18.7.07

Flash vitícola do Corbières de 17 de julho













Aqui você acompanha as mais recentes recomendações da Câmara de Agricultura do Departamento do Aude, que engloba toda a denominação de origem Corbières, a maior do Languedoc, Sul da França.
O tempo segue ensolarado com temperaturas de 31 graus e ventos de apenas 10 km/h com direção oeste, devendo permanecer assim nos próximos dias. Para quem for praticar tratamento é importante respeitar os prazos antes da colheita.
O estado fenológico é o de início de pintor e meio de pintor (début véraison para mi-véraison).
Oídio - Para as parcelas que não estão com sintomas o tratamento preventivo deve ser suspenso. Já as que tem sintomas um último tratamento à base de Métrafone, Spiroxamine ou enxofre molhado pode ser realizado.
Mildio – neste estado fenológico as uvas são pouco sensíveis, no entanto para garantir uma proteção contra a o Mildio mosaico um tratamento com cobre (bouillie bordelaise) é o mais indicado pois libera progressivamente íons de cobre e realiza uma proteção secundária contra o apodrecimento ácido.
Botrytis – Apenas para as castas sensíveis como muscat, mourvèdre, syrah, viognier, sauvignon e chardonnay que podem ser tratadas no estágio C de pintor (10 a 20% de bagos pintados).

17.7.07

AOC do Languedoc nova tentativa de conquistar o mundo


A nova denominação de origem é mais uma tentativa dos principais atores do segmento vinho no Languedoc Roussillon de atuarem de forma conjunta para melhor conquistarem o mercado francês e mundial. O Languedoc é responsável por 15% do volume dos vinhos AOC franceses e busca aumentar o relacionamento entre os principais atores e ganhar sinergia.
Na França dominam os pequenos produtores e as cooperativas em detrimento dos grandes grupos. A produção é pulverizada em pequenas propriedades daí a dificuldade de construir grandes marcas mundiais como faz o Novo Mundo.
Para Jean-Benoit Cavalier, presidente do Sindicato da denominação de origem Coteaux du Languedoc, Sul da França, "esta é uma grande oportunidade para se criar uma verdadeira relação intraprofissional, onde produtores e distribuidores defendam um interesse comum". Um próximo passo é a fusão entre os comitês interprofissionais do Languedoc, CIVL e do Roussillon CIVR.
Cavalier afirma que os pontos fortes desta denominação regional são a história, o conhecimento dos produtores, sua recente modernização e os valores culturais do Mediterrâneo. Será com a divulgação destes valores que a marca ganhará o mundo, aposta.

13.7.07

Caros leitores,

Por razões de logística tive de trocar de hotel e deixei ontem o Formula 1 dos Jardins na AV. Nove de Julho e me transferi para o Maksoud Plaza, na Alameda Campinas. Não é que a internet aqui é de telefone e lá wi-fi? Deixo para atualizar o Blog amanhã. Sorry.

12.7.07

Venda de rosés aumenta 7% nos supermercados franceses em 2006

Foram dois milhões de hectolitros vendidos na chamada grande distribuição o que mostrou a força do rosé na França. Comparado às outras cores este cresceu 10,7% em volume e 8,8% em faturamento. Foi a única cor a ter tal crescimento num mercado moroso. Com certeza esta informação aliada ao já citado problema da falta de garrafas em geral torna ainda mais grave o caso da falta de garrafas transparentes, como nos afirmou anteontem Sthéphanie Screyssels, a responsável América do Val d'Orbieu, importante grupo do Sul da Fraça, que tem encontrado dificuldade para comprar grandes quantidades.
Os rosés da provence representam 40% dos AOC mas outras apelações como as do Languedoc e seus VDP tem mostrado muita força. Um AOC qu está chegando no Brasil é o rosé da Cave de Névian, a mais respeitada do Corbières quando se fala em rosé. Chega pelas mãos da Grand Cru.

11.7.07

França é campeã do mundo em rosés




A França é hoje o primeiro produtor mundial de vinhos rosé na frente de Italia, Espanha, América do Norte e do norte da África. O consumo francês também aumentou neste segmento, o market share do rosé subiu de 8,4% para 14,7% entre 1991 e 2003. Os tintos perderam 15,2% de mercado no mesmo período. No Brasil também está acontecendo um movimento semelhante, mas quem perde me parece ser o segmento dos brancos. Nas prateleiras ou cartas de vinho de restaurantes a oferta de vinho rosé é a cada dia maior.
É bem verdade que a denominação mais famosa do Hexágono é a dos rosés da Provence, seguido do Anjou. Mas quem também começa a desembarcar no Brasil com força é o rosé do Sul da França: Coteaux du Languedoc, Corbières ou VDP d'OC. O Supermercado Zona Sul está colocando nas suas prateleiras, na próxima semana, o syrah rosé da linha Aimery. Esta já faz um enorme sucesso entre os cariocas e mineiros com seu pinot noir e chardonnay, campeões do custo benefício.
Bebida típica de verão na França o rosé tem tudo para ser o queridinho dos cariocas. Cor linda, refrescante, frutado, alegre e charmoso vai ser uma alegria nos quiosques da orla ou à beira da piscina tomar um rosé do Languedoc.

8.7.07

Vai faltar garrafa mesmo

O jornal econömico La Tribune, da França, confirma os números. Vão faltar 60 milhões de garrafas na França e 1,5 bilhões na Europa. Na verdade o déficit francês deve ser maior do que estimamos levando em consideração os números do Velho Continente, nos assegura um grande negociante de vinhos de Bordeaux. Boa oportunidade para o Brasil rever sua legislação e permitir a importação de vinho em cisternas da Europa.
Num vinho bem "vestido" o enxoval oscila perto de 1 euro. Um desenvolvimento das indústrias de engarrafamento, vidro, impressão e a criação centenas de empregos. Agências de publicidade, indústrais químicas e gráficas também teriam ganhos. Talvez uma boa moeda de troca com a UE ao permitir a entrada de vinhos em pipas num momento em que há dificuldade em escoar a produção. Será que chilenos e argentinos resistem à chegada de vinhos europeus bons com baixo custo e gerando empregos no Brasil? O mesmo risco para a viticultura de vinhos tranquilos nacionais.

6.7.07

Qual o real problema do vinho na Europa e no Sul da França ?

Superprodução, crise, concorrência, péssima comercialização ou marketing ruim? Qual a solução? Arrancar vinhas, diminuir a produção, parar de destilar, desregulamentar a produção e diminuir subsídios como propõe a União Européia ou investir no marketing, na promoção, na logística e na comercialização? Segundo Jean-Marie Fabre, presidente do Sindicato dos Produtores Independentes, "não há superprodução no Languedoc e a prática de arrancar vinhas existe desde 1999, já foram arrancados 150 mil hectares e isto não nos afetou". Parcelas que não são rentáveis, produtores que se aposentam arrancam suas vinhas para receber o prêmio, recompensa financeira. Cabe esclarecer que para plantar também se compra um direito de cultivo da vinha em toda a França.

Enquanto os negociantes e indústrias do vinho estão de acordo com a UE os produtores possuem um ponto de vista diferente. Eles sabem que o gargalo está na comercialização e não na qualidade ou na superprodução. Hoje a qualidade dos vinhos do Languedoc é muito boa, os vinhos ruins são uma minoria. Os que não se adaptaram aos tempos da qualidade vão desaparecer naturalmente.
Deve-se compreender que o consumo mundial está aumentando nos países que se iniciaram no vinho mais recentemente. É no velho mundo que o consumo cai. O problema é que este sempre foi o principal mercado do vinho francês. Junte-se a isto a concorrência dos vinhedos do Novo Mundo e uma perda de mercado nos últimos vinte anos e a Europa e o Sul da França tem um problema nas mãos. Esta perda aconteceu em todo o mundo e no Brasil em particular. Só agora o Languedoc está reagindo. Os anos que se aproximam serão melhores, vaticino.
Rogerio Rebouças, do Rio de Janeiro;

4.7.07

Vai faltar garrafa




Na Europa há uma crise de abastecimento de garrafas. Faltam 60 milhões na França e 1,5 bilhões de garrafas na Europa. No Sul da França temos encontrado desde já uma grande dificuldade para conseguir garrafas para vinhos rosés, transparentes, informa Stéphanie Creyssels do grupo Val d'Orbieu, o maio engarrafador do Languedoc.
O motivo da crise é a concentração do mercado. O gigante do setor Saint Gobain, aumentou em 15% os preços em fevereiro e promete novo aumento para 1º de julho. Hoje para uma centena de garrafas tipo bordeaux de 400g paga-se 12 euros.
Tá na hora do Brasil exportar garrafa.

3.7.07

Flash vitícola de 2 de julho para Corbières









Nesta denominação de origem do Languedoc, Sul da França, o estado fenológico de todas as castas é o de fechamento dos cachos da uva. A partir deste momento as vinhas ficam menos sensíveis ao oídio e ao míldio. Para o tratamento contra o oídio deve-se respeitar a cadência do tratamento, utilizando-se métrafenone, spiroxamine, quinoxifen, ou “enxofre molhável”. Para as cepas menos sensíveis e sem sintomas pode-se suspender desde já a aplicação dos produtos.
O míldio mosaico está presente em muitas parcelas apesar da diminuição da sensibilidade dos cachos no estado fenológico atual. O míldio pode provocar uma desfolha precoce e prejudicar o amadurecimento das uvas. Um a dois tratamentos no final da estação são recomendados pela Câmara de Agricultura do Aude.
Os vôos da Eudemis, verme do cacho de 2ª geração, terminaram nos setores mais precoces e nos demais a curva é descendente. Deve-se verificar se o produto aplicado na última vez ainda está ativo, caso contrário deve-se dar um reforço.

2.7.07

Enoturismo no Canal du Midi- Château de Pouzols






Quando se navega pelo Canal du Midi no departamento do Aude e do Hérault, Sul da França, pode-se fazer uma bela visita à rota dos vinhos das denominações de origem Minervois, Saint-Chinian, Malepère, Cabardès, Corbières e Coteaux du Languedoc. Ver pequenas e aprazíveis cidadezinhas com suas igrejas, praças, monumentos aos mortos das duas grandes guerras, a prefeitura, a agência dos correios - La Poste e as escolas municipais, onde ainda se pode ler "Ecole de Filles e Ecole de Garçons". Num passado não muito distante as escolas de meninos e meninas eram separadas e do lado de fora a inscrição mostrava a separação física dos prédios destinados a cada gênero. Toda cidade francesa que se preza tem tudo isto. No Languedoc, onde o vinhedo é a paisagem dominante, toda cidade tem sua cooperativa de viticultores e ao menos um château.
Em Pouzols, no grotão do Minervois, vamos encontrar o Château que leva o nome da cidade e que está na família do barão de Fournas Fabrezan desde 1437. Foram 21 gerações até chegarmos a François Regie de Fournas e Claire, sua esposa, que seguem produzindo num vinhedo de excelência uma das glórias da denominação de origem.
Os vinhos regionais, vin de pays, são comercializados sobre o nome de Domaine de Fournas e os AOC sob a marca Château de Pouzols. O casal divide a tarefa no vinhedo enquanto François cuida da viticultura Claire se dedica à vinificação. O segundo vinho do casal é o Comtesse de Sodali, uma homenagem à Condessa que marcou época no século XV por ter tomado as rédeas da propriedade, com destaque, numa época em que as mulheres raramente assumiam estas funções. O vinho tem suas bases na casta mourvèdre, é generoso, aromas de frutas maduras bem presentes e de forte personalidade, como era Sodali. Já a cuvée La Gardye, outra homenagem, é primeiro vinho de François e Claire, é feito de uma equilibrada assemblagem de syrah, grenache e mourvèdre que nos proporcionam um vinho rico, longo e persistente.
A visita da propriedade e do belo castelo do século XVIII, edificado sob as bases do antigo celeiro do século XV, nos permite conhecer quadros que mostram a nobreza da família, degustar vinhos diretamente do barril na cave de envelhecimento e desfrutar de uma conversa erudita e simpática sobre a história regional e sobre como é importante a dedicação para se fazer um excelente vinho. É uma visita imperdível para os amantes do enoturismo.
foto 1- Condessa de Sodali, foto 2 - Claire na cave, Foto 3 -Vinhos cuvée la Gardye, Foto 3 O Casal François e Claire numa das salas do Château.

28.6.07

Passeando no Canal du Midi





Considerado patrimônio da humanidade pela UNESCO o Canal du Midi é obra privada realizada por Pierre-Paul Riquet, que levará 14 anos para ser concluída, poucos meses após sua morte. Inaugurado em 1681 o canal que ligará o Mediterrâneo ao Atlântico será um importante fator de progresso para o Languedoc-Roussillon ao aproximá-lo do oceano e facilitar a exportação dos vinhos e tecidos do Sul da França.
De Toulouse à Marseillan pode-se percorrer o Canal de bicicleta e desfrutar de um passeio maravilhoso. A cada dia mais e mais amantes do esporte adotam esta opção. Há também os que preferem alugar um “peniche”, o barco de casco plano, tradicional, que não necessita de habilitação para se dirigir e que faz todo o percurso passando por cada eclusa. Neste caso uma bela rota do vinho no Sul da França é proposta. Dezenas de cidades à beira do Canal oferecem bons momentos de degustação gratuita. Outras dezenas de bons e agradáveis restaurantes estão espalhados por todo o percurso, mas claro você pode escolher seus vinhos ao longo do caminho e cozinhar no próprio barco ancorado em frente a um dos aprazíveis vilarejos como Le Sommail, no coração da apelação Minervois. Onde além de vinhos, bares e restaurantes há uma imensa livraria de obras raras, antigas e internacionais. Mesmo livros em português estão à venda. Imperdível. Na foto a ponte du Somail, de 1774 e classificada como uma das mais belas pontes francesas. Amanhã visitaremos o encantador château de Pouzols, no Minervois.

26.6.07

Barco à vela leva vinhos do Languedoc para a Irlanda



Preocupados com o meio ambiente alguns produtores do Languedoc estão utilizando os serviços da CTMV (Companhia de Transporte Marítimo à Vela), empresa que possui dois veleiros do tipo "goélette". Estes foram concebidos para transportar cada um 89 mil garrafas, o equivalente a 12 containeres de 20 pés paletizados. Uma novidade que está chamando a atenção de consumidores na Grã-Bretanha e na Europa do Norte aonde a ecologia é uma preocupação maior.
O vinho é embarcado próximo de Béziers, na localidade de Nove Eclusas e segue pelo Canal du Midi até Bordeaux quando atinge o Atlântico. O preço é similar ao transporte tradicional, mas possui uma vantagem exclusiva, o balanço do mar que faz o vinho evoluir, o que não ocorre nos grandes barcos ou em caminhões.

24.6.07

As fotos de Vinexpo





Veja as fotos que ilustram a matérias anteriores com mais precisão.
Foto 1: Stand tipo bar do Corbières
Foto 2: Stand do Languedoc e caves participantes
Foto 3: Vinho em embalagem tetra pack

22.6.07

Acabou a VINEXPO



A grande feira mundial do vinho, realizada bienalmente, acabou ontem às 15 horas, mas ao meio dia muitos já se despediam. Os que vieram de longe se anteciparam. No final da festa garrafas semi-vazias ou mesmo cheias são colocadas nos corredores e em seguida recolhidas por transeuntes que aproveitam esta oportunidade. Um organismo beneficente recolhe as garrafas fechadas de menor valor que são deixadas.
Vale lembrar que era imensa a participação de italianos, portugueses, espanhóis, argentinos, uruguaios e chilenos. Marcaram presença de forma agrupada formando um belo conjunto e eram bastante visitados. Vinhos das colinas de Golan, de Israel e vinhos do Vale de Bekaa, do Líbano, próximos conviviam em harmonia e mostravam bons vinhos. Os do Líbano com um corte típico do Sul da França.
Esta ofereceu pequenos espaços nos seus grandes stands a centenas de produtores que formavam dois grandes grupos o do Roussillon e o do Languedoc. Jean-Jean, Foncalieu, Vignerons Catalans, Aimery/Sieur d'Arques, UCOAR, Gerard Bertrand, Sckalli e Val d'Orbieu, os grandes do Sul, com bons stands individuais de uns cem metros quadrados cada. Como quase todos os grandes da feira. Com certeza dentro de poucos meses algumas novidades chegarão ao Brasil, afinal mais de vinte importadoras brasileiras estiveram no salão.