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29.6.10
SBT no Languedoc
Durante o mês de abril o SBT fez uma série de reportagens sobre o Languedoc Roussillon. A viagem ao Sul da França aconteceu com o apoio de Sud de France e permitiu mostrar, pela primeira vez na TV brasileira, o leilão de Toques et Clochers, em Limoux. A reportagem filma as paisagens que inspiraram Matisse em Colliure, a milenar cidade medieval de Carcassonne e muito mais. São quatro vídeos, este é o primeiro.
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26.2.09
23.11.08
Mundial biô nasceu clandestino
Na véspera do Forum Internacional de Montpellier que reúne importadores convidados pela Região Languedoc Roussillon e produtores do Sul da França, acontece em Perpignan o Mundial Bio, o mundial do vinho orgânico. Quem lidera o evento é a Associação Interprofissional do Vinho Biológico do Languedoc -Roussillon, AIVB-LR. Fundada em 1991 ela reúne hoje 100 adegas privadas, 4 cooperativas e 7 empresas de distribuição (negociantes). A Federação tem como objetivo promover o vinho de origem orgânica junto ao consumidor, oferecer conselhos técnicos aos seus membros e de representação destes junto aos organismos públicos.
Thierry Julie, presidente da AIVB-LR nos conta que o primeiro salão Millésime Bio realizado em 1993 era um evento ultra confidencial, quase clandestino. Na época reunia meia dúzia de produtores do Languedoc-Roussillon e não tinha qualquer visibilidade. Era um salão feito para nossos amigos e clientes alemães. Estes tinham uma demanda constante por vinhos orgânicos. Com o passar dos anos se juntaram aos alemães os belgas, ingleses, suiços e americanos. Hoje temos asiáticos, cada vez mais numerosos que visitam o salão. A grande distribuição francesa (supermercados) comparece mais por curiosidade, uma pena, conclui Julie.
No Brasil começamos a ver os vinhos biô nos restaurantes e lojas especializadas.
Thierry Julie, presidente da AIVB-LR nos conta que o primeiro salão Millésime Bio realizado em 1993 era um evento ultra confidencial, quase clandestino. Na época reunia meia dúzia de produtores do Languedoc-Roussillon e não tinha qualquer visibilidade. Era um salão feito para nossos amigos e clientes alemães. Estes tinham uma demanda constante por vinhos orgânicos. Com o passar dos anos se juntaram aos alemães os belgas, ingleses, suiços e americanos. Hoje temos asiáticos, cada vez mais numerosos que visitam o salão. A grande distribuição francesa (supermercados) comparece mais por curiosidade, uma pena, conclui Julie.
No Brasil começamos a ver os vinhos biô nos restaurantes e lojas especializadas.
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22.10.08
Francês adora AOC bom, barato e prefere tintos
Hoje analisaremos o gráfico de consumo dos vinhos AOC (VQPRD), denominação de origem controlada, produzido por Viniflhor Infos, em outubro, edição número 157. A série histórica nos mostra a evolução do consumo da campanha de 1999/2000 até a de 2007/2008. Lembro aqui que tal qual nos campeonatos de futebol as temporadas compreendem dois anos e vão de verão a verão, isto é, de colheita a colheita.
A primeira leitura que fazemos é que na faixa abaixo de 2€ os AOCs enfrentam a concorrência direta dos vinhos regionais (Vin de Pays -VDP) e vinhos de mesa (Vin de Table - VT). Neste segmento em relação à campanha anterior há uma queda no consumo de 4,8%. De 3,50€ a 2€ ocorre uma quase estabilidade do consumo e na faixa superior dos vinhos, acima de 3,50€, há um incremento na escolha do consumidor de 4,6%. Os lares franceses quando realmente querem um bom vinho buscam um AOC. 68,2% dos lares optam por um AOC quando o preço é superior a 2,50€ o litro. Realmente é a partir desta faixa de preço que começaremos a encontrar vinhos bons na categoria. De 4€ a até 6€ é a maior faixa de consumo para os AOCs. Neste segmento de preço encontraremos vinhos muito bons com preços bem abordáveis. É aqui que o francês pratica seu esporte preferido descobrir, escolher e comprar um vinho muito bom por um preço razoável. Achar pechinchas é um esporte nacional.
Se a quantidade de AOC comprado está em recuo de 3,8% ou seja de 2,28 litros por lar, por outro lado o preço médio subiu de 7,3% e este é de 4,09€ o litro.Os AOCs representaram 53,3% do volume total dos vinhos comprados pelos lares franceses, nos circuitos de distribuição tradicional, excetuando os consumidos no local, como restaurantes e bares. Representando em valor 73% das vendas de vinhos tranquilos. Os tintos são 64%, os brancos 20% e os rosados 16%. A queda dos rosés este ano se deve, sobretudo a questões meteorológicas. O verão fraco não ajudou a estimular o consumo.
Aqui vale lembrar como o rosado é bem adaptado ao clima do Brasil com seu longo verão. É certo que as vendas cresceram nos últimos anos a na terrinha, mas com o longo verão tropical o seu consumo deveria ir às alturas e brigar mesmo com as cervejas.
Amanhã tem mais.
A primeira leitura que fazemos é que na faixa abaixo de 2€ os AOCs enfrentam a concorrência direta dos vinhos regionais (Vin de Pays -VDP) e vinhos de mesa (Vin de Table - VT). Neste segmento em relação à campanha anterior há uma queda no consumo de 4,8%. De 3,50€ a 2€ ocorre uma quase estabilidade do consumo e na faixa superior dos vinhos, acima de 3,50€, há um incremento na escolha do consumidor de 4,6%. Os lares franceses quando realmente querem um bom vinho buscam um AOC. 68,2% dos lares optam por um AOC quando o preço é superior a 2,50€ o litro. Realmente é a partir desta faixa de preço que começaremos a encontrar vinhos bons na categoria. De 4€ a até 6€ é a maior faixa de consumo para os AOCs. Neste segmento de preço encontraremos vinhos muito bons com preços bem abordáveis. É aqui que o francês pratica seu esporte preferido descobrir, escolher e comprar um vinho muito bom por um preço razoável. Achar pechinchas é um esporte nacional.
Se a quantidade de AOC comprado está em recuo de 3,8% ou seja de 2,28 litros por lar, por outro lado o preço médio subiu de 7,3% e este é de 4,09€ o litro.Os AOCs representaram 53,3% do volume total dos vinhos comprados pelos lares franceses, nos circuitos de distribuição tradicional, excetuando os consumidos no local, como restaurantes e bares. Representando em valor 73% das vendas de vinhos tranquilos. Os tintos são 64%, os brancos 20% e os rosados 16%. A queda dos rosés este ano se deve, sobretudo a questões meteorológicas. O verão fraco não ajudou a estimular o consumo.
Aqui vale lembrar como o rosado é bem adaptado ao clima do Brasil com seu longo verão. É certo que as vendas cresceram nos últimos anos a na terrinha, mas com o longo verão tropical o seu consumo deveria ir às alturas e brigar mesmo com as cervejas.
Amanhã tem mais.
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21.10.08
Francês sem grana bebe vinho espanhol e italiano
Estudo realizado por Viniflhor, Oficio Nacional Interprofissional de Vinhos, Frutas, Legumes e Horticultura, e publicado neste mês de outubro sob o nº157- Viniflhor Infos-, mostra uma série de estatísticas sobre produção e consumo de vinho na França região por região. Trago hoje uma delas que mostra o consumo do vinho na França por faixa de preço e por tipo de vinho.
O que salta primeiro aos olhos é que existe uma categoria de vinhos abaixo de 1€, o que daria no câmbio da semana R$ 2,80, o litro. E como com o custo França não tem mágica nesta faixa de preço aparece com destaque o vinho estrangeiro. Isso mesmo 24% dos vinhos mais baratos consumidos na França são vinhos em geral da Espanha e Itália. Quase não se encontra vinho AOC (VQPRD) nesta faixa de preço. Este é o segmento típico do vin de table, um vinho muito popular, às vezes vendido em garrafão. Mas não confunda com o garrafão brasileiro este aqui da França é proveniente de uvas viníferas e não de uvas de mesa.
Outro dado interessante é a força do vin de pays (VDP), o vinho regional, nos segmentos mais baratos, mesmo quando o preço ultrapassa os 2€ sua presença é forte e os vin de table tendem a sumir. Lembre-se vin de pays não é sinônimo de vinho ruim, está muito mais para varietal, vinho de consumo diário e fácil de beber. Mas o que também se vê é que os AOCs ganham espaço em todas as faixas acima de 1,5€. Digo mais, num "hard discount" e mesmo num grande supermercado dá para comprar AOCs simples e corretos nesta faixa de preço. Neste caso eu prefiro um VDP, vai ser mais recompensador. Isto se vê também no Brasil com os vinhos franceses. Exemplo os varietais franceses vendidos no Zona Sul do Rio, Super Nosso de BH e mesmo no Pão de Açúcar que não é um especialista apesar da origem francesa. Acima dos 3,5€ uma faixa quase exclusiva dos AOCs. O segmento alto tem dono na França, diferentemente do Novo Mundo.
O vinho é simples e belo como um gol de bico
O mais interessante de toda a tabela é que o francês bebe vinho barato. O brasileiro muito influenciado por modismos e outras ondas fica buscando vinho caro. Como diria Machado de Assis em seus contos Fluminense "a felicidade pode estar num par de botas". Não precisa ser um iate ou um Grand Cru Classé. O vinho é democrático e pode e deve caber no bolso de todos. É o companheiro ideal de uma refeição, mesmo caseira, de um papo entre amigos e de encontros amorosos. Vinho é alegria, festa, congraçamento e simplicidade. Simples e belo como um gol de bico.
Amanhã publico e comento outra tabela.
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20.10.08
Resultado oficial do I CONCURSO ABS RJ DE VINHOS DO SUL DA FRANÇA
No dia 06 de outubro passado, segunda-feira, a ABS RJ realizou com êxito no Hotel Sheraton, a convite da Comissão Organizadora do Festival Sabores do Sul da França, o I Concurso de vinhos do Sul da França.
Foram inscritos 40 exemplares entre brancos, rosados e tintos, de diversas importadoras.
O juri foi formado por Euclides Penedo Borges, Ricardo Farias, Fernando Miranda e Luiz Malzone, pela ABS RJ, e pelos senhores Alexandre Lalas (Jornal do Brasil), Rodrigo Leal (Bistrô Montagu), Joseph Morgan Jr. (convidado, instrutor da ABS) e Didú Russo (jornalista, apresentador de televisão, São Paulo). As degustações foram realizadas às cegas e os vinhos identificados a posteriori com base no número indicativo de cada amostra. Devido ao grande número de exemplares, os tintos passaram por uma seleção prévia, às cegas, na sede ABS RJ, no Flamengo.
O juri agraciou os vinhos seguintes nas categorias Tintos, Rosados, Brancos e Custo-benefício (menos de R$ 40,00):
Foram inscritos 40 exemplares entre brancos, rosados e tintos, de diversas importadoras.
O juri foi formado por Euclides Penedo Borges, Ricardo Farias, Fernando Miranda e Luiz Malzone, pela ABS RJ, e pelos senhores Alexandre Lalas (Jornal do Brasil), Rodrigo Leal (Bistrô Montagu), Joseph Morgan Jr. (convidado, instrutor da ABS) e Didú Russo (jornalista, apresentador de televisão, São Paulo). As degustações foram realizadas às cegas e os vinhos identificados a posteriori com base no número indicativo de cada amostra. Devido ao grande número de exemplares, os tintos passaram por uma seleção prévia, às cegas, na sede ABS RJ, no Flamengo.
O juri agraciou os vinhos seguintes nas categorias Tintos, Rosados, Brancos e Custo-benefício (menos de R$ 40,00):
TINTOS
Ouro 01 - Château de Ribaute 2003 Charles Cros - Importadora Barrinhas
Ouro 02 - Château La Bastide Cuvée L'Optimée 2004 - Importadora Decanter
Prata 01 - Château de Erles Fitou 2003 Jacques et François Lurton - Importadora Zahil
Prata 02 - Cuvée Kermès Domaine de Galtier 2002 Jean et Lise Carbonne - Importadora Taste-Vin
Prata 03 - Château Puech Haut Rouge 2004 - Importadora Cilomex- KB Vinrose
Bronze 01 - Domaine Monplezy Felicité 2004 - Importadora Maramar
Bronze 02 - Moulin de Ciffre Saint Chinian 2003 - Importadora Taste-Vin
Bronze 03 - Château des Aveylans Templiers Rouge 2005 - Importadora Casa Flora
Bronze 04 - Marselan Charles Cros 2006 - Importadora Barrinhas
Bronze 05 - Delicatesse Rouge Charles Cros 2003 - Importadora Barrinhas.
Ouro 01 - Château de Ribaute 2003 Charles Cros - Importadora Barrinhas
Ouro 02 - Château La Bastide Cuvée L'Optimée 2004 - Importadora Decanter
Prata 01 - Château de Erles Fitou 2003 Jacques et François Lurton - Importadora Zahil
Prata 02 - Cuvée Kermès Domaine de Galtier 2002 Jean et Lise Carbonne - Importadora Taste-Vin
Prata 03 - Château Puech Haut Rouge 2004 - Importadora Cilomex- KB Vinrose
Bronze 01 - Domaine Monplezy Felicité 2004 - Importadora Maramar
Bronze 02 - Moulin de Ciffre Saint Chinian 2003 - Importadora Taste-Vin
Bronze 03 - Château des Aveylans Templiers Rouge 2005 - Importadora Casa Flora
Bronze 04 - Marselan Charles Cros 2006 - Importadora Barrinhas
Bronze 05 - Delicatesse Rouge Charles Cros 2003 - Importadora Barrinhas.
ROSADOS
Ouro - Mourgues du Gres Rosé 2006 François Collard - Importadora Maramar
Prata - Château Puech Haut Rosé 2007 - Importadora Cilomex
Bronze - Arpège Rosé Charles Cros 2006 - Importadora Barrinhas
Ouro - Mourgues du Gres Rosé 2006 François Collard - Importadora Maramar
Prata - Château Puech Haut Rosé 2007 - Importadora Cilomex
Bronze - Arpège Rosé Charles Cros 2006 - Importadora Barrinhas
BRANCOS
Ouro - Limoux Blanc Toques et Clochers 2005 Aimery Sieur D'Arques - Importadora Dufry
Prata 01 - Sauvignon Blanc Les Fumées Blanches 2006 Jacques et François Lurton - Importadora Zahil
Prata 02 - Château Puech Haut Blanc 2006 - Importadora Cilomex
Bronze 01 - Domaine de La Bastide Viognier 2006 - Importadora Decanter
Bronze 02 - Cuvée Mytique Blanc 2005 Vignerons de la Mediterranée - Importadora Reloco
Ouro - Limoux Blanc Toques et Clochers 2005 Aimery Sieur D'Arques - Importadora Dufry
Prata 01 - Sauvignon Blanc Les Fumées Blanches 2006 Jacques et François Lurton - Importadora Zahil
Prata 02 - Château Puech Haut Blanc 2006 - Importadora Cilomex
Bronze 01 - Domaine de La Bastide Viognier 2006 - Importadora Decanter
Bronze 02 - Cuvée Mytique Blanc 2005 Vignerons de la Mediterranée - Importadora Reloco
CUSTO-BENEFÍCIO
Ouro - branco Sauvignon Blanc Les Fumées Blanches 2006 Jacques et François Lurton - Importadora Zahil
Prata - tinto Marselan Charles Cros 2006 - Importadora Barrinhas
Bronze - tinto Délicatesse Rouge Charles Cros 2003 - Importadora Barrinhas."
Ouro - branco Sauvignon Blanc Les Fumées Blanches 2006 Jacques et François Lurton - Importadora Zahil
Prata - tinto Marselan Charles Cros 2006 - Importadora Barrinhas
Bronze - tinto Délicatesse Rouge Charles Cros 2003 - Importadora Barrinhas."
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17.10.08
Université - Uma reflexão sobre o vinho

Terminada a colheita passamos à reflexão. Não sem antes comemorarmos a chegada da nova safra com o "vin primeur". É de hábito na França realizar anualmente uma Université, todos os partidos políticos realizam a sua ao fim do verão. Trata-se de um grande encontro com animações, debates, degustações, exposições, conferência e tudo mais que couber para badalar e refletir sobre o vinho.
Este ano a associação Pays Corbières Minervois, que recebe boa ajuda dos diversos órgãos públicos municipais, regionais, europeus e sindicais realiza sua versão 2008, a terceira. Sou bastante crítico quanto à forma do uso deste dinheiro dos produtores e dos cidadãos. Acho que não é a melhor maneira de debater e de criar políticas comuns que aumentem a visibilidade dos vinhos da região e que melhorem a compreensão por parte dos viticultores dos caminhos que devem trilhar para sobreviver e viver do seu trabalho. Acho que é mais uma ação entre amigos e políticos para comprar umas caixinhas de vinho aqui e acolá, fazer um agrado clientelista e calar a boca dos insatisfeitos. Mas os temas deste ano me estimulam a ir dar uma olhada de perto em alguns debates.
O tema central- "É o vinho um produto cultural?" e seguem as perguntas: O que herdamos nós? Que lugar tem o vinho na nossa história? Será ele um patrimônio? Quais são nossas forças, nossos deveres e esperanças para uma viticultura durável? Como os homens moldam uma história, desenham uma economia e criam sua própria riqueza?
Como historiador que fui só a última pergunta me provoca milhares de questionamentos desde sua formulação até uma resposta mais metódica. Sem entrar nestes meandros doutrinais o objetivo desta Universidade é de debater o vinho como identidade cultural que molda a paisagem da região do Languedoc desde a antiguidade até os dias de hoje. E mais uma pergunta se coloca "Existe vinho sem identidade?". Haja pano para manga.
A Universidade acontecerá em Lézignan-Corbières e suas cidades próximas nos dias 24 e 25 em paralelo aos eventos do Vin Primeur.
Depois eu conto como foi.
Este ano a associação Pays Corbières Minervois, que recebe boa ajuda dos diversos órgãos públicos municipais, regionais, europeus e sindicais realiza sua versão 2008, a terceira. Sou bastante crítico quanto à forma do uso deste dinheiro dos produtores e dos cidadãos. Acho que não é a melhor maneira de debater e de criar políticas comuns que aumentem a visibilidade dos vinhos da região e que melhorem a compreensão por parte dos viticultores dos caminhos que devem trilhar para sobreviver e viver do seu trabalho. Acho que é mais uma ação entre amigos e políticos para comprar umas caixinhas de vinho aqui e acolá, fazer um agrado clientelista e calar a boca dos insatisfeitos. Mas os temas deste ano me estimulam a ir dar uma olhada de perto em alguns debates.
O tema central- "É o vinho um produto cultural?" e seguem as perguntas: O que herdamos nós? Que lugar tem o vinho na nossa história? Será ele um patrimônio? Quais são nossas forças, nossos deveres e esperanças para uma viticultura durável? Como os homens moldam uma história, desenham uma economia e criam sua própria riqueza?
Como historiador que fui só a última pergunta me provoca milhares de questionamentos desde sua formulação até uma resposta mais metódica. Sem entrar nestes meandros doutrinais o objetivo desta Universidade é de debater o vinho como identidade cultural que molda a paisagem da região do Languedoc desde a antiguidade até os dias de hoje. E mais uma pergunta se coloca "Existe vinho sem identidade?". Haja pano para manga.
A Universidade acontecerá em Lézignan-Corbières e suas cidades próximas nos dias 24 e 25 em paralelo aos eventos do Vin Primeur.
Depois eu conto como foi.
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14.10.08
Última prova do concurso de melhor sommellier da França será em Perpignan

Pascal Léonetti, melhor sommellier da França em 2007
Sediado pelo Conselho Interprofissional dos Vinhos do Roussillon, CIVL, a União de Sommellerie Française, homóloga da ABS, Associação Brasileira de Sommeliers escolheu a cidade de Perpignan, Sul da França, para realizar a última etapa do concurso francês que escolherá o melhor profissional do Hexágono.
São 12 os finalistas que já passaram por diversas seleções realizadas desde janeiro em Paris, Lyon, Toulouse e Colmar. Este próximo confronto escolherá o sucessor de Pascal Léonetti sommellier do Auberge de l’Ill à lllhaeusern, no departamento do Haut Rhin. Dia 9 de novembro prova escrita seguida de uma dificílima prova degustativa. Nesta o candidato deverá descobrir às cegas as castas, a denominação de origem e a safra do vinho degustado. Para Philippe Faure-Brac, melhor sommelier do mundo em 2002, a degustação às cegas é uma prova de humildade.
Na manhã seguinte os quatro melhores encaram um júri formado pelos melhores sommeliers da França, da Europa e do mundo, dos melhores trabalhadores da França e membros da direção da União de Sommellerie francesa.
Os resultados serão divulgados na segunda à noite e a entrega dos prêmios ocorrerá durante um jantar de gala na capela de Saint Dominique de Perpignan.
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19.9.08
O Vinho de Merda: o pior... esconde o melhor"

Realmente o Languedoc tem inovado na busca de fazer descobrir os seus vinhos. Depois de Fast Bastard e Elephant on a Tightrope chegou a vez do Le Vin de Merde. Cansado de ter de defender a qualidade dos vinhos do Languedoc no seu restaurante Jean-Marc Speziale, proprietário do La Terrasse, em Aniane, departamento do Hérault, Sul da França, teve uma idéia para lá de ousada. Encomendou à Cooperativa de Gignac um vinho de qualidade, que foi elaborado com uvas colhidas manualmente e o “vestiu” com uma etiqueta de letras douradas onde se lê “ Le Vin de Merde”.
Speziale quis com esta iniciativa chamar a atenção para a evolução da qualidade do vinhedo do Sul da França nos últimos 30 anos, coisa que muitos franceses não se dão conta. Na etiqueta pode-se ler também a pequena filosofia de pára-choque “o pior ... esconde o melhor”. O vinho que foi engarrafado dia 16 de julho será lançado oficialmente dia 20 de setembro no seu restaurante no Languedoc.
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