10.10.07
As atrações do Festival de Sabores do Sul da França
Limoux e Sieur d'Arques/Aimery
Limoux foi o berço do primeiro espumante do mundo em 1531, mais de 100 anos antes de champagne. Considerada a melhor cooperativa da França, desenvolveu uma joint venture com a baronesa Philipine de Rotschild quando esta se instalou na região. Seus vinhos brancos alcançam altas notas junto aos especialistas. Este ano na nova edição do Guide Hachette, a Bíblia francesa de vinhos, suas Blanquettes e Crémant foram incensadas.
No Brasil os vinhos da linha Aimery e Aigle estão no Zona Sul com destaque para o Crémant de Limoux cuvée 1531, os varietais chardonnay, pinot noir, syrah e o Aigle rouge, uma assemblagem merlot/grenache.
A Bulle Nº 1 Blanquette de Limoux de Sieur d'Arques terá seu lançamento no Brasil antes deste ocorrer nos EUA. A versão milesimada, cujo vinho de base é envelhecido em barris de carvalho, chega pelas mãos da Vitis Vinifera. Já a versão não safrada e que não passa por barricas pode ser encontrada nas lojas Dufry do Free shop, nos aeroportos do Rio e SP.
Cave Rocbère
Responsável por 10% do volume dos vinhos da denominação de origem Corbières, a Rocbère envelhece seus vinhos em Terra Vinea, sua cave de envelhecimento situada a 80 metros de profundidade numa antiga mina de gesso. Além de possuir condições ideais para o armazenamento das barricas, é uma bela atração turística. Seus vinhos no Brasil são Reserve de Beaulieu, Rocbère Grande Reserve e Grand Opéra.
Val d'Orbieu
O grupo comercializa alguns dos melhores vinhos do Languedoc como a Cuvée Mythique, o primeiro vinho da região a obter uma nota superior a 90 no guia de Robert Parker, o Tour de Montredon cuvée Hubert Azam, Domaine de Blanquières e Château Ribaute cuvée François Le Noir. Todos premiados no Concurso Agrícola de Paris. Cada um destes vinhos é elaborado em cada uma das 100 propriedades, que pode ser um pequeno vinhedo de 20 ha, cabendo a Val d'Orbieu a estocagem, assemblagem, engarrafamento e a comercialização. Quem planta, cultiva e vinifica é sempre o produtor. Seu presidente executivo, Bernard Devic, é o presidente de Inter Sud France e vice-presidente de Vinisud, a segunda feira de vinhos mais importante da França.
Maître cuisinier Georges Rousset
Georges Rousset, Maître cuisinier, autor de dois livros, referenciado em diversos guias, após receber sua primeira estrela no Guide Michelin, cansou de se submeter às exigências do guia e se dedica mais à difusão da gastronomia do Languedoc e a satisfazer os caprichos de seus exigentes clientes. Estará no Sofitel revelando os sabores do Sul da França para os cariocas.
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9.10.07
Colheita pequena tira do mercado o AOC Grand Roussillon

Esta denominação de origem dedicada a vender os vinhos doces naturais do Aude e do Roussillon, de baixo preço, acabou. A pequena safra de 2007 apressou uma decisão que vinha amadurecendo, pois há quatro anos a colheita desta especialidade regional vinha diminuindo. A partir de 2008 apenas a denominação Muscat de Rivesaltes será vendida. Uma campanha publicitária irá reforçar a tradicional denominação do Sul da França.
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8.10.07
Sul da França investe no mercado brasileiro de vinho

Sud de France, a marca guarda-chuva dos vinhos do Languedoc-Roussillon, está organizando no Rio e em Búzios um festival gastronômico que vai revelar a cozinha mediterrânea e os belos vinhos da maior região vitícola do mundo, com 310 mil ha e uma produção de 16 milhões de hl. Segundo Robert Amalric, diretor de Sud de France, "esta ação tem como objetivo aumentar a visibilidade do Languedoc no Brasil. Produzimos 60% do vinho varietal e regional francês e 20% dos vinhos de denominação de origem. Temos preço e qualidade para sermos líderes, entre os franceses, no Brasil. Depois teremos ambições mais ousadas". Algumas das mais importantes vinícolas do Languedoc estarão presentes como Val d'Orbieu, Sieur d'Arques-Aimery e Rocbère.
Do dia 2 ao dia 17 de novembro dezenas de restaurantes estarão participando do Festival e oferecendo aos seus clientes menus típicos harmonizados com os vinhos do Languedoc.
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4.10.07
Festival Sud France 3

Como se não bastasse, virá o prestigiado Maître Cuisinier Georges Rousset, do restaurante Les Muscardins, próximo a Montpellier. Russet estará assinando o menu principal do Festival, no restaurante Pré-Catelan, a convite do chef Roland Villard do Sofitel Rio.
Autor de dois livros sobre a cozinha do Languedoc, Georges Russet fará uma palestra na Associação Brasileira de Sommeliers, ABS-Rio, e autografará livros para os interessados.
Autor de dois livros sobre a cozinha do Languedoc, Georges Russet fará uma palestra na Associação Brasileira de Sommeliers, ABS-Rio, e autografará livros para os interessados.
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3.10.07
Festival Sud France II

O Festival de Sabores está trazendo para o Rio de Janeiro dois enólogos Laurent Mingaud, da Cave Sieur d'Arques/Aimery, tida como a melhor da França, e Henri Forgues, da Cave Rocbère, responsável pela produção de 10% do volume dos vinhos de origem controlada dos Corbières, a maior denominação do Languedoc. Também estará presente Stéphanie Creyssels, diretora para as Américas do grupo Val d'Orbieu, cooperativa de comercialização que representa 85 châteaux e 15 cooperativas de produção de vinho do Languedoc-Roussillon. Rogerio Rebouças, consultor carioca radicado no Sul da França, representa as três empresas no Brasil e é o organizador do evento.
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2.10.07
Sud de France acredita no Brasil e organiza seu 1º Festival.

Festival de Sabores do Sul da França, Rio e Búzios, de 2 a 17 de novembro.
Sud de France, a marca guarda chuva dos vinhos do Languedoc-Roussillon, está organizando no Rio de Janeiro e no balneário de Búzios um festival gastronômico que vai revelar a cozinha mediterrânea e os belos vinhos da maior região vitícola do mundo. Do dia 2 ao dia 17 de novembro dezenas de restaurantes estarão participando do Festival e oferecendo aos seus clientes menus típicos harmonizados com os vinhos do Languedoc. Segundo Robert Amalric, diretor de Sud de France, esta ação tem como objetivo aumentar a visibilidade do Languedoc no Brasil.
Sud de France, a marca guarda chuva dos vinhos do Languedoc-Roussillon, está organizando no Rio de Janeiro e no balneário de Búzios um festival gastronômico que vai revelar a cozinha mediterrânea e os belos vinhos da maior região vitícola do mundo. Do dia 2 ao dia 17 de novembro dezenas de restaurantes estarão participando do Festival e oferecendo aos seus clientes menus típicos harmonizados com os vinhos do Languedoc. Segundo Robert Amalric, diretor de Sud de France, esta ação tem como objetivo aumentar a visibilidade do Languedoc no Brasil.
30.9.07
Proposta da Reforma do Vinho causa polêmica na Comissão Européia.
Dois pontos polêmicos na reforma, o fim do direito de plantação, em 2014, e interdição da capitalização.
O primeiro é comprado pelo produtor antes da plantação, isto é, não é apenas a terra nua que é adquirida, mas o direito de plantação de vitis vinifera para produção de vinho. Hoje quando se vende um vinhedo este pressupõe a existência do direito que pode ser para vinho de denominação de origem controlada, regional ou de mesa. O fim do direito abriria caminho para uma volta à industrialização do vinho e uma eventual melhor concorrência com os vinho do Novo Mundo. Os pequenos produtores, cooperados ou não, larga maioria na França, estão furiosos.
A adição de açúcar ao mosto, capitalização, não é usada no Sul da França, nem nos demais países do Sul da Europa como Itália e Espanha. Mas na Alemanha e países do norte ela é essencial e largamente praticada devido às condições climáticas e de maturação da uva. A divisão é nítida.
A Comissão se dispõe a flexibilizar algumas regras da reforma, mas não quer mexer na essência. Combater o subsídio. Muita água ainda vai rolar por de baixo da ponte.
O primeiro é comprado pelo produtor antes da plantação, isto é, não é apenas a terra nua que é adquirida, mas o direito de plantação de vitis vinifera para produção de vinho. Hoje quando se vende um vinhedo este pressupõe a existência do direito que pode ser para vinho de denominação de origem controlada, regional ou de mesa. O fim do direito abriria caminho para uma volta à industrialização do vinho e uma eventual melhor concorrência com os vinho do Novo Mundo. Os pequenos produtores, cooperados ou não, larga maioria na França, estão furiosos.
A adição de açúcar ao mosto, capitalização, não é usada no Sul da França, nem nos demais países do Sul da Europa como Itália e Espanha. Mas na Alemanha e países do norte ela é essencial e largamente praticada devido às condições climáticas e de maturação da uva. A divisão é nítida.
A Comissão se dispõe a flexibilizar algumas regras da reforma, mas não quer mexer na essência. Combater o subsídio. Muita água ainda vai rolar por de baixo da ponte.
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28.9.07
Vinhos brancos aumentam no Languedoc e na ... Argentina

O Sul da França produz mais vinhos tintos do que brancos. Este ano a queda na produção atingiu diretamente os vinhos brancos. Estes ficaram mais escassos provocando uma alta imediata de 10€, por hectolitro, para os vinhos de mesa vendidos em pipa. É a lei mercadológica da oferta e da procura. Na Argentina os vinhos brancos em pipas aumentaram de 15%, apesar dos volumes crescerem na ordem de 3 a 5% este ano. A explicação é simples. O mercado é mundial e o vinho é mercadoria global.
Há algumas semanas os preços estão em alta na Argentina. Que orientada pela Federação de Vinhateiros busca achar um equilíbrio entre o aumento de preços e a preservação de mercados mundiais. Se em relação ao mês de agosto o aumento é de 15%, em relação a 2006 o aumento é de 35%. Com certeza a quebra da safra na maior parte da Europa e a grande perda na Austrália, que pode chegar a 40%, vai fazer subir ainda mais os preços.
Eu já havia dito que os preços iam subir globalmente. Houve quem não acreditasse. Hoje é fato.
Há algumas semanas os preços estão em alta na Argentina. Que orientada pela Federação de Vinhateiros busca achar um equilíbrio entre o aumento de preços e a preservação de mercados mundiais. Se em relação ao mês de agosto o aumento é de 15%, em relação a 2006 o aumento é de 35%. Com certeza a quebra da safra na maior parte da Europa e a grande perda na Austrália, que pode chegar a 40%, vai fazer subir ainda mais os preços.
Eu já havia dito que os preços iam subir globalmente. Houve quem não acreditasse. Hoje é fato.
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27.9.07
Nada se cria, tudo se copia.
E nós franceses, mesmo os naturalizados, nos vangloriamos do nosso sistema de denominação de origem para qualificar um vinho. Método tão copiado pelo mundo a fora. Mas não é que lendo um extrato do novo livro de Jean Clavel, a Mundialização do Vinho, que será lançado em fevereiro 2008 durante a VINISUD, em Montpellier, descubro que tudo começou com os romanos. Veja só.
"Marcial poeta libertino do imperador Domiciano (que reina de 81 a 96 e edita os primeiros decretos regulamentando a viticultura gaulesa) descreve os jantares romanos desta época e classifica os vinhos servidos em função da sua origem, o Falernus é o primeiro, mais o vinho de Sezzia du Latium é reputado, e às vezes ele aprecia um vinho de casta, um picpoul ou um vinho gaulês da (casta) allobroges de Vienne la Vineuse!”
Para adicionar um pouco mais de história podemos lembrar que o vinho do Languedoc era exportado para a Grécia, Turquia, Egito e torna-se o principal fornecedor de Roma. O que provoca a ira dos viticultores romanos que arrancam de Domiciano um decreto, em 92, determinando a retirada de 50% das vinhas da província gaulesa.
26.9.07
Teremos menos vinho no mundo em 2007.

Não é apenas no Languedoc que a safra será menor, mas em toda a Europa(Portugal, Grécia, Itália e Europa central) e no Novo Mundo. Na Europa as exceções são a Alemanha com mais de 13% e a Espanha com mais 1,28%. Austrália terá menos 25%, com menos 36% de syrah e 37% de grenache! No Chile menos 0,45 milhões de hecto, EUA estável, Argentina com aumento de 3 a 5% e a África do Sul mais 4,2% são as exceções. No total no helisfério sul serão menos 4 milhões de hectolitros.
Para quem não acreditava que o vinho ia subir anote: o vinho branco de mesa, vin de table, já aumentou de 10€ o hecto na venda em pipas.
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25.9.07
La Clape tem excelente millésime.

Hoje tive uma conversa rápida ao telefone com Jacques Boscary, proprietário do reputado Château Rouquette Sur Mer, em La Clape, Coteaux du Languedoc. Ele me confirmou que a colheita de fato está menor, mas que a qualidade é realmente excelente. Jacques ainda não terminou sua colheita, mas o que foi colhido, e não foi pouco ,é ótimo. "É nossa melhor safra dos últimos dez anos", afirma.
Motivo para comemorar não falta a Jacques, pois novamente seus vinhos foram selecionados pelo Guide Hachette. Na edição 2008 é seu vinho branco, cuvée Arpége 2006, que recebe uma estrela. Destacando seu robe dourado luminoso e seus aromas florais, equilibrado, fresco e redondo. Um genuíno La Clape, do Sul da França.
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24.9.07
Turismo nos Corbières. Santuário de Nossa Senhora da Consolação.


Pierre Gerard Lafitte é a quinta geração de viticultores da família, com 17 hectares de vinha, sendo 13 divididos em duas cooperativas e 3 que plantou a um ano e que produzirá de forma independente. Todo viticultor tem direito, na França, a ter sua "pousada", o que se chama aqui de gîte ou table hôte. É uma forma de complemento da renda do agricultor. Sua casa data do século XVII, tem quatro quartos de hóspedes, duas belas salas e uma varanda central onde se toma um café da manhã com croissant e geléia caseira feita por Cristinne, sua esposa. A pousada Dame de Salimonde fica bem no centro da característica cidade cátara de Ferrals les Corbières.
Quando se está nos Corbières algumas visitas são obrigatórias: Canal do Midi, Cidadela de Carcassonne, os castelos cátaros de Quéribus, Peyreperthuse e Aguilar e as abadias de Fontfroide e de Lagrasse. Porém quem se hospeda em Ferrals deve fazer um passeio pela montanha de Alaric e ver de perto a "garrigue", a vegetação que marca com seus aromas de tomilho, alecrim, lavanda muitos dos vinhos do Languedoc. Uma visita que é muito interessante é a da Capela e refúgio de Nossa Senhora da Consolação, do século XI, em Fabrezan, a 2 km de Ferrals, normalmente fechada à visitação. No entanto, Pierre é membro da associação que mantém o convento. Graças a ele é possível ter a chave dos portões que abrem a entrada deste antigo santuário. Situado no alto de uma colina, com vista para os vinhedos que ficam aos pés da montanha de Alaric e dos Corbières, primeiro contrafortes dos Pirineus.
Quando se está nos Corbières algumas visitas são obrigatórias: Canal do Midi, Cidadela de Carcassonne, os castelos cátaros de Quéribus, Peyreperthuse e Aguilar e as abadias de Fontfroide e de Lagrasse. Porém quem se hospeda em Ferrals deve fazer um passeio pela montanha de Alaric e ver de perto a "garrigue", a vegetação que marca com seus aromas de tomilho, alecrim, lavanda muitos dos vinhos do Languedoc. Uma visita que é muito interessante é a da Capela e refúgio de Nossa Senhora da Consolação, do século XI, em Fabrezan, a 2 km de Ferrals, normalmente fechada à visitação. No entanto, Pierre é membro da associação que mantém o convento. Graças a ele é possível ter a chave dos portões que abrem a entrada deste antigo santuário. Situado no alto de uma colina, com vista para os vinhedos que ficam aos pés da montanha de Alaric e dos Corbières, primeiro contrafortes dos Pirineus.
Ah, sendo Pierre um vigneron, ele tem sempre à mesa os melhores vinhos de Ferrals, do Cellier de Grafan. Boa visita.
21.9.07
CIVL confirma safra excepcional no Languedoc

O Comitê Interprofissional do Vinho do Languedoc, CIVL, por meio de seu comunicado confirma hoje, o que antecipamos ontem, 2007 será uma grande millésime para todo o Languedoc. Segundo o CIVL, o Sul da França foi poupado dos caprichos meteorológicos que incomodaram outras regiões e teve um clima excepcional em setembro para a colheita. O que nos permite prever um grande ano.
"Um setembro ideal: sol, vento do norte e noites fresca" se vangloria o CIVL em seu comunicado. As colheitas tiveram início num estado sanitário "perfeito, os ataques das pragas na primavera tiveram poucas conseqüências e o vento do norte preservou o vinhedo de qualquer ataque da botrytis". O verão ameno se comparado com outros anos permitiu de adar ao mosto "um belo equilíbrio ácido tão procurado nas regiões quentes." O ano foi marcado por um inverno pouco rigoroso e seco, uma primavera chuvosa e quente, com um mês de abril particularmente quente, o mais quente desde 1970.
A brotação, na primavera, ocorreu quase em todo o Languedoc com uma semana de avanço. As chuvas abundantes, mais 50% que a média da estação, neste momento não tiveram grandes conseqüências. No verão que foi em geral fresco, fomos poupados da chuva. A exceção francesa. Um déficit pluviométrico de 50 a 80% dependendo da denominação de origem. Durante a pintura e o desenvolvimento das uvas se deram num vinhedo são. De meados de agosto ao início de setembro o tempo foi seco, quente e com noites frescas.
De fato o comunicado faz um balanço exato de todo o período nos mostrando que tivemos um ano de seca, diferentemente das outras regiões vitícolas francesas.
"Um setembro ideal: sol, vento do norte e noites fresca" se vangloria o CIVL em seu comunicado. As colheitas tiveram início num estado sanitário "perfeito, os ataques das pragas na primavera tiveram poucas conseqüências e o vento do norte preservou o vinhedo de qualquer ataque da botrytis". O verão ameno se comparado com outros anos permitiu de adar ao mosto "um belo equilíbrio ácido tão procurado nas regiões quentes." O ano foi marcado por um inverno pouco rigoroso e seco, uma primavera chuvosa e quente, com um mês de abril particularmente quente, o mais quente desde 1970.
A brotação, na primavera, ocorreu quase em todo o Languedoc com uma semana de avanço. As chuvas abundantes, mais 50% que a média da estação, neste momento não tiveram grandes conseqüências. No verão que foi em geral fresco, fomos poupados da chuva. A exceção francesa. Um déficit pluviométrico de 50 a 80% dependendo da denominação de origem. Durante a pintura e o desenvolvimento das uvas se deram num vinhedo são. De meados de agosto ao início de setembro o tempo foi seco, quente e com noites frescas.
De fato o comunicado faz um balanço exato de todo o período nos mostrando que tivemos um ano de seca, diferentemente das outras regiões vitícolas francesas.
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20.9.07
Languedoc-Roussillon colhe 14,2 milhões de hectolitros de muito boa qualidade

A colheita no Sul da França está acabando e os números finais confirmam uma queda na produção de 1,6 milhões de hl. Se a colheita foi menor a qualidade é bem superior afirma Gérard Pierre Lafitte, viticultor em Ferrals le Corbières. O tempo seco em agosto e setembro contribuiu fortemente para a ótima qualidade da safra. A quantidade diminuiu, mas a uva atingiu uma maturidade excepcional para os tintos. É bem verdade que tivemos alguns ataques do cogumelo míldio, mas tive a felicidade de seguir as orientações da cooperativa e da Câmara de Agricultura e realizei os tratamentos preventivos no bom momento. Quem relaxou hoje não tem o que colher. Mas parte da diminuição do volume foi a "arrachage", retirada de pés de vinha para receber o prêmio. Na verdade uma recompra dos direitos de plantação que o viticultor adquiriu no início da sua atividade. Essa opção ocorreu principalmente para os que se aposentaram e para os terrenos menos produtivos, conclui Pierre Lafitte.
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