17.9.07

Feirão do Vinho. A hora de comprar vinhos na França.




Quem quer comprar vinhos franceses pode pegar o avião. Começaram os Feirões do vinho por toda a França. Há mais de vinte anos que as grandes redes de supermercados criaram os "Foire aux Vins" que começa na segunda quinzena de setembro e termina no começo de outubro. É o momento ideal para fazer as compras de vinho. Ofertas, novos produtos, promoções, grandes vinhos e vinhos do dia a dia. Tudo pode ser encontrado com descontos de 10 a 60%.
Os sites de comercialização de vinho também aderiram. O 1855 lançou seu Crazy Bordeaux, com 30 vinhos a preços promocionais e vendeu 30 mil garrafas num só dia. A rede Nicolas oferece 20% de desconto e todos os pequenos comerciantes realizam seu Feirão. Não é para menos, o “Foire aux Vins” é responsável, por exemplo, por 25% da venda anual do Carrefour ou 8 milhões de garrafas. Nesta rede oferece 250 referências nacionais que vão se juntar às ofertas locais de vinhos regionais. No departamento do Aude, Sul da França, o Carrefour lançou um encarte de vinhos do só do Languedoc, alguns vinhos desses vinhos também são vendidos no Brasil. O Grand Opéra da cave Rocbère, 2005, importado pela carioca Barrinhas está por 5,90 € , o Château Ribaute cuvée François Le Noir, 2003, da mesma importadora está por 6,90 €. No encarte nacional vamos encontrar o AOC Limoux Les Quatre Clochers, 2005, um chardonnay super premium envelhecido em barris de carvalho, a 6,90€, no Brasil com a Nunes Martins.
Apesar do sucesso das vendas pela internet e da venda nos "cavistas", as delicatessens da França, são as grandes redes que respondem por 75% das vendas de vinho no Hexágono. No momento o Carrefour coloca ao lado da gôndola um especialista para orientar a clientela, já em algumas lojas da rede Monoprix há sempre um sommelier pronto para orientar o cliente. Supermercados brasileiros, tal qual no Zona Sul, agem de forma semelhante.

14.9.07

Começou a colheita dos tintos no Midi. Magnífica.


As noites estão frescas e o dia ensolarado com temperatura na casa dos 29ºC, um clima ideal para a “vendange”. Hoje começou a colheita dos tintos no Midi, no Cellier Charles Cros, Languedoc Roussillon, estive conversando com, Jean Pierre Tournier, viticultor que produz apenas tintos. Ele cultiva grenache, syrah, mourvèdre, cinsault e velhas vinhas de carignan. "Enquanto Bordeaux sofre com os fortes ataques de mildiou aqui não tive problemas. Tratamos preventivamente e fomos poupados desta praga. A colheita está se mostrando magnífica. As uvas estão em perfeito estado sanitário, sem qualquer podre, e com muito boa maturidade. Nosso volume não será menos que no ano anterior. Teremos menos grenache e um pouco mais das velhas carignan. A colheita começa muito bem. Talvez possamos anunciar uma millésime magnífica em breve”, acredita Jean Pierre.
A importadora Barrinhas traz com exclusividade para o Brasil os vinhos de Charles Cros, um Corbières do Sul da França. Destaque para Château Ribaute cuvée François Le Noir, medalha de ouro em Paris e Délicatesse de Charlie Cros, medalha de prata, também envelhecido em barricas francesas e de excelente relação qualidade preço. Ambos podem ser encontrados no Lidador. Há também o varietal Marsellan, casta híbrida de grenache e cabernet sauvignon, ideal para acompanhar um churrasco. Pode ser encontrado também no supermercado Mundial, no Rio ou em SP no Só Whisky e outras boas casas do ramo.

13.9.07

Baron Rothschild + Sieur d'Arques = Baron d'Arques


A Sieur d'Arques/Aimery é uma cooperativa muito conceituada enquanto produtora de espumantes - Blanquette e Crémant de Limoux - e produz os melhores chardonnay da França, após Borgonha, claro. Mas lhe faltava uma referência em tintos. Afinal, Limoux é a denominação mais afastada do litoral no departamento do Aude, conhecido pelos seus Corbières, Minervois, La Clape, Fitou...é essencialmente um país de "brancos". Para se posicionar melhor nos tintos realizou uma “joint venture” com a baronesa Philippine de Rothschild que se instalou em Limoux em 1998 e precisava de um parceiro que conhecesse profundamente o "terroir". Foi aí que nasceu o Domaine de Baron d'Arques o melhor tinto de Limoux, 3 estrelas no Guide Hachette 07 e melhor compra da denominação. Vendido na Bolsa ainda não é importado, que eu saiba.
Hoje Sieur d'Arques tem na sua linha Tocques et Clochers alguns vinhos tintos excelentes, super premium, como o Mediterranéen, o Pinot Noir e o Merlot-Grenache da linha Clochers. Este encantou Ligia Peçanha da ABS-Rio, na recente visita desta associação à Limoux. Todos muito bem pontuados. O estrelado Mediterranéen nasce no subterritório Mediterrâneo, por isto o nome. Este é o lado mais quente, mais próximo a Carcassonne que dos Pirineus, apresenta uma colheita mais precoce pelas influências do mar.
Dica: a Casa Nunes Martins (21- 21074700) ainda possui em seu estoque alguns Haut Clochers de 2002 ou 2003, primos do Baron d'Arques, que devem estar muito bons, pois estão guardados numa adega climatizada. Os preços não pagam uma nova importação, creio que na faixa dos 40 reais. É uma pechincha. Vale descobrir. Quem procura algo mais jovem e ainda mais barato sugiro o Pinot Noir da Aimery à venda no Zona Sul, relação qualidade preço imbatível, tal qual seu chardonnay, como nos provou o Célio Alzer numa degustação da ABS-Rio. Outra opção também muito boa é o "primo" Aigle, um premium da Aimery, também à venda no Zona Sul, todos estes girando em torno de 20 reais. Todos do Sul da França, Languedoc Roussillon.

12.9.07

Saiu o Guia Hachette de Vinhos 2008. Compre djá e ajude este blogueiro a manter este Blog.



A Bíblia francesa de vinhos elaborados na França, Suiça e Luxembourgo chegou às livrarias nesta última sexta-feira. Receberam as cobiçadas 3 estrelas 226 vinhos contra os 260 agraciados como vinhos excepcionais na edição anterior. Como vinhos ótimos foram escolhidos 1788 que receberam 2 estrelas e 3856 vinhos muito bons receberam 1 estrela. 490 são "coup de coeur", isto é, além de possuírem estrelas o preço é muito atraente.
O Languedoc-Roussillon obteve 28 recomendações com 3 estrelas ficando em segundo lugar, logo atrás do Vale do Loire. Uma bela performance para quem a 40 anos atrás era conhecido, na França, por fazer vinhos de garrafão.
Para encomendar o seu guia pela internet vá aí do lado e digite Guide Hachette des Vins 2008. O preço é de 24,70€. Compre djá e ajude este blogueiro a manter seu Blog.

11.9.07

Suco de uva subiu 15%. Vinho também aumenta.



Sobre o aumento de preço dos vinhos o grande José Paulo Schiffini diz que não é bem assim e manda trocar de fornecedor ou deixar para 2008.
Mas o aumento de preço já é uma realidade. Saiu hoje no Le Figaro, matéria semelhante a que publiquei no Blog na última semana. Em 2006 os vinhos varietais baixaram de 15% e este ano devem ter um aumento de 20%. Logo um crescimento de 5% em relação a 2005. O suco de uva já está 15% mais caro.
Vale lembrar que a quebra da safra não é um fenômeno francês. Nem tampouco apenas europeu. A Austrália está deixando de colocar no mercado 4 milhões de hectolitros e sua produção será de "apenas" 10 milhões. A escassez de oferta é global. Mundial. Haverá menos estoques globais e os produtores do Novo Mundo vão se aproveitar disto para também elevarem seus preços no mercado internacional.
Após 3 anos de crise chegou o momento do viticultor respirar. Já não dava mais nem para pagar os insumos. Isso mesmo, estavam trabalhando no prejuízo em muitos lugares e por diversos motivos. Falta de visibilidade internacional, falta de política de marketing, ausência de estratégia de comercialização, diminuição do consumo no Velho Mundo e aumento da concorrência. E preços baixos.
Nesses três anos um esforço ambicioso de retomada de mercados foi efetuado na Europa e em diversas regiões da França, notadamente no Languedoc-Roussillon, que responde por 80% dos vinhos varietais e regionais da França e é o terceiro produtor de vinhos de denominação de origem, AOC, no Hexágono, logo atrás do Rhône e com metade do volume de Bordeaux. Os frutos começam a ser colhidos. Basta ver o último guia de Vinhos da Gula que constata a bela performance dos produtos do Sul da França.
Segundo Le Figaro os vinhos mais baratos devem aumentar de 2% e os premium e super premium de 3% a 4%.

Leia mais em http://vinhosulfranca.blogspot.com

10.9.07

Tempo bom e uvas sãs no Sul da França




A colheita continua no Sul da França e o que se pode constatar é que o tempo ensolarado e seco, graças aos ventos do norte, Tramontana, está nos oferecendo uvas sãs e de bela maturidade. Mas a concentração e os aromas são de alta qualidade. É bem verdade que os bagos não estão lá muito grandes o que desagrada em parte ao viticultor, sobre tudo ao cooperado, que sempre busca obter um bom volume. Afinal, este é pago ao quilo, mesmo que seja um quilo, intrinsecamente ligado à qualidade. No entanto, para o consumidor o que importa é exclusivamente a excelência das uvas. Neste caso vale dizer que a safra é ótima no Languedoc-Roussillon. Por outro lado, como dito abaixo e anteriormente, os preços devem aumentar. Volto do Brasil nesta segunda para o Sul da França de onde espero entrevistar alguns produtores a fim de lhes dar notícias diretas dos melhores vinhedos. Até lá.

6.9.07

Do Languedoc à Itália, da Espanha ao Novo Mundo a produção será menor. Preços vão subir.

Todas as grandes regiões vitícolas deverão ter uma queda na produção em torno de 10% em 2007. O que representará uma diminuição na oferta de aproximadamente 4 a 5 milhões de hectolitros para França, Itália, Espanha e o Novo Mundo.
No Novo Mundo a queda forte vem da Austrália que com um déficit de 30% em relação a 2006, joga para baixo os números do hemisfério sul. Na Europa do leste estragos importantes diminuirão bastante o volume da safra, na Itália desde julho se sabe de uma queda na produção de 5 milhões de hectolitros. Na França no extremo Sudeste ( Provence e Alpes do Sul) a queda oscila entre 5% e 10%. No lado oeste da França foi a chuva que causou o maior estrago que será da ordem de 10% a 17%. No Languedoca o recuo é de 8% causado pela "arrachage", retirada de pés de vinha com indenização e o mildiou. Na Espanha a queda será de 10%, isto é, 4,5 milhões de hectolitros.
Junte-se a isto um crescimento do consumo mundial, uma retomada na França das vendas dos vinhos regionais e varietais cujos estoques constantes baixaram de 8%, a maior procura pelos AOC e teremos em 2007 vinhos mais caros. Os preços vão subir é a lei do mercado. Os dados são do Cevise Comitê Econômico dos Vinhos do Sudoeste e corroboram os dados do Sindicato dos Viticultores Cooperados da França.

5.9.07

Marketing do vinho: parceria pode ser a solução




Assinatura na França de um acordo entre a poderosa Federação de Empresas de Comércio e Distribuição, FCD, e o principal sindicato agrícola francês FNSEA resultou no lançamento de um sítio dedicado a promover os vinhos nos supermercados e redes de distribuição. A união destes dois gigantes franceses oferece um leque de experiências que deram certo e que podem ser usadas com eficácia tanto por franquiados como por redes. Um espaço para envio de outros casos de sucesso permite uma interação entre os membros.
Fruto de um diálogo e de análises conjuntas a parceria gera uma interação entre produtores e distribuidores. A presença dos produtores nos pontos de venda e outras ações aumentam as vendas. Nos Feirões do Vinho, que respondem por 15% a 20% das vendas na França, estas ações podem fazer a diferença e criar um recall de marcas e denominações de origem. Cada ator deve enriquecer o sítio com suas experiências. Uma boa idéia para o mercado brasileiro e para fazer conhecer os vinhos do Sul da França no Brasil.

4.9.07

Desmascarado produto de charlatões na França




O Instituto Técnico da Vinha e do Vinho, IFVV, do Midi- Pirineus, acaba de desmascarar um tratamento para amaciar a água que promete proteger o meio ambiente e reduzir o consumo de defensivos agrícolas. A chamada água macia não resistiu aos testes do IFVV e não apresentou qualquer benefício de eficiência biológica sobre o vinhedo, independentemente do nível de pressão parasitária. Os testes foram feitos nas safras de 1999 a 2003. As vendas do produto para água macia iam bem, pois prometiam proteger o meio ambiente e economizar na compra dos defensivos. Haja charlatão.

31.8.07

Entrevista Denis Verdier, Presidente dos Vignerons Cooperateur de France - parte 2


OS PREÇOS VÃO AUMENTAR

- Do ponto de vista econômico é uma colheita que promete. Esta deve ser a colheita da esperança, após três anos de crise com os viticultores perdendo em média 800€ por hectare. O que tem como conseqüência o empobrecimento do meio rural. Mas esta safra é o momento de aumentar os preços.

- Aumentar?
- Sim, pois em 2006 conseguimos esvaziar nossas cubas (estoques), principalmente os vinhos varietais e regionais (VDP), que registraram um aumento de 30% das vendas. (Vale lembrar que o Languedoc produz 80% dos varietais e VDP da França). Eles tiveram uma baixa de preços de 15%, ficando nos níveis dos custos mundiais o que favoreceu a venda. Foi sobre tudo na exportação que obtivemos sucesso. Mas o consumidor não percebeu esta baixa dos preços que não pois ela não foi transferida pelos supermercados ao consumidor final. Assim, adicionando a isto uma safra menor e um baixo estoque as condições para um aumento de preços estão dadas.

-Como?
Este ano temos a convicção de poder vender 15 a 20% mais caro nossos vinhos. Precisamos convencer os grandes distribuidores de que com o preço atual não podemos sobreviver. É o ano pra recuperarmos a esperança. É uma etapa a mais para sair da crise, mesmo que saibamos que isto não resolverá todos os nossos problemas. Há mudanças estruturais a fazer. A partida não está ganha mas há elementos de esperança.

-Como este aumento se dará?
- Devemos começar pelos brancos varietais e pelos vinhos regionais de forma que estes sirvam de locomotiva aos tintos e rosés.

30.8.07

Entrevista com Denis Verdier Presidente dos Vignerons Cooperateus da França Parte 1


Entrevista com Denis Verdier, produtor e presidente dos Viticultores Cooperados da França e do Gard, departamento do Languedoc, Sul da França, conhecido pelos seus AOC Costières de Nîmes e seus vinhos regionais (vin de pays -VDP).

COLHEITA EXCELENTE NO SUL

- Como se desenvolvem as colheitas?
Elas começaram sobre as castas brancas, chardonnay e sauvignon principalmente. As tintas devem começar na próxima semana. Todas as previsões indicam uma safra nacional menor, em torno de 49 milhões de hectolitros contra 54 no ano anterior. A diminuição deve ser importante no Languedoc-Roussillon, com destaque para os departamentos dos Pirineus Orientais, Aude e Herault. Aqui no Gard devemos nos manter no mesmo volume de 2006.

-Devido à meteorologia de medíocre deste ano?
- Choveu muito na primavera, o que provocou um forte progresso do míldio, mas os viticultores trabalharam bem e souberam lutar contra este ataque. Não haverá incidência sobre a vinificação. Atualmente as noites são frescas e as videiras não sofrem com o calor. A colheita está antecipada de 15 dias.

-Como isto se traduz para o vinho?
Os enólogos estimam que a millésime 2007 tenha uma cor bem sustentada, com aromas bem presentes. Por exemplo as uvas merlot serão muito aromáticas . É um ano ideal para produzir vinhos festivos, vinhos fáceis de beber, bem frutados que agradam ao mercado internacional.

- Será um grande ano?
Deverá ser. Nós estamos muito satisfeitos do potencial dos vinhedos, tanto da qualidade quanto da quantidade. No mais organizamos as colheitas com precisão de relógio Suiço, em função dos produtos que o mercado deseja. Por exemplo os brancos e rosés serão colhidos à noite, para se beneficiarem de temperaturas mais amenas que permitem extrair todo o frutado das uvas.
Extraída do Midi Libre, um jornal regional do Sul da França.

29.8.07

Degustação do Domaine de Blanquières, AOC Corbières rosé.

Muito se engana quem pensa que nos Corbières apenas os tintos são excelentes.
Há vinhos rosés de fazer inveja a muito Tavel e Provence. Confira no vídeo a degustação dirigida com Sophie Pujol, "winemaker" da cave de Névian. Direto do Sul da França.



28.8.07

Colheita nos Corbières começa excelente e melhor que 2006.



Para Sophie Pujol, diretora da Cave de Névian, situado nos Corbières perto de Narbonne, Sul da França, a safra 2007 tem se mostrado excelente. Começamos a colher as castas brancas e a primeira é a chardonnay, que está com boa acidez, por causa das chuvas da primavera, os aromas estão mais frutados e o potencial de álcool está correto. Na próxima semana passamos para a merlot, que é uma cepa de maturidade mais precoce e a cinsault, que é a base de nossos rosés, as demais tintas serão colhidas entre 10 e 15 de setembro. O rosé Domaine de Blanquières, importado pela Grand Cru, será com certeza mais aromático na safra 2007.
Provamos as uvas e também os primeiros sucos e o que podemos perceber é que se a meteorologia continuar boa, como está previsto, esta safra será melhor que a de 2006 que foi muito boa, nos assegura Sophie Pujol.

27.8.07

A paisagem começa a mudar no Languedoc




Em época de colheita tratores e colheitadeiras, grandes máquinas estranhas, começam a serem vistas nas cidades, nas estradas nacionais e departamentais. São os viticultores que fazem a colheita manualmente ou com as econômicas colheitadeiras e trazem em pequenas caçambas suas uvas para o château ou para a cooperativa.
As colheitadeiras evoluíram muito e hoje, as mais modernas, são eficientes, econômicas, rápidas e não ferem as vinhas como antigamente. Num momento em que o preço da mão-de-obra na França custa os "olhos da cara" é uma solução correta para os vinhos menores e medianos. Mesmo alguns bons vinhos, bem pontuados, tem suas uvas colhidas mecanicamente. Afinal, ela retira bagos inteiros, sem folha e sem suco. Intactos.
para evitar acidentes placas como a da foto pedem aos motoristas para terem cuidado com os viticultores e seus tratores. Na foto uma colheitadeira New Holland.