20.6.08

O verão, o sol, as vinhas e as greves no Languedoc



Ciclo de vida do verme do cacho: da larva, casulo, mariposa e o ataque no cacho.

Vai chegando o verão e com ele o vôo das andorinhas, o canto das cigarras, o calor do sol e as greves dos sindicalistas. O porto de Marselha, Fos Sur Mer, com sua greve vaga-lume leva milhares de “containers” a procurarem outros portos, como o de Barcelona. Os caminhoneiros lançaram uma operação tartaruga nas estradas. Na moderna, longa e bela ponte de Millau, também no Languedoc, foram as enfermeiras que pararam ontem o trânsito.
Após as chuvas da primavera, e como precisávamos de chuva, o tratamento da vinha tem de ser retomado de imediato. As poças provocadas pela chuva criam as condições ideais para o ataque de fungos como o mildio e o oídio. Especialmente neste momento do estado fenológico das vinhas: floração ou bagos do tamanho de petit pois. A sensibilidade da vinha é grande e todo cuidado é necessário. O tratamento contra o oídio é fundamental até que o cacho esteja compacto. O ataque do mildio é presente em todo o Corbières e Fitou, nos informa a Câmara de Agricultura do Aude. É bem verdade que este ataque acontece em toda a França. Em alguns territórios como em Lézignan (Château Etang des Colombes) e Fabrezan (Château Ribaute) temos também neste momento o vôo das mariposas (Eudemis) que trazem o verme do cacho.
Mas de fato é bom voltarmos a ter um bom fim de semana com sol. Com temperaturas oscilando de 23ºC a 28ºC. Isso posso afirmar hoje, por que ontem Meteo France estava em greve.

16.6.08


Os alunos do I Curso de Enologia na França criaram raízes no Languedoc. E não é que a arte de trovador renasce em terras mineiras inspiradas pelo cenário medieval do Languedoc? A antiga arte que havia desaparecido durante a cruzada albigense ressurge na terra das montanhas, do ouro de outrora, do leite e dizem que hoje até vinho nos oferece .
Nossas aventuras em terras Ocitanas contadas em prosa e verso por nosso trovador de Cataguazes o aluno Heleno Miranda. Foto montagem em qualidade Tabajara, sou ruim nisso, com Heleno Miranda.

Diário de viagem
Pois eu trouxe o nosso livro comigo
E pus dentro o teu retrato,
para que ouvisses,
enquanto estudo e devaneio
em meio às parcelas do Languedoc.
E queria que o teu coração
de uvas e de aromas
suspirasse por mim, enquanto pastoreio
por entre vinhos e vinhas.
Depois de tantas horas de vôo
tua imagem sobrevive
e é teu pensamento
que me povoa.
Saiba que esses vinhateiros do Languedoc
têm a nossa alma de camponês
e discorrem sobre os seus vinhos purpúreos,
como falamos dos nossos amores.
Várias vezes tive vontade
de abraçar meus cúmplices de viagem,
mas permaneci sem voz, como um antagonista,
só porque ainda não tinha saído de Minas.
Mas deixa que eu copie o poeta
e diga sem frescuras que
"tu és o pão de cada dia
para a minha alma".
Ajoelhei-me, hoje, na Catedral,
perante o silêncio secular de Saint Hilaire,
como um prisioneiro destas pedras
e deste frio voluptuoso
que fermentaram o ancestral vinho espumante.
E quero te contar que, entre cascalhos e xistos,
que nascem em Fitou em Languedoc,
é onde Marie Vallete plantou e colheu seus vinhos
temperados por funchos, tomilhos e alecrins
e fermentados na sua alma sábia e generosa.
Elegi L’Entre Temps meu restaurante favorito,
especialista em foie gras mi-cuit à la figue
e que tem um Muscat delicioso;
Mas o Meli Mèlo é uma espécie de ministro
cátaro de todo o sul da França, farto e alegre,
com suas intrigantes e imaculadas
costelas d’agneu.
Todavia foi em Bages que jurei,
para o mar que batia nas minhas costas,
que te traria no Le Portanel,
para oferecer aos teus olhos
a visão mediterrânea
de enguias, ostras e alfaces.
O meu melhor vinho?
Foi um 98, feito pelas mãos
e pela história de Rémi Bonnet,
filho da terra, folha de outono,
púrpuro como os outros do Pays de L’Aude,
mas com a entonação exclusiva
da alma do Minervois la Livinière, em Cesseras.
Finalmente, quando eu for,
irei sonhando com a tua boca
preparada para o meu beijo.
Estarás perplexa e eu radiante,
(te levo um diploma)
depois beberemos e terei saudade.
Ah, sim! Em Narbonne,
Quem sobe pela rua 1er de Mai
e chega à Place Sarbone,
há de ver uma casa alta com paredes amarelas,
onde imprimiram um poema, de Charles Trenet,
em letras vermelhas, e cujos primeiros versos eu traduzo:
"Há muito, muito tempo, depois que os poetas se foram,
as suas canções ainda correm pelas ruas.
A multidão canta, distraída, essas canções,
ignorando o nome do autor
e sem saber por quem batia seu coração..."
Te vejo depois de amanhã, um beijo.
Narbonne, 30 de maio de 2008

12.6.08

DIVO humor e vinhos autênticos



Nas etiquetas pode se ler DIVO Nós não vendemos qualquer vinho.
Fazendo referência às etiquetas: do Château Mal Escolhido e do Côtes da Usina -"Você não cansou de beber estes vinhos?"

Muito se fala sobre a defesa do vinho autêntico, contra a internacionalização do gosto do vinho e sua pasteurização. Mas ninguém foi tão longe como DIVO (Defesa e Ilustração dos Vinhos de Origem) que desde 1936, na Suíça defende os vinhos de personalidade. Criado pelo jornalista e filósofo Constant Bourquin é além de um movimento de idéias, com uma revista trimestral e palestras nos quatro cantos da Europa, uma loja de vinhos europeus autênticos.
Combater a uniformidade dos vinhos com humor e lutar contra a corrente da massificação do gosto no ponto de venda não é tarefa fácil. Defender o vinho de personalidade, o terroir, a cultura, a casta autóctone enquanto jornalista é uma coisa. No campo de batalha contra Carrefour, Casino (Pão de Açúcar) e outros grandes supermercados é outra história.
Hoje temos grandes críticos como Dusser Gerber, que sempre defendeu o vinho autêntico e até mesmo um Parker que começa a valorizar as castas autênticas. Campeão da standardização é o Novo Mundo, Chile em primeiro, ganharam mercado padronizando gostos. Como me disse Francesco, PDG da Pernod Ricard no Brasil, "quando meu cliente for a uma prateleira comprar um vinho sirah quero que ele seja igual todos os anos, que ele não se confunda, que ele seja sempre o mesmo". É exatamente contra isto que luta o DIVO. E eu também e muitos produtores do Sul da França.

11.6.08

Aprenda com quem Faz

Professora Marie Valette recebe flores dos alunos

A edição deste mês de La Revue du Vin de France faz um apanhado geral da safra 2007 na França. Nada que nossos leitores não soubessem. Todos os vinhedos situados na costa Mediterrânea são excelentes, Bordeaux, como em quase todos os anos que terminam em 7, difíceis, idem para Borgonha e Alsácia. Champagne terá excelentes chardonnay e decepcionantes pinots noirs e meuniers. No Languedoc, Roussillon, Rhône e Córsega um ano excepcional.
Os tintos se sobressaem, como é característica da região. Destaque para Pic Saint Loup, Coteaux du Languedoc La Clape, Corbières, Minervois, Limoux, Saint Chinian e Fitou. Nos brancos e espumantes Limoux lidera como sempre.
Os alunos do curso de enologia tiveram o prazer de degustar alguns dos vinhos selecionados pela RVF como Toques e Clochers território Oceânico de Limoux, Roque Sestière cuvée Carte Noire dos Corbières, Château Rouquette sur Mer L'Esprit du Terroir e L'Absolut, ambos Coteaux du Languedoc La Clape. Um dos campeões na avaliação da RVF, foi o Domaine du Champ des Soeurs cuvée Bel Amant, Fitou. Elaborado por Marie Valette, professora do curso. É aquele papo da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) "- E aprenda com quem faz". Sorte dos alunos de a terem como mestre.

9.6.08

Depoimentos dos alunos do I Curso de Enologia no Sul da França

Alunos posam para a posteridade com a professora Marie Valette ao centro de óculos.


Tenho recebido diversas mensagens dos alunos do Curso de Enologia e aproveito para as colocar no Blog, pois certamente devemos ter leitores curiosos em saber se foi realmente proveitoso o curso.
Sandra Brandão -" As experiências vividas serão, certamente, inesquecíveis."
Eduardo Paes - " Pelo jeito todos já estão com saudades de nossas aventuras na França e esperando novos cursos e oportunidades."
Heleno Miranda - "A Rogerio e à Edith um agradecimento de coração pelos dias que passamos juntos entre aulas, vinhas e vinhos."
Claudia Garcia Oliveira - " Momentos inesquecíveis foram vividos por todos nós... O aprendizado enológico junto a experiência de troca e comunicação com os professores e diretores do curso, os produtores locais e a nossa união com enoamigos do Brasil...super!
Cecilia Maria Ferreira Leite - " Também já com saudades da experiência maravilhosa."
Sônia Motta - " Mais uma vez quero ressaltar os momentos maravilhosos que passamos. O grupo foi especial. As experiências vividas e os conhecimentos compartilhados são inesquecíveis. Agradeço a todos pelos fantásticos 15 dias."
Fatima Alves de Carvalho - "Ainda estou em "estado de graça" pelo ótimo período que passei no Languedoc. Foi muito bom."

6.6.08

O mercado mundia II. Pergunta do André.







Pergunta do leitor: Rogerio, faltou aí mostrar o quadro da produção mundial. Se comparar o volume produzido no velho mundo e no novo mundo e o market-share mundial, a Europa continua perdendo feio.
André sua pergunta é interessante e se vamos falar de produção mundial e exportação mundial, devemos ver como vai o consumo em cada um desses países. É este o calcanhar de aquiles do velho mundo. É queda no consumo de vinho em França e Itália que provoca a mudança de perfil na comercialização dos vinhos europeus. Saiba que muitos vinhos consumidos na França não são vinificados iguais à versão exportada. Vamos aos quadros.
Amanhã em mais.

5.6.08

Folga em homenagem ao tricolor

Hoje o Blog tá de folga comemorando a goleada e a consequente classificação tricolor. O Fluminense se comportou como um time de bravos e com muita técnica e inspiração eliminou o Boca. Saudações tricolores a todos. Amanhã eu volto.

4.6.08

A densidade de cultivo no Languedoc. O caso Baron'Arques.

Na foto vinhedo em alta densidade da casta merlot em Baron 'Arques.

Durante o curso de enologia vimos que a forma de condução característica do Languedoc, no que tange a densidade do cultivo, gira em torno de 2500 pés/ha a 4500 pés/há. Há uma média nos AOC de 3500 pés/ha e nos Cru de 4000 pés/ha. Mas quando fomos ao Domaine de Baron' Arques, em Limoux, fruto de uma joint venture entre a Baronesa Philippine de Rothschild (Mouton Rothschild, braço inglês da família) e da badalada cooperativa Sieur d'Arques, vimos uma técnica de cultivo típica dos grandes Bordeaux. A plantação em alta densidade da casta merlot com 8000 pés/ha.
Situada na parte menos alta da propriedade e num tabuleiro, a técnica deu bons resultados devido ao clima de Limoux, mais frio e úmido que a média do Languedoc. Já nas encostas e com mais altitude a opção foi por uma densidade de 3500 pés. Duas opções técnicas que mostram a diversidade do terroir de Limoux. Local excepcional para as castas merlot, pinot noir e chardonnay.
A união da experiência e tecnologia de Sieur d'Arques no Languedoc e a tradição e expertise "bordelaise" da baronesa nos ofereceram uma degustação de excelente nível. Destaque para o 2OO5. Aguardamos com ansiedade 2006 e 2007, anos que prometem.

3.6.08




No alto e acima a primeira turma do Curso de Enologia, à esquerda o merecido Diploma e à direita o L'Absolu do Château Rouquette sur Mer, AOC La Clape.
Ontem falei sobre o mercado do vinho, mas hoje volto a falar do curso de Enologia. Foi muito rico. Não paro de receber emails dos alunos agradecendo a qualidade do curso, das visitas e da recepção que tiveram. Foi gratificante. Mas que trabalho! Receber um grupo de 13 pessoas que vai seguir uma programação intensiva não é tarefa fácil. Apesar dos 48 anos de praia era marinheiro de primeira viagem.
Aulas, almoços, traslados, visitas técnicas, dicas de onde ir, tradução integral das aulas e conversas com produtores. Tudo programado e funcionando com perfeição no Sul da França. Ao final da prova os alunos puderam comemorar o esforço. Afinal, na véspera se reuniram todos no saguão do hotel e revisaram as duas apostilas. Passaram. Receberam em solenidade singela, das mãos da representante do Ministério da Agricultura francês, o diploma oficial do curso de Enologia. Com direito a carimbo federal, Marianne, e validade européia.
Muito legal foi ver que a seleção das visitas permitiu ter uma exata idéia de como se faz vinho no Languedoc Roussillon. Desde pequenos produtores fazendo vinhos artesanais e com poucos recursos, passando por propriedades médias com tecnologia de ponta e mesmo a maior unidade de engarrafamento do Aude e uma das maiores do Languedoc. O interessante é que todos os métodos e tecnologias permitiam fazer com que o vinho obtivesse o resultado final desejado pelo produtor.
No último dia visitamos o belo Château Rouquette sur Mer, que no segundo semestre chega ao Duty Free Shop brasileiro, hoje Dufry. Tivemos a grata oportunidade de provar o L'Absolu, o novo vinho da casa, que recebeu a única medalha de ouro,Regional Trophy, do Languedoc e uma das 16 da França no concurso da revista inglesa Decanter. Este ainda não está à venda nem na França. Joseph Morgan o pontuou entre 92 e 93 pontos.
Outra avant-première foi a degustação na cave da nossa professora a enóloga Marie Valette que produz vinhos em Leucate, AOCs Fitou (tinto) e Corbières (branco). A nova edição da Revue des Vins de France, o Morgan a comprou fresquinha em Paris, sobre a safra 2007, poupa apenas os vinhos do Sul da França e Sauternes. A grande surpresa dos alunos, sempre atentos, é que a cuvée Bel Amant do Château Champs de Soeurs, de Marie, recebeu uma das 13 melhores notas de toda a França - 18/20. Sorte dos alunos que degustaram a nova safra ainda com rótulo provisório.
Em outubro faremos outro grupo. Inscrições com a Tornaviagem.

2.6.08

A França e o mercado mundial do vinho


Participação no mercado mundial de exportações



A velha Europa lidera a produção mundial de vinho. França em primeiro com 51,7 milhões de hl, seguida da Itália com 49,6 e Espanha com 38,2. Na sequência EUA (19,7), Argentina (15,5), Áustralia (14,3), África do Sul (10,1) e Alemanha (8,9). China em 11º e Brasil em 12º (belo salto).
O que se vê nas estatísticas é que o rendimento médio do Novo Mundo é de 94,7 hl/ha em 2006 contra 53,9 hl/ha na Europa. Isto quer dizer que, na média, o vinho europeu tende a ser muito melhor que os do Novo Mundo. O europeu é, portanto mais caro, com menos artifícios químicos, mais verdadeiro. Vale lembrar que na França a pequena propriedade domina, o que é terrível para o marketing. Falta de verba, política de conquista de mercado desorganizada, escassez de marcas mundiais,... Para ilustrar basta ver que das dez maiores propriedades vinícolas do mundo apenas uma é européia (Codorniu- ES).
Talvez o consumidor do Novo Mundo prefira um vinho pasteurizado, onde todos os vinhos sejam iguais. Conceito que em marketing é muito mais fácil de trabalhar. O vinho moderno e de fácil consumo são para os debutantes. Quem evolui muda rapidamente seu perfil de consumo.
As mudanças que ocorrem na legislação francesa visam atender, em parte, este novo consumidor que tem dificuldade (muito compreensível) de saber qual das centenas de AOC ou Vin de Pays (VDP) ele deve escolher na prateleira. A mudança na legislação é para brigar sim, com o Novo Mundo, por este consumidor, mas não na faixa super premium. Chips (copeaux) só para Vin de Pays (varietais e regionais) na França. Se a legislação dos VDP e VDT (vinho de mesa) foi flexibilizada esta ocorreu para atender uma demanda de mercado na faixa inferior do segmento. Afinal, o custo da uva na Africa do Sul é de apenas 0,16€ por kilo de uva e na França 0,37€ por kg!
O que acontece no novo mundo é que lá há mais liberdade para se fazer o vinho do que no Velho Mundo. Foi isto o que o agricultor europeu pediu para poder disputar o mercado de primeiro preço em condições iguais.
Veja bem os líderes de exportação por volume são Itália(21,4%), Espanha (19,8%), França (17,6%) e Austrália (8,9%). Em valor a ordem é França (35,5%), Itáia (18,1%), Austrália (9,6%) e Espanha (8,2%). Se a França cresce pouco em volume nas exportações por outro lado vê subir seu preço médio por garrafa. Sinal de que o consumidor busca a qualidade quando compra um vinho francês. Olha a referência mundial se exprimindo.
No Sul da França, o Comitê Interprofissional do Vinho do Languedoc (CIVL) está construindo uma nova hierarquização dos vinhos do Languedoc, tendo na base da pirâmide a nova denominação de origem Languedoc. Seguido das demais denominações como Corbières, Fitou, Minervois... Acima destes os Cru Boutenac (Corbières) , Cru Berlou (Saint Chinian) e Cru La Livinière (Minervois). Aos quais devem se juntar La Clape e Pic Saint Loup, hoje ainda Coteaux du Languedoc.
A França reconquistou o mercado Inglês em volume com 23% do total seguido da Austrália que recuou para 19% e a Itália segue na cola desta com 15%.
Então tudo é maravilha na França e no Velho Mundo? Nada disto o esforço pela qualidade e conquista de mercado é duro e o viticultor tem sofrido. Quem trabalha mal a uva e o comércio perdeu muito mercado. Quem produz bem e sabe vender está bem melhor. Não são anos fáceis. Mas o esforço tem sido bem recompensado. Mas muito ainda precisa ser feito e revisto.
Só para terminar por hoje, só por hoje, a França exporta em Euros, moeda valorizada frente ao dólar americano. Os EUA são o 3º maior país consumidor.
Desculpem mas para quem gosta de bom vinho a França é a grande referência mundial seguida de Itália, Portugal, Alemanha (brancos) e Espanha.
Fonte: Viniflhor 2007

30.5.08

Hoje é dia de prova


Vista da laguna de Bages e do vilarejo.


Após duas semanas de aulas teóricas, visita de vinícolas de diferentes portes, a um centro de pesquisa e ao sindicato de produtores, CIVL, chegou o dia da prova final. Isso mesmo, hoje os alunos fazem a prova de enologia pela manhã. São 37 questões, 27 em múltipla escolha e 10 abertas. A pontuação exigida é de 75% por assunto estudado. Em seguida almoço no belo Le Portanel, em Bages, com vista para suas lagunas. Enquanto a professora Marie Valette corrige as provas, visitaremos ainda o Château Rouquette sur Mer com sua vista deslumbrante. Na volta entrega das notas e dos diplomas aos que fizerem jus. Na seqüência o Ministério da Agricultura e o CFPPA do Quatourze, nossa escola, oferecem aos alunos um "vin d'honneur". Como diria a Hilidegard Angel -"Chiquérrimo".

24.5.08

Alunos brasileiros fazem sucesso no Sul da França

Claudia Oliveira, aluna, aprende a fazer a poda em verde(epamprage) em La Livinière.
A primeira turma de Enologia brasileira no Sul da França está sendo um grande sucesso. Aulas de excelente nível técnico com perguntas que aprofundam a matéria e esclarecem os métodos utilizados no Languedoc e na França. Questões sobre o comportamento de castas oriundas de regiões mais frias ( merlot, chardonnay, cabernet sauvignon), sua adaptação ao clima Mediterrâneo e seu comportamento no Brasil, enriquecem o curso e provocam uma verdadeira troca de experiências.
Visitas técnicas em cantinas de diversos tamanhos e produzindo vinhos com diversos objetivos de mercado. Desde um pequeno produtor bastante artesanal com cubas de fibra e material de cantina bastante simples, mas aplicando as melhores técnicas de cultivo e vinificação num território excepcional o Minervois La Livinière, o primeiro Cru do Languedoc. O resultado foi que a degustação encantou a todos e supreendeu provocando um acesso de compras das safras de 98 e 99. No Brasil apenas a 2002 é vendida pela Vitis Vinífera.
Outra visita muito interessante foi no INRA (Instituto Nacional de Pesquisa Agrícola) de Pech Rouge, em Gruissan a 12 kilômetros de Narbonne, o único centro exclusivamente viti-vinícola da França. Responsável dentre outros pela criação das tecnologias de eletro diálise (estabilização do vinho) e a badalada Flash Détente.
Prefeito pede encontro
Após o destaque na imprensa na última terça-feira o grupo foi convidado para um vin d’honneur por Jacques Bascou, Deputado Federal e prefeito de Narbonne, cidade de médio porte onde acontece o curso. Bascou quer ter um papo descontraído, "tête à tête", com os formadores de opinião brasileiros. O encontro deve acontecer na próxima sexta-feira às 18 horas, na sede da Prefeitura, na Catedral de Saint Just, entorno de vinhos do Languedoc.

23.5.08

Alunos do ,curso de Enologia são destaque na imprensa francesa



A imprensa francesa deu destaque, página dois, para a inédita presença de uma turma de alunos brasileiros no CFPPA de Narbonne, Sul da França.

21.5.08

Rápidas:

Um sucesso a visita do grupo de estudantes do curso de enologia ao Château de Saint Julien de Septime, o mais antigo celeiro da Abadia de Fontfroide, que data de 1093.

Hoje visita ao Domaine Aimé, Minervois La Lininière, um Cru, importado pela Vitis Vinífera, do Rio.