Uma frente quente se instalou no Languedoc e a temperatura chega a atingir 38ºC, fácil. A garotada faz igual nos subúrbios do Rio e se refresca como pode. O fogo é outra presença constante no verão ontem foi em Caune-Minervois que um bosque de pinheiros ardeu. Mas as vinhas seguem bem pois suas raízes são profundas e buscam água até mesmo abaixo dos 50 metros. Como as chuvas na primavera e inverno foram generosas e o tempo está seco, o que diminuiu os ataques de mildio e oídio, até agora tudo vai bem com a safra 2009. Ou melhor com seu vinho de 2010.
1.7.09
Calor no Languedoc
Uma frente quente se instalou no Languedoc e a temperatura chega a atingir 38ºC, fácil. A garotada faz igual nos subúrbios do Rio e se refresca como pode. O fogo é outra presença constante no verão ontem foi em Caune-Minervois que um bosque de pinheiros ardeu. Mas as vinhas seguem bem pois suas raízes são profundas e buscam água até mesmo abaixo dos 50 metros. Como as chuvas na primavera e inverno foram generosas e o tempo está seco, o que diminuiu os ataques de mildio e oídio, até agora tudo vai bem com a safra 2009. Ou melhor com seu vinho de 2010.
20.6.09
Brasil é o segundo maior consumidor de vinho da América Latina
Um recente estudo sobre o consumo de vinho no Brasil publicado pelo IWSR (International Wine and Spirit Record) coloca o Brasil como o segundo país consumidor da América Latina, logo depois da Argentina. O consumo atual é de 326 milhões de litros e o IBRAVIN (Instituto Brasileiro do Vinho) prevê um crescimento de 13% até 2011 elevando o total para 369 milhões de litros. O consumidor brasileiro está buscando vinhos de melhor qualidade, o que tem feito aumentar a importação. Isto fez com que no período de 2002 a 2007 ocorresse um aumento de 220% no volume e de 300% em valor dos vinhos importados. Esta tendência também beneficiou o produtor brasileiro de vinhos finos.
A crise mundial afetou as exportações e alguns importadores, mas parece que tudo volta a entrar num ritmo normal. A Vinexpo que começa dia 21 em Bordeaux e reúne a nata dos produtores mundiais e com enorme presença dos produtores do Languedoc Roussillon, terá um expressivo número de importadores brasileiros presentes. Destaque para Casa Flora, Casa do Porto, Zona Sul, Cantu, Fasano e Santa Luzia. Afinal, o consumidor brasileiro começa a se voltar para a qualidade e a diversidade. Neste quesito o Velho Mundo ganha de goleada.
7.6.09
Beba vinho e viva mais cinco anos

3.6.09
Degustação de vinhos do Sul da França é sucesso em Salvador
Foi muito boa a receptividade do público baiano aos vinhos do Languedoc Roussillon, em Salvador, no evento da Adega Tio Sam, que se realizou no Trapiche Adelaide dias 1 e é de junho. Profissionais e amadores ficaram encantados com o espumante da Aimery e com seus varietais tranquilos. O Corbières Les Deux Rives teve amplo sucesso. Os vinhos tinham preço que oscilavam entre 29 a 54 reais para o consumidor. O destaque francês ficou por conta do Pinot Noir Vicomte de Coussergue. Uma agradável surpresa para os enófilos que esperavam um preço mais salgado. Os vinhos foram degustados em avant première e chegam ao Brasil em final de julho.
28.5.09
Brasileiro aprova o Vin de Pays. Vendas aumentam.
Os Vin de Pays do Languedoc Roussillon, maior vinhedo do mundo, responsável por 33% de todo o vinho francês, de 20% dos seus AOC e de 70% de seus Vin de Pays. Este é notadamente de varietais ou de duas castas, aumentam seus espaços nas gôndolas e prateleiras brasileiras. Num cenário global em que a França em 2008 aumentou suas vendas em valor e diminuiu ligeiramente em volume os vin de Pays vão na contra-mão, cresceram.
Vinhos fáceis de beber e de se entender. O nome das uvas vem escrito no rótulo, o que facilita a vida do consumidor brasileiro habituado a comprar vinho de casta, o varietal.
Um crescimento de 4% em volume dos Vin de Pays do Sul da França quando o conjunto francês recuou de 27379hl para 24662 hl em 2008. Os VDP (não confundir com vin de table) atingiram 5578 hl.
Lembro que Vin de Pays não é classificação exclusiva de vinhos baratos. Mas de Daumas Gassac e Cuvée Mythique são vinhos antológicos e ambos vin de pays, o primeiro do departamento do Hérault e outro d’Oc, a classificação mais alta e rígida dos Vin de Pays. Ambos já receberam excelentes notas de Parker, Jancis Robinson, Guide Hachette,...
Claro, Vin de pays, normalmente é um vinho do dia a dia. Como são bons os vinhos do dia a dia, como são conviviais, como são companheiros de grandes momentos entre amigos.
Se estes vinhos cresceram é por que chegaram nos últimos anos ao Brasil vinhos de qualidade, adaptados ao paladar brasileiro, sem renunciar a sua autenticidade. Hoje nos oferecem prazeres diferentes dos que estávamos habituados, notadamente os de Chile e Argentina.
Ouse. Deguste um vin de pays de excelente qualidade ou simplesmente inicie-se no mundo dos vinhos por esta bela porta de entrada que são os vinhos do Languedoc Roussillon. Descubra novas uvas, novos sabores e o estilo Mediterrâneo de beber vinho.
Aproveito para pinçar um comentário do craque Philippe Faure-Brac sobre os vinhos do Languedoc Roussillon: -“O novo é o Languedoc Roussillon, isso é extremamente importante. Porque o Brasil é um país que tem um olhar sobre o futuro, é a novidade que se encaixa nesta perspectiva. É um vinho de boa relação qualidade preço, com grande volume de produção... há uma grande variedade de castas, uma grande diversidade de gostos, um amplo espectro de preços. É um bom caminho para aprender sobre vinhos”.
17.5.09
Abaixo de cem pratas

Esse papo de dizer que vinho francês tem de ser caro é coisa do passado. A turma acordou. Primeiro foi a Provence, em seguida o Languedoc Roussillon (Sul da França) e agora Bordeaux. Em breve será a Borgonha. Champagne, representada pelas grandes marcas, vai muito bem, obrigada. O Brasil voltou a ser prioridade lá fora. Vai se levantar da crise antes dos americanos e europeus, se é que caiu. A vice ministra francesa do Comércio Exterior, na Expovinis, disse que a França pretende ter 10% do mercado. Vai ter de arregaçar as mangas, ainda falta dobrar de volume.
Se quero educar meu paladar e me iniciar nos vinhos com um orçamento limitado, como qualquer um que estuda, devo começar pelos clássicos, no caso pelas escolas tradicionais, a saber, França, Itália, Portugal e Espanha, em resumo, o Velho Mundo. Depois, só depois, irei ao Novo Mundo. Neste, por puro nacionalismo, vou primeiro de Brasil.
Com os clássicos bebo na fonte. Tenho a base para minha evolução e não preciso me restringir a uma só região, posso descobrir denominações, castas e terroirs que me farão viajar por estilos e abordagens distintas do vinho. Num aprendizado enriquecedor e diversificado.
No Velho Mundo não tem essa de ficar repetindo o mesmo bom vinho eternamente. Passeie na gôndola e pegue um vinho de Mâcon (Borgonha), um Saint Amour (Beaujolais), um Sancerre (Loire), um Fitou (Languedoc), um Grave ( Bordeaux) e descubra a diversidade, a elegância, a raça e a expressão da vinicultura francesa. Fique tranqüilo todos podem ser encontrados por menos de 100 reais.
Convido cada importador, representante ou simples consumidor que se encantou com um bom vinho europeu que diga qual foi seu vinho MUITO BOM, escala ABS, que custou menos de 100 reais.
Vou a atirar a primeira pedra como manda a Lei e mais algumas pra não dizer que conheço apenas um, a exceção, que comprova a regra.
Espumante: Bulle de Blanquette Nº1 da Sieur d’Arques no Duty Free por 16 US$, Crémant de Limoux Cuvée 1531brut da Aimery no Zona Sul, 38 reais, AOC Corbières Château Ribaute Cuvée François le Noir uns 80 reais, Bordeaux Château Grand Rivallon Saint Emilion Grand Cru102 reais, Cuvée Mythique Vdp d’OC branco na casa dos 60 reais, Château Etienne de Lauzes cuvée Yneka AOC Saint Chinian 100 reais, e muito mais.
24.4.09
A elegância do vinho
Outro dia entrevistei Olivier Poussier, melhor sommelier do mundo em 2000. Ele comentava, nas entrelinhas, o estilo do vinho francês que prima pelo equilíbrio da acidez com o álcool, delicadeza, precisão, em resumo, elegância. Palavras marcantes.
Em Limoux, no Languedoc, Poussier encontrou nos vinhos do terroir de Haute Valée toda a característica de um grande chardonnay francês. Onde tensão e expressão mineral se mostram plenamente. E não uma caricatura desta uva como existem tantas pelo mundo a fora.
Poussier é também o consultor de Lenôtre e Air France e foi voando que vi sua mais recente carta da business class. Desta vez o chardonnay da carta não era o de Limoux, mas o Saint-Véran do Château de Fuissé 2006, de JJ Vincent. Este borgonha é um retrato fiel de sua preferência. Frescor, fruta, mineralidade, untuosidade, equilíbrio, tudo de forma muito precisa.
Quando escolheu o tinto de Pessac- Léognan do Château Brown 2004 de Y. Mau, a mesma filosofia se transportou para Bordeaux. Este tinha um nariz expressivo e generoso, na boca redondo, aveludado, macio.e longo. Elegante.
21.4.09
Grandes Vinhos de Limoux pertinho de você

Um destes é o enólogo Alain Gayda, ex-presidente da União de Enólogos da França de (1998 a 2003) e diretor geral das Cave de Sieur d'Arques - Aimery, tida como a melhor cooperativa da França. Em 1980 ele chega como enólogo e começa a classificar as 3400 parcelas da denominação Limoux. Este enorme esforço permitiu, após alguns anos, dividir a denominação em quatro territórios: Autan, Oceânico, Alto Vale e Mediterrâneo. Cada um com características de clima, pedologia, topografia, inclinação e exposição ao sol bem definidas que são facilmente percebidas na boca.
Limoux é conhecida por seus espumantes e por seus vinhos brancos de uvas chardonnay que, necessariamente, segundo decreto da denominação, tem de ser vinificado e envelhecido em barris de carvalho. Destes 4 terroirs podemos encontrar nas lojas duty free dos aeroportos brasileiros o Toques et Clochers Autan, que recebeu medalha de ouro no I Concurso ABS de Vinhos Sud de France. Mas também o do terroir Mediterrâneo do Clocher La Gardie, vendido apenas no leilão de Toques et Clochers, arrematado em 2008 por Armando Martini da Casa do Vinho de Belo Horizonte. Um top, vinho para mais de 90 pontos. A versão blend, nas duas cores, dos 4 territórios chama-se Terroir de Vignes et de Trufes também vendida pela Casa do Vinho. http://www.casadovinho.com.br.

