dados até setembro 2008) também em volume.

1º - CHILE: US$ 50.972.837,00 - 27,47%
2º - ARGENTINA: US$ 40.448.796,00 - 21,80%
3º - ITÁLIA: US$ 28.840.437,00 - 15,54%
4º - FRANÇA: US$ 26.994.721,00 - 14,55%
5º - PORTUGAL: US$ 23.905.417,00 - 12,88%
6º - ESPANHA: US$ 7.202.831,00 - 3,88%

TOTAL: US$185.531.633,00 = 96,12%


Languedoc
Checando os dados do lado da Adouane (Receita) francesa, temos que em 2007 os vinhos de denominação de origem (AOC) do Languedoc Roussillon, de maior valor agregado, e de maior qualidade, tiveram um crescimento de volume de 112,25% e de valor de 86,63%. Enquanto que os vinhos de mesa, menor qualidade, tiveram queda de 26,91% de volume e de 18,77% em volume. Aguardamos 2008 para ver a performance do Sul da França no Brasil, mas com certeza cresceu acima da média francesa.


14.1.09

Itália passa França

Itália passa França e assume primeira posição como maior produtor mundial de vinhos.
Reflexo da pequena safra francesa e da retirada de pés de vinha? Foi a Itália que sofreu menos com o calor? Saiba tudo amanhã no Blog.

13.1.09

Sul da França eu recomendo. Parker e Robinson também.


O vinho é, por excelência, uma bebida do dia a dia, pelo menos aqui onde moro, no Languedoc, Sul da França, e na nossa vizinha Itália. No Brasil, beber uma taça de vinho às refeições está se tornando um hábito saudável. O vinho também é confraternização e alegria. Nessas ocasiões, quando grupos de amigos se reúnem para uma comemoração vale a pena fazer uma seleção de vinhos que atendam as exigências do prazer, façam bonito à mesa e não esvaziem sua carteira. Afinal, nada mais triste do que beber um vinho e se sentir enganado. Enganado no sentido de que se pagou caro demais pelo prazer obtido. Este engano pode se dar com vinhos da Toscana, Piemonte, Bordeaux, Borgonha ou Vale dos Vinhedos. O vinho vale o prazer que lhe dá, é sua escolha e seu gosto. No entanto, o tempo aprimora as escolhas e ensina a desfrutar todas as sutilezas dos vinhos.
Se você quer fazer bonito servindo um bom vinho francês, elegante, frutado, com taninos bem domados e equilibrado, ou mesmo espumantes de bolhas delicadas capazes de rivalizar com os melhores champagnes, sugiro a descoberta do Languedoc Roussillon. A maior e mais antiga região produtora da França vive um grande momento de redescoberta, inclusive na Europa. Seus vinhos, que até os anos 60 eram de baixa qualidade, sofreram uma grande transformação desde os anos 70 até os dias de hoje.
A erradicação da casta aramon e a retirada dos pés de carignan da planície, estes ainda existem nas encostas, onde dão excelentes vinhos. A volta da mediterrânea syrah, a chegada da chardonnay, merlot, cabernet, e outras cepas de qualidade deram um novo impulso à região. Junte-se a isto um rendimento extremamente baixo, o menor da França, melhoria nos métodos de condução dos vinhedos e vinificação moderna que recolocaram a região entre as preferidas dos franceses. A pouca notoriedade faz com que os vinhos sejam vendidos pelo seu preço real e não pela fama da marca. Os principais críticos mundiais, como o americano Robert Parker, os ingleses Oz Clark e Jancis Robinson têm recomendado entusiasticamente os vinhos do Sul da França.

12.1.09

Qual a melhor opção: cápsula de rosca ou rolha?


Se no mercado mundial a rolha está presente em 17 bilhões de garrafas a cápsula de rosca já pode se orgulhar de atingir a espantosa marca de 3 bilhões de garrafas. Na Nova Zelândia quase todos os vinhos são engarrafados desta forma e na Austrália 2/3 da produção. É verdade que estes países são menos apegados às tradições que os do velho continente. Mas os que utilizam a rosca possuem motivos técnicos para defendê-la. Segundo o basco Joel Elissalde, da cave Despagne, esta "permite guardar melhor os aromas e ao contrário do que dizem permite um bom envelhecimento do vinho. Hoje 20% da nossa produção é com cápsula de rosca. Em alguns lotes tínhamos até 8% de vinhos com o defeito do gosto de rolha (bouchonées), por isto a troca", afima Elissalde.
Os vinhos jovens, a serem bebidas em até 3 anos, devem mudar para a cápsula de rosca ou para a rolha sintética. Já os vinhos que exigem um envelhecimento maior continuarão a usar a suas boas e longas rolhas. No Brasil alguns Vin de Pays d’OC como o varietal, Reserve Saint Martin Pinot Noir, importado pela Nunes Martins já utiliza a rosca com sucesso.

9.1.09

Arte em um Bag in Box












O Bag in Box, BIB, ainda não pegou no Brasil. Infelizmente. Mas na França seu sucesso levou o Château Puech Haut, do Sul da França, a lançar desde ano passado uma série personalizada de seus BIBs. Pintados por artistas renomados e em forma de barrica eles conferem classe e charme a esta apresentação.
Os pequenos containêrs de 5 litros são em séries limitadas e até o momento 120 artistas participam da aventura, dentre eles Di Rosa, Calvet e Marc Guyot. Os BIBs viraram peças de coleção de aficionados. Arte e vinho caminham juntas no Languedoc Roussillon. Resta ver se Vincent Kieffer, da KB-Vinrose, importadora do Puech Haut no Brasil tem planos de trazê-los.
Quem sabe este ano o BIN emplaca no Brasil?

6.1.09

Alerta de José Augusto Saraiva, sócio da importadora Vitis Vinifera

Publico hoje um alerta do José Augusto, que retrata a insegurança para o investimento dos importadores em 2009 e a tentativa de criação de uma reserva de mercado para os vinhos do Mercosul no Brasil. Em defesa da livre concorrência quero que os consumidores escolham o que querem beber em condições similares de concorrência. Esta proposta fere mesmo os acordos internacionais da OMC. Um assalto ao bolso e ao prazer do consumidor.
Rogerio Rebouças

Prezados amigos do vinho

os tambores de guerra soam também por aqui.

Em sua recente reunião do dia 12 de dezembro, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Viticultura, Vinhos e Derivados revelou uma estratégia comum de produtores de vinho e orgãos governamentais que coloca em sério risco a oferta e os preços de vinhos importados no Brasil. Vejam a seguir um resumo das propostas apresentadas:

A) Impostos
Desejam estabelecer uma taxa de aproximadamente R$ 5,00 por garrafa de vinho importado para substituir a cobrança do Imposto de Importação. Durante a discussão do tema, circulou a informação de que "alguns ministros não gostam ou não aceitam a idéia" e preferem manter a cobrança de um percentual, indicando que o mesmo deveria ser aumentado dos atuais 27% para 55% (isso mesmo, mais de 100% de aumento no Imposto de Importação).

B) Burocracia

Além de outras propostas, querem que:

1.os rótulos de vinhos importados contenham, em português, a classificação do vinho (por exemplo "vinho tinto seco"). Informação essa que já é obrigatória no contra-rótulo. Isso seria um desastre pois os pequenos produtores de vinhos extraordinários jamais poderiam criar um rótulo diferente para vendas de pequenas quantidades.

2.as garrafas ganhem um selo fiscal. Outra providência exorbitante uma vez que os impostos são cobrados enquanto as mercadorias encontram-se sob a guarda da Receita Federal. Isso obrigaria a que cada caixa fosse aberta no porto e os selos fossem aplicados individualmente. Podem imaginar o custo dessa operação?? Conhecendo a agilidade dos portos brasileiros, imaginam o tempo que isso ia exigir?

3. não seja aprovada a proposta do Ministério da Agricultura de abolir a retirada de garrafas para amostra, de acordo com um novo procedimento que viria a ser implantado visando a simplificação dos procedimentos de análise do vinho


Como podem ver, nenhuma das propostas favorece o consumidor. Todas implicam em aumento de custos, seja por via direta de impostos ou indireta de custos operacionais.

Creio de devemos levantar a voz contra essas mudanças.

Com a palavra, os consumidores.

Abraços


José Augusto Saraiva

5.1.09

Comprar vinho em supermercado não é pecado


Publicado originalmente no guia JB Vinhos do Jornal do Brasil

Pela primeira vez o Concurso de Melhor Sommelier da França, realizado em Perpignan, no Languedoc, teve duas mulheres na semifinal: Pascaline Lepeltier, compradora de vinhos do Rouge Tomate, de Paris, e Julie Dupouy, do The Mill, na Irlanda. Pascaline chegou à grande final onde se sagrou vencedor Manuel Peyrondet, do parisiense Taillevent. Este fato é um retrato final da mudança do perfil do consumidor na França.
Quando a mulher começou a ir às compras e escolher o vinho da casa o consumo mudou. Num passado não muito distante o consumidor francês se considerava, com ou sem razão, um especialista e escolhia seus vinhos baseado no prestígio das diversas Denominações de Origem Controlada (AOC - Appelation d'Origine Contrôlée). Hoje as mulheres e uma nova geração de compradores possuem uma abordagem mais intuitiva no momento da compra. O que exige uma clareza maior das informações sobre o vinho e sua harmonização.
Grandes marcas de vinho acolheram esse novo cliente e criaram variedades mais fáceis de entender e com sabores que pouco variam de safra para safra. Se por um lado é uma padronização de vinhos e gostos, de outro é uma porta de entrada suficientemente ampla para receber os novos consumidores e ampliar o mercado. Este segmento é composto notadamente de varietais e de AOCs básicos, de boa qualidade, bons preços e feitos para o dia a dia.
Mas vinho é paixão. Se as moças conseguiram chegar às finais do Concurso foi por serem, antes de tudo, apaixonadas por vinho. E o francês, conhecido por ser pão duro, é apaixonado por fazer grandes barganhas. Muitas vezes me aconteceu de tomar um belo vinho na casa de amigos e este me contar que pagou uma ninharia num supermercado. O francês faz questão de dizer que pagou pouco e que foi econômico. Talvez a escassez e a penúria dos tempos de guerra tenham ficado no inconsciente coletivo.
Comprar vinho em supermercado não é pecado. Foi-se o tempo em que os supermercados não possuíam uma boa seleção de vinhos, adegas centrais de estocagem, compradores especializados e profissionais preparados para orientar o cliente. No Hexágono, outra maneira de chamar a França, Michel-Edouard Leclerc, diretor geral da E.Leclerc, uma das maiores redes de supermercados, lançou o Foire aux Vins, literalmente feira do vinho, nos anos 80, hoje uma instituição nacional. Todos fazem sua feira, mesmo as melhores delis, empórios e sites especializados. Uma grande seleção de vinhos é colocada em promoção. São lançamentos, vinhos de prestígio, final de estoque e, claro, encalhes. No Brasil o supermercado carioca Zona Sul foi o primeiro a implantar, este ano, o conceito, com imenso sucesso. Lançou o encarte com o título de Festival do Vinho e promoveu dezenas de vinhos de importação exclusiva. O consumidor percebeu que a oferta era verdadeira e foi às compras. Cinquenta mil garrafas vendidas em apenas uma semana. O Festival veio para ficar.
O próximo passo para os melhores supermercados brasileiros é ir aos leilões de "vin primeur" (compra de grandes vinhos antes destes serem engarrafados) de Bordeaux, Borgonha e Limoux. Comprar produtos exclusivos, de alto nível e a melhores preços. Como faz há alguns anos o E.Leclerc, hoje o maior comprador de primeur de Bordeaux. Afinal, o mercado brasileiro está maduro para esta ousadia.

23.12.08

Férias de Natal

Férias de Natal

O Blog entra de férias e volta com força e vigor no dia 5 de janeiro.

20.12.08

Casal Sarkozy recebe no MAM com Crémant de Limoux


Carla Bruni Sarkozy chegam ao Brasil em visita oficial.


A recepção que Nicolas Sarkozy e Carla Bruni-Sarkozy oferecem à comunidade francesa no Brasil será no MAM. Local emblemático, pois muito perto da Ilha de Villegagnon, França Antártica, tentativa francesa de conquista do Brasil na época colonial. Na época os “huguenotes”, protestantes, chamavam nosso Pão de Açúcar de "pote de manteiga" devido a sua forma. Pelo visto o nome não pegou.

Na ocasião será servido o brut Crémant de Limoux Grand Cuvée 1531 da Aimery, vendido apenas no empório carioca Zona Sul. Ano passado este espumante do Languedoc foi eleito pela revista Stern, na Alemanha, o sexto melhor do mundo, perdendo apenas para algumas poucas e excepcionais champagnes. A seleção foi do chef Roland Villard responsável pelo cocktail presidencial. Afinal, Roland como Embaixador do Sul da França no Brasil não poderia fazer melhor escolha.

17.12.08

Sucesso para o novo Guia JB de Vinhos





Chega amanhã nas bancas o Guia JB de Vinhos. Um golaço do craque Alexandre Lalás que há alguns anos tenta lançar uma revista de vinhos no mercado. Consegue junto com o JB e de cara terá a maior tiragem do mercado. Encartada mensalmente no tradicional matutino carioca e na austera Gazeta Mercantil. O Guia poderá também ser encontrado nas boas bancas de jornal e em empórios e delis pelo Brasil a fora. O forte da revista, como da sua coluna, são as degustações de vinhos.
Vá correndo comprar o seu. Sucesso.

15.12.08

Como servir seu brut

Da esquerda para a direita a melhor taça para servir e apreciar seu brut: tulipa, flute e coupe.


Vão chegando as festas de final de ano e muitos se perguntam como servir o brut ? Brut é também outra maneira de chamar o vinho espumante ou efervescente. Aqui no Sul da França é Crémant ou Blanquette de Limoux e seu descendente mais famoso é o Champagne. Todos devem ser servidos bem gelados em torno de 6 a 8 graus. Quanto mais novo o seu brut mais gelado. Um brut safrado ou maduro pode ser servido entre 8 e 10 graus.

Para que sua garrafa seja servida na temperatura ideal coloque-a 15 a 20 minutos antes num balde com gelo e água, adicione um pouco de sal grosso, como fazem os profissionais, para que gele mais depressa. Se você não tiver balde coloque seu brut na parte inferior da geladeira 3 ou 4 horas antes dos convidados chegarem. Evite o congelador, mas em caso de urgência não deixe que passe de 45 minutos. Se congelar vai ficar muuuuito ruim.

Qual a taça ideal para o serviço? A melhor não é a antiga e charmosa “coupe” mas, pela ordem, a taça em forma de tulipa e a“flute” tradicional. Evite as taças de design esquisito que andam à venda. A “coupe” faz com que os aromas se dispersem muito rapidamente. A tulipa por sua forma mais fechada nas bordas retém por maior tempo os delicados aromas de seu espumante.

12.12.08

Poda de inverno



O velho ditado dos viticultores nos ensina qual o momento ideal para a poda. Desde a queda das folhas em novembro até março antes da brotação (débourrement) em abril as videiras devem estar podadas. É que no momento da poda a videira chora, este choro é rico em açúcares e ácidos e aumenta a sensibilidade da planta à geada, por isso o corte deve ser oblíquo e em sentido oposto ao broto para não molhá-lo, pois molhado e caindo uma geada este morreria. Em março com o clima mais ameno, ela vai parar de chorar mais rápido, vai secar, cicatrizando o corte e oferecendo menos risco de contrair doenças. Nem sempre é possível realizar a poda em um só mês, sobretudo se o vinhedo é grande. O viticultor procura sempre deixar para março a poda das melhores parcelas, isto é, daquelas que darão os melhores vinhos.

8.12.08

Até o WSJ vende vinhos nos EUA

O filão da venda do vinho pela internet não para de crescer. Ano passado 7% da venda de vinhos nos EUA foi feita pela internet. Com a crise a tendência é que este percentual aumente. Explico. O custo de distribuição nos EUA gira em torno de 50% do preço do vinho e a retirada de um elo desta corrente pode representar a economia para o consumidor de 20% a 35%. Com este raciocínio e tendo um grupo de leitores cativos de alto poder aquisitivo o Wall Street Journal lançou o seu site de venda de vinhos- www.wsjwine.com
O curioso é que ele coloca os vinhos do Languedoc Roussillon como sendo do Midi. Midi designa a região sul do país, como o Mezzogiornona na Itália. Mas não possui um significado maior no que concerne a regiões vitícolas. No site encontramos três vinhos do Languedoc Roussillon: Mas de Daumas Gassac reserva tinto, Vin de Pays d'Oc e Blanc Neuf La Bastide, Vin de Pays d'Oc e o Château Portal Minervois, como diz o nome um AOC Minervois. Uma pequena amostra da região, porém representativa de sua qualidade.
Esta seleção mostra grandes vinhos sendo dois VDP, isto é, que possuem um corte diferente do autorizado para a região para serem classificados como AOC. No entanto o rendimento e o método de condução lhes garantiriam as condições para de AOC. Na boca então nem se fala, são excelentes. Na boca então nem se fala, são excelentes. Quem sabe a Gazeta não lança seu site de vendas?