7.12.07

A origem do aroma floral nas castas aromáticas - parte II

O outro ângulo abordado no estudo foi o papel das leveduras no que concerne aos componentes aromáticos. É bem verdade que ela é incapaz de sintetizar aqueles compostos, mas é sabido que as leveduras comerciais têm um papel na valorização do potencial dos terpenóis aromáticos nos bagos da uva.
Estes componentes aromáticos estão presentes de forma livre ou combinados aos glucídeos, na gewurztraminer a essência do geraniol está presente sob forma glicosada, sem odor no mosto da uva, será na fermentação e na maturação do vinho que os aromas irão se desenvolver. Algumas leveduras específicas podem ter um papel relevante no aumento da concentração de geraniol e do linalol segundo os estudos de Francis Karst e Marc Fischer Université Louis Pasteur/INRA.

6.12.07

A origem do aroma floral nas castas aromáticas

A degustação de vinhos brancos aromáticos teve como conseqüência a definição de suas características enquanto aromas florais. A questão da tradução da especificidade de cada cepa em termos de análise sensorial útil ao degustador e em termos bioquímicos compreensível para os cientistas levou a estudos que se iniciaram no Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica, INRA, em 1980.
Foi então determinado que aromas florais típicos de certos vinhos como o gewurztraminer é em parte devido a forte presença, 0,2mg/l, de um monotepernol chamado geraniol enquanto que o muscat, um dos vinhos ícones do Sul da França, contém 0,3 a 0,5mg/l da mesma substância e 0,4 a 0,5 de outro monotepernol o linalol.
A questão é que apenas algumas castas sintetizam em quantidades apreciáveis estes compostos de carbono. O fazem graças a uma enzima da família da terpena sintetizadora.
Entender a origem dos aromas nos leva a bioquímica ou se preferirem à química dos carbonos. É por causa da capacidade de síntese desta enzima, que vai ser encontrada em doses muito maiores no manjericão, que a muscat e a gewurztraminer são as castas mais aromáticas. Amanhã falamos das leveduras e seu papel na definição dos compostos aromáticos.
Baseado na pesquisa realizada por Francis Karst e Marc Fischer Université Louis Pasteur/INRA.

4.12.07

Degustando amostras "brut de cuve" nos Corbières


Estive na última semana na Cave de Rocbère, em Portel des Corbières, no Languedoc. Participei de uma degustação de umas quinze amostras de vinhos (brut de cuve) da safra 2007 da vinícola. Eram das castas carignan e grenache duas das mais importantes para se produzir um bom Corbières. Estavam presentes o diretor geral Henri Forgues, o enólogo e o gerente da adega. Um exercício interessante, pois o brut de cuve é um vinho que não está pronto, que ainda vai ser assemblado e dará origem ao vinho final. É neste momento que se define o corte. Sabíamos que as uvas chegaram à cooperativa em excelente estado fenológico e sanitário, mas até ela se tornar vinho há uma boa distância a ser percorrida. Que agradável surpresa a millésime 2007 algumas das amostras faziam crer que o vinho estava pronto para beber. Podem esperar ansiosos, pois os tintos de 2007 no Corbières e o Grand Opéra em particular serão excepcionais como foram na colheita de 1998. Um grande ano para o Sul da França.

30.11.07

Lançada em Paris a denominação AOC do Languedoc

Bernard Devic é presidente de Sud de France e diretor geral do grupo Val d'Orbieu foi um dos responsáveis por este lançamento.



Foi lançada no último dia 22 em Paris a denominação AOC do Languedoc que passa, agora, a estar disponível nas prateleiras. Graças ao esforço dos grandes "players" do Languedoc Skalli, Jeanjean, Castel, Val d’Orbieu, UCCOAR…, as garrafas dos AOC do Languedoc estarão no mercado francês a partir deste final de ano. Uma bela conquista dos produtores locais que almejavam uma apelação genérica de toda a região. Vale lembrar que para ter este status o vinho deve respeitar uma lista de critérios organolépticos já aprovados. Agora o Sul da França possui duas grandes marcas regionais o Vin de Pays d'Oc, o top em se tratando de vinho regional, e o AOC do Languedoc.
O risco é que todos os AOCs das demais denominações, Corbières, Faugères, Fitou, Minervois,... que não sejam de bom nível se transformem em AOC do Languedoc. Vale conferir esta boa iniciativa.

27.11.07

USB Wine é video direto no seu micro. Baixe agora mesmo seu inho do Languedoc.


Seus problemas acabaram. Chega de vinho caro. Agora direto do Blog do Sul da França você pode baixar diretamente no seu micro os melhores vinhos franceses a preço de château, isto é, preço de fábrica. Por enquanto estamos fornecendo apenas vinhos "nacionais" em francês, mas não se desespere com a USB WINE você vai beber, digo, entender tudinho. É fácil. Seus problemas acabaram. Seu Creysson fez escola. Parabéns ao site 1 jour 1 vin pela peça publicitária. Duca.

A paisagem mudou no Languedoc.






Nas fotos um vinhedo da denominação Corbières a 100 metros do rio Aude, encoberto pelas árvores, que separa o terroir de Minervois do Corbières.





No outono as folhas adquirem um colorido esplêndido que vai do amarelo ao vermelho do verde ao marrom. Este caleidoscópio dionisíaco balança ao sabor dos ventos Tramontana, do norte, e Marin, do mar Mediterrâneo. Balança, balança até que cai. Quando voltei do Brasil, logo após o Festival do sul da França, peguei os últimos dias desta efêmera beleza. Hoje as folhas caíram e a poda de inverno campeia nas parcelas de vinha do Languedoc-Roussillon. Um pouco cedo? Pudera, enquanto chove em toda a França aqui faz sol e venta, vento forte de 70 a 90 km/h. A opção é chuva ou sol com vento. São Pedro já decidiu. Amanhã falamos da nova safra, a de 2007.

26.11.07

Foie gras combina com muscat.

O frio vai chegando e as promoções de alimentos típicos de final de ano também. No Natal e Réveillon se consome muito foie gras, fígado gordo e peito de pato, o magret de canard. Produtos caros, especialmente o primeiro. O foie gras não tem nada de patê. Pode ser vendido fresco, o top, o que raramente se encontra no Brasil, mi-cuit, semi-cozido, excelente e também raro no Brasil. Há também em bocal de vidro, embalado a vácuo, bastante bom ou em conserva. Esta pode ser em bloco, com pedaços ou inteiro.
Delicioso e untuoso o foie gras combina idealmente com um bom vinho doce como um Sauternes, mas também e bem mais em conta com um vinho a base de uvas muscat como o Muscat de St. Jean de Minervois, Muscat de Frontignan ou um bom Crémant de Limoux. Aproveitei a Feira da Gordura, Foire au Gras, da cidadezinha de Olonzac, no Minervois, para ir às compras. Uma delícia.

23.11.07

Na foto Henri Forgues da Rocbère com promotora da Barrinhas no Real Astoria, Rio de Janeiro.



Henri Forgues, da Cave Rocbère, que iniciou as exportações para o Brasil em maio deste ano stem como objetivo passar de 20 mil garrafas em 2007 para 50 mil en 2008 e 80 mil em 2009, sendo 35% de vinhos AOC Corbières, 25% de varietais e os demais do VDP d'Aude Reserve de Beaulieu que caiu no gosto brasileiro. Para tornar realidade estes objetivos estará investindo junto com seu importador, Barrinhas, líder de mercado no Rio, 250 mil euros em ações de marketing nos próximos dois anos.

20.11.07

Vignerons de La Mediterranée quer ser líder de mercado no Brasil


Com faturamento líquido de € 58 milhões em 2005, uma produção de 26 milhões de garrafas, o que a torna a primeira engarrafadora do Languedoc, o maior vinhedo do mundo. Vignerons de La Mediterranée desembarcou este ano no Brasil e já tem grandes ambições.
Stéphanie Creyssels, gerente Américas, acredita "no potencial do mercado brasileiro, nos nossos parceiros importadores, confiamos na qualidade dos nossos vinhos e já percebemos a boa adaptação dos vinhos do Languedoc ao gosto brasileiro. Queremos a liderança de mercado entre os franceses nos próximos 5 anos.
Temos uma empresa diferente pois somos uma cooperativa de comercialização. Engarrafamos, distribuímos e exportamos os vinhos dos nossos 2000 produtores. São 85 "châteaux" e "domaines" (propriedades particulares) e 15 cooperativas de produção. Cada um com um perfil próprio e características qualitativas e de preço diferenciadas. Temos também duas marcas mundiais com peso significativo nos EUA, Europa e Japão a Cuvée Mythique e a St. Martin. Estas foram lançadas com grande sucesso durante o Festival de Sabores do Sul da França. Este ano exportamos 50 mil garrafas e em 2008 esperamos pular para 100 mil e 150 mil em 2009. Estamos investindo 350 mil euros em promoção e marketing com nossos parceiros, assegura.

19.11.07

Festival do Sul da França aquece vendas de vinhos franceses




Importadores, donos de restaurantes, supermercados, lojistas e produtores franceses estão felizes com o sucesso do Festival de Sabores do Sul da França que aconteceu na primeira quinzena de novembro no Rio, Búzios e Niterói. Foi um evento ganha-ganha pois os vinhos foram vendidos com preços promocionais, o que foi repassado para o cliente o que aumentou muito a frequência nos restaurantes e aqueceu as vendas nas lojas especializadas e nos supermercados participantes, assegura Robert Amalric diretor de Sud France organismo responsável pelo Festival.
Para Roland Villard Chef do restaurante Le Pré Catelan, no hotel Sofitel, não só o consumo de vinho foi muito bom como a ocupação do restaurante ficou bem acima da média. "Tivemos de prorrogar o menu do Festival para atender a demanda". Já para Humberto Cárcamo da Reloco, importador da renomada Cuvée Mythique, do Languedoc, as expectativas foram superadas " - Vamos ter de antecipar encomendas da linha Mythique para não faltar vinho do Languedoc no final do ano.

Segundo Rogerio Rebouças, organizador do evento, foram 5 importadores participantes, 46 restaurantes, as redes de supermercados Zona Sul e Mundial, as lojas especializadas em vinhos Daha Vinheira e Bottega Frolisi de Niterói, toda a rede Lidador, três hotéis do Rio, Sheraton Sofitel e Marina e dois de Búzios, La Borie e Pérola, com seus bares e restaurantes. Do lado Francês tivemos 7 produtores atuando diretamente. "A França conseguiu dar visibilidade à gastronomia de uma região que ainda é pouco conhecida no Brasil. O Languedoc é a pátria do Cassoulet e possui o maior vinhedo do mundo, mas nem todos sabem. Com o Festival procuramos dar um pouco mais de visibilidade a estes fatos", afirma Rebouças.

Sul da França é a maior região vitícola do mundo
Sud de France, a marca guarda-chuva dos vinhos do Languedoc-Roussillon, a maior região vitícola do mundo com 310 mil ha e uma produção de 16 milhões de hl tem projetos para o Brasil. Segundo Robert Amalric, diretor de Sud de France, "O Festival de Sabores do Sul da França teve como objetivo aumentar a visibilidade do Languedoc no Brasil. Afinal, produzimos 60% do vinho varietal e regional francês, 20% dos vinhos de denominação de origem e 33% do vinho francês vendido no Brasil, são 1,1 milhão de garrafas.
Hoje este vinho do Languedoc tem um perfil de vinho regional básico, o chamado primeiro preço, esperamos com esta e outras iniciativas ajudar aumentar a venda de vinhos de mais qualidade como os de Vin de Pays d'Oc (vinho regional d'OC, o melhor dos regionais) e varietais. Porém nossa maior ambição é incrementar a participação no mercado dos nossos vinhos de denominação de origem, os AOC - Corbières, Minervois, Limoux, Coteaux du Languedoc, que hoje respondem por apenas 5,6%. Estes vinhos são de excelente qualidade e de preço muito competitivo, afirma Amalric.
O Sul da França tem preço e qualidade para ser líder entre os franceses no Brasil, tanto em faturamento quanto em volume. Nosso objetivo a médio prazo é de ter a França num patamar equivalente ao de Portugal e Itália, para isto precisamos dobrar as nossas vendas. Depois teremos ambições mais ousadas", planeja Amalric.

15.11.07

Feira de Vinhos Sud de France - O Vídeo

Feira de vinhos do Sud de France lança no Brasil mais de 15 novos rótulos do Languedoc. No destaque do vídeo a Bulle Nº1, de Sieur d'Arques, um AOC Limoux, a denominação de origem do brut original e a degustação vertical do Grand Opéra, AOC Corbières.
Veja o vídeo de André Sztajn, da ProSol, e confira os melhores momentos.

14.11.07

Momentos do Festival de Sabores Sud de France - Avant Première do Sheraton

Valéria dos Santos do Gula Gula (à esquerda), Ana Rebouças da Arroba Comunicação e Vânia Osório da Nunes Martins prestigiaram a Avant première do Festival no Lounge bar 121 do Hotel Sheraton no Leblon. O Gula Gula já estuda a possibilidade de incluir os vinhos do Languedoc na sua carta.


Mike Taylor, do Forum de Enogastronomia (à esquerda), Rodrigo Leal do bistrô Montagu e Maíra Silva, da Dufry e seu noivo em roda animada com o brut Cuvée Imperiale, um AOC Blanquette de Limoux na noite da Avant première. A Dufry vende nas suas lojas a Bulle Nº1 de Limoux e o Montagu o pinot Noir, Resérve Saint Martin, um elegante Vin de Pays d'Oc.




Danusia Barbara, crítica de gastronomia da rádio CBN e nossa maior referência no assunto, compareceu na Avant première, no dia 4 esteve no jantar do chef Georges Rousset no Le Pré Catelan, e sentenciou: -" De fato está muito bom o Festival e o chef é uma simpatia, além de muito competente."


12.11.07

Paulo Nicolay comenta degustação vertical do Grand Opéra

O respeitado especialista em vinhos Paulo Nicolay comenta sobre a Feira de Vinhos do Sul da França e em especial a degustação vertical ( 88, 89, 90,...) do Grand Opéra um AOC Corbières. Confira mais este vento do Festival de Sabores do Sul da França.

9.11.07

Imagens do Festival Sud de France


Robert Amalric, Homero Sodré e Stéphanie Creyssels na SBAV durante degustação vertical de vinhos do Sul da França.
Chef Rousset com Leila depois da palestra na ABS Rio.












O Quarteto Fantástico do Festival Sud de France - Chef Georges Rousset, sentado, Chef Roland Villard à esquerda, Céline Satorres, adjunta de Rousset e Chef Dominique Guerin bamba dos doces.


Sucesso -Menu Sud de France é prorrogado no Pré Catelan até sábado.